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terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Escolhei hoje a quem deveis servir



1 - A VIDA É FEITA DE ESCOLHAS

- Escolhemos diariamente e à todo o momento (roupa, trajeto, comida etc).
- Nossas escolhas afetarão nossa vida à curto, médio e longo prazo (casamento, propriedade, curso, profissão e até cemitério para ser enterrado).
- Poucas vezes se pensa em uma escolha que envolva a eternidade.

2 - ALGUMAS VEZES FAZEMOS ESCOLHAS IMPORTANTES DE FORMA ERRADA.

- Escolhas pelos "olhos" - Pv 14.12
- Escolhas do coração (fonte das emoções) - Jr 17.9 / Pv 21.8
- Exemplos bíblicos de escolhas erradas: Esaú (Gn 25); O jovem rico (Mc 10.17); A turba ensandecida (Lc 23.21, 23 e 24); Sansão (Jz 16).

3 - O PERIGO DA INDECISÃO ESPIRITUAL.

- Perdermos o alvo (I Cor 9.26)
- Deixarmo-nos influenciar pelo mal (II Cron 13.7)
- Sermos crentes como os misturados samaritanos (2Rs 17.33)
- Servirmos a dois senhores (Mt 6.24)
- Tornarmo-nos inimigos de Deus (Tg 4.4)
- Exemplo bíblico de indecisão: Pilatos (Mt 27.2, 22 e 24)

4 - DEUS EXIGE UMA DECISÃO.

- Frio ou quente, morno nunca! (Ap 3.15)
- Não se engane, de Deus não se zomba (Gl 6.17)
- Ele pedirá contas (Ecl 11.9)
- Jeová ou Baal? (I Re 18.21)
- Escolha hoje de que lado você está (Js 24.15)

5 - DIANTE DISSO:

- Lembre-se de que o mundo passa e a sua concupiscência com ele (I Jo 2.17)
- Aconselho-te que escolhas a VIDA para que vivas (Dt 30.15 e 19)
- Jesus é o Caminho, a Verdade e a Vida (Jo 14.6 / 3.16)
- Em nenhum outro há salvação (At 4.12)

6 - UM DIA, no futuro, multidões de indecisos estarão no Vale da Decisão (Joel 3.4) e o Justo Juiz não estará indeciso em seu julgamento (I Pe 4.5).

quinta-feira, 7 de março de 2013

A invasão dos prédios

Vista do Alto Mundo Novo - Imagem by Google 12/2011
Lembro que, quando menino, subia o Alto 13 de maio e de lá via os aviões descerem até quase tocar a pista do Guararapes. Via muito mais. Os municípios vizinhos se revelavam à noite por um amontoado de luzes no horizonte, Camaragibe, Olinda (altos), Jaboatão (URs), o mar...

Hoje, subindo a ladeira, o panorama é diferente. Há uma nítida invasão de prédios que marcham impolutos em direção ao subúrbio ocultando a vista do horizonte.

Se por um lado há maior oferta de imóveis e estabelecimento de novos comércios, por outro, há um tumulto crescente com mais automóveis, menos lugares nos ônibus, mais trânsito engarrafado, mais esgotos estourados, maior valorização do m², menos áreas verdes, mais calor, menos mangueiras, menos espaços nas calçadas, mais filas, menos memória.

Somente no entorno do Mercado de Casa Amarela, cerca de 30 construções de grande porte podem ser contadas, fora as tradicionais casas e casarões que já estão desocupados e até em demolição, à espera do início de mais uma obra.

Nada contra o progresso ou a modernização. A paisagem da foto até ficará mais elegante, todavia, a questão é outra.

O perfil do bairro e adjacências muda, mas muda de forma desordenada pois não há um estudo de impacto nem melhorias urbanas pensadas para o futuro. Os governos se sucedem e nada de novo acontece.

Quem, ao comprar imóveis nos primeiros prédios construídos nesta recente leva de empreendimentos buscou a tranquilidade do subúrbio, com suas tradicionais ruas arborizadas, quintais cheios de fruteiras e ambulantes que ainda vendem frutos e raízes à moda antiga, está percebendo agora uma nova corrida como a que aconteceu nos anos 30 e 40 do século XX, quando o Programa de Erradicação dos Mocambos e a Liga Social Contra o Mocambo empurrou para Casa Amarela (Areia Branca, Alto do Mundo Novo, Morro do Arraial e demais morros) um contingente de "desabrigados" que aqui começaram a erguer suas casa no meio dos matos e restos do Engenho São Pantaleão do Monteiro, junto a nascentes de águas (como as do Córrego do Botijão e no Vale do Mundo Novo) e próximo à linha dos trens e bondes até tornar-se, décadas após, no maior bairro do Recife, quase município, com projeto para emancipação vetado nos anos 1980 e depois, como que por castigo, dividido em 10 outros pequenos bairros.

O resultado é que aqui teremos em breve um caos estabelecido no caos maior em que está se tornando o Recife, pois a demanda por serviços aumenta exponencialmente e a oferta e ofertantes tendem a se estabelecer de forma incompatível com política engessada da urbis, assim, atravessando a Lei e construindo-se, tacitamente, um outro modo de favela.

Condomínio na Macaxeira - Imagem by Google 12/2011
Mas ainda vejo outro tipo mudança: esta diz repeito à vida espiritual. Com a verticalização das moradias, mais difícil é o acesso à evangelização porta-a-porta, que, paradoxalmente, iniciou-se organizadamente em nossa igreja exatamente aqui em Casa Amarela, com a Campanha Evangelizadora. Da guarita poucos passam para o enfurnamento que é o mundo dos condomínios privados.

É o tempo de todos testemunharem onde estiverem. De se buscar e usar todas as demais formas de comunicação (enquanto é tempo).

Novos tempos, novos desafios para a Igreja e para o cumprimento do "Ide" de Jesus Cristo.

Para saber mais:
FALCÃO, Joaquim de Arruda & SOUZA, Maria Angela de Almeida (1985) Mocambos do Recife. O Direito de Morar in Ciência Hoje. Especial Nordeste. Revista da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência – SBPC, vol. 3, n.º 18, maio-jun, p.74-80
CAVALCANTI, Daniel, Uchoa. Alagados, Mocambos e Mocambeiros. Recife: Instituto Joaquim Nabuco de Pesquisa Social / Imprensa Universitária. 1965
Ambos disponíveis em partes ou citações em consultas na internet.

sexta-feira, 1 de março de 2013

Guardadores de Bagagens





Silvio Araujo

Em I Samuel, capítulo 30, versos 1 a 25, temos uma lição especial: Aprendemos que todos podem contribuir para vitória, mesmo que o trabalho que fazem não pareça importante nem seja divulgado.

Diz o texto sagrado que duzentos homens da tropa de Davi não puderam continuar uma perseguição aos amalequitas por estarem exaustos demais (verso 10, NVI). Ficaram antes do ribeiro com as bagagens dos demais soldados. Com quatrocentos homens restantes Davi venceu a batalha, libertou cativos, recuperou o que foi saqueado e trouxe muitos despojos.

Alguns soldados de baixa índole sentiram-se ofendidos com a idéia de que os guardadores de bagagens pudessem ser participantes do prêmio pela vitória. Davi, com extrema sabedoria diz "quem ficou atrás com a bagagem deve receber o mesmo que aquele que lutou na batalha (verso 24, TLH)"  e a partir de então isso virou decreto (veja também Números 31:26-27).

Na tarefa missionária nem todos podemos ir ao front pelos mais variados motivos, todavia, como parte do mesmo exército podemos fazer alguma coisa: cuidar das bagagens de quem está na luta.

O Espírito Santo vocaciona, revela e envia através da igreja missionários para o mundo todo e muitos destes deixam para trás uma vida confortável e segura para se exporem a riscos de todo o tipo em nome do Evangelho. A igreja que aqui fica guarda suas bagagens contribuindo para o sustento de missões e missionários, orando incessantemente por suas vidas e por seu trabalho para que nunca desvaneçam mesmo quando o resultado não é visto imediatamente, apoiando com palavras, cartas, emails, fotos e vídeos que transmitam a certeza de que o missionário não está só mas que toda a igreja o acompanha. Por vezes o enviado precisa tanto ouvir uma só palavra de ânimo e coragem. É sua bagagem emocional que está pesada e como guardadores, cada um de nós pode ser canal de Deus para levantar e esforçar o servo que luta.

O mais interessante é que o galardão do missionário que vai é exatamente igual ao missionário que guarda a bagagem. Note bem, do MISSIONÁRIO que fica guardando a bagagem e há diversas formas de ser missionário: o que é enviado e vai, o que ora, o que contribui, o que fomenta missões, o que apóia direta e constantemente etc.

Pense nisto e se aliste nesse exército. Pode ser que seu trabalho não esteja estampado nos jornais nem apareça nos boletins de sua igreja, mas diante do General Jesus, sua contribuição vigilante, fiel, constante, terá uma recompensa.

Publicado originalmente em Vêde os Campos - 28/10/2010

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Porque era entendido nisto!


"E Quenanias, chefe dos levitas, tinha o encargo de dirigir o canto; ensinava-os a entoá-lo, porque era entendido."

I Crônicas 15.22 ACF

Já imaginou como uma grande parte dos regentes, apesar de trabalhar com música, ensinar coros e instrumentistas, quase não canta individualmente!

O que pode parecer um paradoxo, é uma realidade recorrente. O tempo que se passa ensinado, incentivando e conduzindo pessoas a cantar é infinitamente maior que o tempo que passa cantando, louvando a Deus, numa produção voluntária e desagregada do ofício cotidianamente realizado no templo.

É como se um dirigente de EBD, que coordena dezenas de professores, pouco meditasse na Palavra diariamente ou se uma dirigente de Círculo de Oração, que passasse o dia conduzindo uma reunião de oração mas que não orasse nem 30 minutos em casa.

Não podemos permitir que o ofício se torne ritualístico e automático. Precisamos tomar tempo com o Senhor pois correremos o risco de sermos hipócritas e de não possuirmos nenhuma experiência própria do instrumento com o qual trabalhamos e do que fazemos.

Precisamos ser não somente peritos na música (entendidos, capazes, instruídos, experientes), mas peritos também na adoração, na comunhão, na intimidade com Deus a quem servimos continuamente.

Quenanias era chefe dos levitas e conhecia muito bem não somente a música, mas o altar e tudo o que estava relacionado ao culto a Jeová e ao serviço no templo, mas acima de tudo, sabia que era separado e escolhido por Deus e que a função mais privilegiada era a de estar "na presença do Senhor" (Dt 10.8).

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Satanás cegou-lhes o entendimento


...Porque o deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos... II Cor 4.4

De fato, satanás tem cegado o entendimento do mundo.

Fico pensando que as pessoas costumam rotular os crentes de fanáticos por irem ao templo frequentemente mas não pensam no que fazem ao pintar, vestirem-se e ornamentarem objetos domésticos com as cores de um time de futebol. Rotulam os crentes de loucos, mas o que dizer das expressões e gritos nos estádio de futebol? E do choro convulsivo quando o time perde?

Falam porque nos vestimos adequadamente e acham ridículo usar paletó mas não percebem o rídiculo de se exporem quase nus ou minimamente fantasiados no carnaval, travestidos do sexo oposto e também de animais variados.

Evitam ouvir a Palavra de Deus mas não se incomodam com as músicas deste verão que abertamente abusam de palavrões e obscenidades.

Incomodam-se quando há um culto ao ar livre com duração de mais ou menos duas horas e que geralmente vai das 19 às 21h com um som portátil, mas nem se incomodam com o bate-estacas do som de mala de carro ou do pancadão do trio elétrico horas a fio.

Chamam as autoridades por causa do som dos templos, mas nem se importam se o vizinho coloca o som nas alturas das 6h às 2h do dia seguinte nos quatro dias de carnaval.

As buzinas impacientes se multiplicam quando há um desfile do dia da Bíblia, mas os "apressadinhos" saem dos carros e dançam por 40 minutos enquanto os trios fazem a volta em plena Av Norte às 22:30h da "quarta de cinzas".

Resmungam porque sempre falamos acerca de Jesus. Mas eles, dize o quê e de quem?

Parece não adiantar ir muito além, afinal, lamentavelmente além de cegos, estão surdos.

Texto escrito em 22/02/2012

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Quando as notícias não são boas

A notícia veio tão rápida quanto os exércitos que se aproximavam vindos dalém do mar e da Síria (II Cron 20.2). Uma grande multidão reunida de pelo menos três povos para pelejar contra Israel. As notícias não eram boas. Josafá temeu e tanto ele quanto todo Judá se reuniram para pedir socorro ao Senhor (II Cron 20.3).

O mensageiro chegou depressa: "os sabeus roubaram todo o teu gado e mataram teus servos à espada. Só eu fiquei para trazer a notícia". Mal terminara de falar, chegou outra infeliz novidade: "o fogo de Deus caiu do céu e consumiu tuas ovelhas e teus servos". Outro chega correndo antes que seu antecessor termine o relato e dispara: "os caldeus se dividiram em grupos e roubaram teus camelos". O atordoado Jó ainda estava por compreender as mensagens quando outro mensageiro chega e diz: "um vento forte do deserto derrubou a casa onde teus filhos estavam reunidos. Todos morreram" (Jó 1:13-19). As notícias não eram boas mas a Bíblia diz que a reação de Jó foi rasgar suas vestes, raspar a cabeça, prostrar-se e adorar a Deus (Jó 1:20).

As notícias não eram animadoras. Uma multidão saída do Egito para um lugar indeterminado, atravessando desertos e vales escabrosos de repente se vê diante de um grande mar. E agora, para onde ir? Pior que isso, todo o Israel vê em seu encalço o próprio Faraó se aproximando à frente de um grande exército praticamente encurralando-os (Ex 14.10). Parecia não haver saída, mas a Bíblia diz que naquele instante, todo o povo, aterrorizado, clamou ao Senhor.

As premissas não eram boas quando os discípulos se viram na obrigação de alimentar uma multidão de mais de cinco mil homens (fora mulheres e crianças), isto num local ermo e já ao anoitecer. Nem duzentos dinheiros poderiam comprar tanto pão e mesmo, onde comprar? A única provisão era o lanche de um precavido rapaz (Jo 6.9). Mas o que era cinco pães e dois peixinhos para aquela multidão? Os discípulos levaram as notícias a Jesus. Nas mãos do Mestre, o parco lanche seria não o muito, mas o tudo.

As notícias não eram boas para Paulo e Silas na prisão em Filipos; As notícias não eram boas quando Jesus concluiu a celebração da Páscoa e instituiu a Santa Ceia; As notícias eram péssimas quando a mulher sunamita procurou o profeta Elizeu acerca de seu filho querido, único filho por sinal. As notícias eram as piores possíveis para os judeus e para Ester depois do decreto real lavrado por influência do  ardiloso Hamã. Notícias ruins para Daniel diante da impossível tarefa de contar o sonho que só rei tivera e ainda dar a interpretação sob pena de, esgotado o tempo determinado, todos serem mortos.

Bem, a lista não se terminaria tão rápido. São muitos os casos registrado na Bíblia em que notícias não tão alvissareiras surpreenderam os servos do Senhor. Não foram provocadas pelos homens de Deus mas chegaram inesperadamente, alguma vezes até quando estavam obedecendo plenamente à ordenanças divinas.

Me atrai o fato de que em todos esses casos citados, a primeira providências foi buscar ao Senhor. Orar, clamar ao céu. Ouvir o que Deus tinha a dizer a respeito das notícias.

Se há a confiança de que Deus está no controle de tudo (e Ele tem o controle de tudo), precisamos também confiar que Ele tem a melhor saída, em alguns casos a única saída. Ele está acima das circunstâncias, das situações, das intepéries. Seus caminhos são mais altos e seus pensamentos são mais elevados que os nossos (Is 55.9). Suas ferramentas e estratégias são inigualavelmente melhores e mais surpreendentes que o que possamos imaginar.

Se as notícias não são boas, consulte primeiro ao Senhor.

Em segundo lugar, vejo que na maior parte das circunstâncias citadas, e/ou apesar delas, a adoração e o louvor a Deus foram armas poderosas, tanto como expressão de fé no Deus que muda as situações e que vai à frente de seu povo, como em agradecimento pelos seus feitos gloriososos e até em reconhecimento de que Ele toma nossas história em suas mãos e sabe o que faz com o barro que somos, portanto, mesmo as notícias não muito boas podem ser parte do seu sábio agir. Deus tem seu caminho também no meio da tormenta (Naum 1.3).

Foi assim com Josafá, que depois de receber de Deus a mensagem tranquilizadora da vitória certa (nesta peleja não tereis de pelejar...), aconselhou-se com o povo e colocou cantores na frente do exército. Louvaram antes da vitória. Jó adorou ao Senhor em meio à tragédia que acabara de ser noticiada: O Senhor deu, o Senhor tirou, bendito seja o nome do Senhor!. Paulo e Silas oravam e cantavam enquanto as novidades eram más (At 16.25). Jesus cantou um hino mesmo prestes a ser traído, preso e crucificado (Mt 26.30). Daniel louvou ao Deus do céu que revela todos os segredos (Dn 2.19). Jesus deu graças pelos cinco pães e dois peixinhos antes do milagre. Israel louvou ao Senhor após a travessia do mar. Diante das notícias ruins, quem já se pegou louvando a Deus e cantando? talvez o contrário seja mais comum.

Se as notícias não são boas, experimente fazer o inesperado: Louve e adore a Deus

Creio que Deus age de variadas formas, mas as lições que tiramos de casos assim são as já ratificadas na Bíblia.  Os resultados foram manifestos em resposta à confiança depositada no Todo Poderoso.

Diante de notícias não tão boas, busque orientação do Senhor. Glorifique a Ele. Confie Nele e aguarde o agir Dele em seu favor.

"Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto nas vides; ainda que falhe o produto da oliveira, e os campos não produzam mantimento; ainda que o rebanho seja exterminado da malhada e nos currais não haja gado, todavia eu me alegrarei no Senhor, exultarei no Deus da minha salvação."
Habacuque 3.17,18

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Uma breve palavra sobre orar


Tudo o que precisamos deve ser levado ao Senhor e abrangido pela oração e toda a nossa necessidade será suprida de acordo com a soberana vontade de Deus.

"Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graça." (Fp 4.6,7 ACF)

Mesmo onisciente e porisso mesmo sabedor de nossas precisões diárias (Mt 6.32), agrada ao Senhor ouvir-nos. Há um desejo de Deus em conversar conosco pela oração.
 
Diz o salmista, com toda a propriedade, no Salmo 17.6, que o Senhor nos quer ouvir:

"Eu te invoco, ó Deus, pois me queres ouvir; inclina para mim os teus ouvidos, e escuta as minhas palavras" (ARA)

Ou seja, Ele quer nos responder, nos atender. Antecipadamente nos garante que nossa súplica terá um retorno! Não nos deixará sem resposta. Ele já se predispõe a nos atender especialmente se o buscarmos de todo o nosso coração (Jr 29.13,14, Is 65.24).

Achegue-se ao Senhor em oração, mas faça isto com fé, sabendo que Ele vai recompensar a todos os que os buscam (Hb 12.6). Ele é recompensador dos que se aproximam dele.
 te invoquei, ó Deus, pois me queres ouvir; inclina para mim os teus ouvidos, e escuta as minhas palavras.
Salmos 17:6

Leve a Deus a sua necessidade. Fale a Ele sobre sua angústia, diga-lhe de seus temores, exponha suas inquietações e questionamentos. Não omita nada do Senhor, pelo contrário, derrame-se diante Dele na certeza de que tudo pode ser alcançado pela oração e o que não lhe for concedido é porque não está dentro da vontade de Deus (Jo 15.7; Tg 4.3; Mt 6.5-7).



Lembre-se: Nada está fora do alcance da oração, exceto o que está fora da vontade de Deus



quinta-feira, 19 de abril de 2012

Ele sabe exatamente onde estão os peixes

E aconteceu que, apertando-o a multidão, para ouvir a palavra de Deus, estava ele junto ao lago de Genesaré (¹); E viu estar dois barcos junto à praia do lago; e os pescadores, havendo descido deles, estavam lavando as redes.
E, entrando num dos barcos, que era o de Simão, pediu-lhe que o afastasse um pouco da terra; e, assentando-se, ensinava do barco a multidão. E, quando acabou de falar, disse a Simão: Faze-te ao mar alto, e lançai as vossas redes para pescar. E, respondendo Simão, disse-lhe: Mestre, havendo trabalhado toda a noite, nada apanhamos; mas, sobre a tua palavra, lançarei a rede.
E, fazendo assim, colheram uma grande quantidade de peixes, e rompia-se-lhes a rede. E fizeram sinal aos companheiros que estavam no outro barco, para que os fossem ajudar. E foram, e encheram ambos os barcos, de maneira tal que quase iam a pique.
Lucas 5:1-7 (ACF)
 
Depois disto manifestou-se Jesus outra vez aos discípulos junto do mar de Tiberíades(²); e manifestou-se assim: Estavam juntos Simão Pedro, e Tomé, chamado Dídimo, e Natanael, que era de Caná da Galiléia, os filhos de Zebedeu, e outros dois dos seus discípulos.
Disse-lhes Simão Pedro: Vou pescar. Dizem-lhe eles: Também nós vamos contigo. Foram, e subiram logo para o barco, e naquela noite nada apanharam. E, sendo já manhã, Jesus se apresentou na praia, mas os discípulos não conheceram que era Jesus.
Disse-lhes, pois, Jesus: Filhos, tendes alguma coisa de comer? Responderam-lhe: Não. E ele lhes disse: Lançai a rede para o lado direito do barco, e achareis. Lançaram-na, pois, e já não a podiam tirar, pela multidão dos peixes. 
Joao 21.1-6 (ACF)

Certo dia Jesus estava perto do lago de Genesaré, e uma multidão o comprimia de todos os lados para ouvir a palavra de Deus.

Viu à beira do lago dois barcos, deixados ali pelos pescadores, que estavam lavando as suas redes.

Entrou num dos barcos, o que pertencia a Simão, e pediu-lhe que o afastasse um pouco da praia. Então sentou-se, e do barco ensinava o povo.

Tendo acabado de falar, disse a Simão: "Vá para onde as águas são mais fundas", e a todos: "Lancem as redes para a pesca".

Simão respondeu: "Mestre, esforçamo-nos a noite inteira e não pegamos nada. Mas, porque és tu quem está dizendo isto, vou lançar as redes".

Quando o fizeram, pegaram tal quantidade de peixe que as redes começaram a rasgar-se.

Então fizeram sinais a seus companheiros no outro barco, para que viessem ajudá-lo; e eles vieram e encheram ambos os barcos, a ponto de quase começarem a afundar.
Lucas 5:1-7
Entrando ele num dos barcos, que era o de Simão, pediu-lhe que o afastasse um pouco da terra; e, sentando-se, ensinava do barco as multidões.

Quando acabou de falar, disse a Simão: Faze-te ao largo e lançai as vossas redes para a pesca.

Ao que disse Simão: Mestre, trabalhamos a noite toda, e nada apanhamos; mas, sobre tua palavra, lançarei as redes.

Feito isto, apanharam uma grande quantidade de peixes, de modo que as redes se rompiam.

Acenaram então aos companheiros que estavam no outro barco, para virem ajudá-los. Eles, pois, vieram, e encheram ambos os barcos, de maneira tal que quase iam a pique.
Lucas 5:3-7
 

Esses dois textos nos revelam milagres parecidos: pescas maravilhosas coordenadas por Jesus. Tanto quanto as semelhanças, cada detalhe que as diferencia nos trará novas e infindáveis lições divinas para a vida cristã. Nessa reflexão, aprendamos a crer na Palavra Daquele que tem o controle de tudo!

Pescadores experientes que eram, aqueles homens haviam feito o que de ofício lhes era comum, ou seja, adentraram ao mar para pescar. E nos dois episódios pescaram a noite inteira.

Eles eram entendidos nos caminhos das águas, nas espécies de peixe, na fabricação e manutenção das redes apropriadas, nos fenômenos climatológicos e tinham força e coragem para desempenharem suas tarefas.Tudo isto no entanto não garantiu-lhes o sucesso nessas duas empreitadas narradas na Bíblia. É que embora tivessem as condições necessárias para a pesca, eles não sabiam onde estavam os peixes. O mar era extenso e apesar de muito piscoso (ainda hoje o é), não bastou-lhes simplesmente lançar as redes.

Nas duas ocasiões Jesus orientou-os de forma gloriosa: "Vão para onde as águas são mais fundas e lancem as redes para a pesca" (Lc 5.4 NVI) - disse o Mestre - "lancem as redes do lado direito e vocês encontrarão os peixes!" (Jo 21.6 NVI). Aleluia! Jesus sabe onde estão os peixes!

Muitas vezes agimos como aqueles pescadores. Temos as ferramentas adequadas, temos coragem e determinação, lançamo-nos ao mar em busca de resultados e até os colhemos, mas sempre correremos o risco de nos deparar com o fracasso, decepcionarmo-nos com o insucesso, com a falta de resultados. O esforço parece ser vão. Esquecemo-nos de que não será a força do braço, a capacidade intelectual, a eloquência ou o desempenho artístico que garantirá resultados necessários. Nossa vitória vem do Senhor (Pv 21.31)

Simão respondeu: "Mestre, esforçamo-nos a noite inteira e não pegamos nada. Mas, porque és tu quem está dizendo isto, vou lançar as redes". Lc 5.5 (NVI)
 
A fé e a obediência à Palavra Daquele que sabe onde estão os peixes garantiram aos discípulos grande fartura de peixes e maravilhosas experiências que transformaram para sempre suas vidas. Tornaram-se pescadores de homens, testemunharam o Senhor ressurreto, obtiveram oportunidades de perdão e recomeço e foram comissionados para o serviço (Lc 5.10,11; Jo 21.14,15,17).

Apenas quando seguimos a orientação de Jesus podemos ter a certeza de que seremos vitoriosos. Deixe Jesus guiar a sua vida e as suas ações pois Ele sabe exatamente onde estão os peixes de que tanto precisamos!


(¹) e (²) - Mar de Tiberiádes e Lago de Genesaré eram nomes comumentes usados para designar o Mar da Galiléia. Referem-se ao mesmo local geográfico.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Cuidado com o desânimo

Todos nós, se não já fomos, seremos abordado numa dessas vielas ensobradas da vida por um assaltante chamado Desânimo.

Ele é sagaz e geralmente nos sobressalta quando arfamos sufocados com problemas difíceis ou quando já estamos lutando com outros ladrões de valores espirituais como a Demora (Sl 119.82 RC), o Cansaço (Sl 69.3 RC), Dificuldades (Nm 32.9 RC) e a Desesperança (Pv 13.12 RC), dentre outros.

O fato de sermos tomados de assalto não é, no entanto, garantia de que ele irá nos roubar. Precisamos reagir! É justamente nesses momentos de assalto que precisamos sustentar firmes o ânimo, sem deixar que esse salafrário nos tome algo tão precioso. Segure firmemente o seu ânimo!

O ânimo é algo tão importante que muitas pessoas desistem de viver porque simplesmente lhes falta ânimo. Desistem de projetos, às vezes a um triz do sucesso, porque faltou mais um decímetro de ânimo para continuar! Percebeu?

Já pensou em quantas vezes você cogitou desistir do curso? Quantas não foram as vezes em que pensou em abandonar os negócios só porque atravessava momentos turbulentos? E nas ocupações da Obra, quantas não foram as vezes em que pensou em "jogar tudo pra cima" e desistir das responsabilidades. E hoje, formado e com pós-graduação, o que me diz? Ultrapassadas as barreiras e com o barco de vento em popa, como revê aquele momento? Vendo hoje os frutos que Deus fez brotar através das sementes que você plantou, o que lhe vem à mente quando se lembra de que quase desistiu?

Reaja! Mesmo que nos falte a força necessária para lutar no devido momento, sempre poderemos contar com a ajuda do amigo Jesus! Sua Palavra nos renova e assim podemos prosseguir com firmeza.

E se o seu ânimo foi roubado e não consegue mais achá-lo, saiba que as Palavras do Senhor podem reanimar e vivificar você (Sl 119.25, 28, 81, 107, 159 RC). Creia que seu ânimo vai ser restaurado! O ÂNIMO é amicíssimo da FÉ!

Não importa se pareces impotente como um paralítico. Jesus te diz: "Tem ânimo filho" (Mt 9.2 RC). Se já há muitos anos tens sido insistentemente abordada e parece que não haverá mais solução, Jesus te diz: "Tem ânimo filha" (Mt 9.22 RC). Inda que circunstancialmente detidos em razão da nossa fé, Jesus ainda nos revigora e diz "Tem bom ânimo" (At 23.11 RC). No meio de um naufrágio você poderá ouvir essas palavras: "Tende bom ânimo" (At 27.22 e 25 RC).

Retenha o seu ânimo, conserve-o, guarde-o! Lute contra o desânimo!

"Eu falei tudo isso para que tenham a paz no coração e na alma. Aqui na terra vocês terão muitos sofrimentos e tristezas; mas tenham ânimo, porque Eu venci o mundo" (Jo 16.33 Viva)

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

A morte na panela

"Eliseu voltou a Gilgal. E havia fome na terra; e os filhos dos profetas estavam sentados na sua presença. E disse ao seu moço: Põe a panela grande ao lume, e faze um caldo de ervas para os filhos dos profetas.
Então um deles saiu ao campo a fim de apanhar ervas, e achando uma parra brava*, colheu dela a sua capa cheia de colocíntidas* e, voltando, cortou-as na panela do caldo, não sabendo o que era.
Assim tiraram de comer para os homens. E havendo eles provado o caldo, clamaram, dizendo: Ó homem de Deus, há morte na panela! E não puderam comer.
Ele, porém, disse: Trazei farinha. E deitou-a na panela, e disse: Tirai para os homens, a fim de que comam. E já não havia mal nenhum na panela".
II Livro dos Reis 4.38-42

O texto é por demais conhecido e muito pregado nas igrejas, especialmente pelos simbolismos e analogias que nele encontramos; Apesar disto, não posso deixar de pensar que este pode explicar muito dos absurdos que vemos hoje no dito meio evangélico brasileiro.


1 - Havia fome na terra. A terra era Gilgal, onde havia uma escola de profetas, local atuação de Elias e agora de Elizeu, o que não isentou os santos de sofrerem com a calamidade. E quem é que disse que não passaríamos por dificuldades e problemas? Jesus afirmou "no mundo tereis aflições..." (Jo 16.33). Aliás, sem ser sádico e muito menos masoquista, o sofrimento é por vezes a maneira mais eficaz de sermos moldados por Deus. Salomão dizia: "a tristeza do rosto torna melhor o coração" (Ecl 7.3), mas isso é um outro assunto. O fato é que sempre haverá fome na terra e especificamente essa fome de Deus, das coisas espirituais. Jesus vendo a multidão, já ao final do dia, disse aos discípulos: "Dai-lhes vós de comer" (Lc 9.13). Está sob responsabilidade de Igreja prover o mundo da comida espiritual que é a Palavra de Deus. Veja que diante das circunstâncias não faltou a atitude do profeta em pedir para ser colocada a panela no fogo - mesmo sem ter ainda algo para cozinhar - e sugerir que se fizesse um caldo de ervas para que os filhos dos profetas se alimentassem.


2 - Um deles. O texto é claro ao afirmar que "um deles" saiu ao campo para buscar ervas; Não foi um estranho quem trouxe as parras bravas para a panela. Era alguém conhecido e do ofício dos profetas. Temos visto inseridas em algumas pregações, predominantemente as televisivas e/ou gravadas, incitações a contendas, heresias das brabas mesmo, ataques à doutrina e aos costumes primitivos, pregadores cuspindo no prato onde outrora comeram e também comendo com porcos, tudo isso alcançando uma enorme massa de ouvintes. Abraçam o que se deve rejeitar e passam uma imagem forte de que não há perigo em algumas alianças ou experimentar novos e desconhecidos temperos. Pois é. Triste o constatarmos que aprendizes de profetas e profetas vem divulgando com mais fervor a teologia da prosperidade, participando de grandioso encontros nacionais de r-é-t-é-t-é onde aberrações são vistas, toleradas e até incentivadas em nome do mover do Espírito Santo, importando e depois implantando em igrejas modelos impróprios e até malígnos, defendendo abertamente práticas sexuais anormais entre um casal para estimular o relacionamento, levando líderes e igrejas à agregarem-se ao "novo ministério " com multiplicação exponencial de apóstolos, paipóstolos, vice-deuses e outras configurações mais. Já ouviu falar da unção do riso, da galinha, do leão, tocar o shofar, de danças, festivais, verões gospel, arca da aliança paraguaia, raves, pagodes, boates e baladas "evangélicas"? Seriam por acaso esses profetas filiados a alguma agremiação do mundão? Infelizmente, são figurinhas que todos conhecemos e que já vimos pregar tantas vezes. Eram dos nossos, talvez até com boas intenções de prover alimento, mas faltava-lhes uma coisa. Não é por acaso aque inda hoje lemos o elogio bíblico aos irmãos da Beréia, que apesar do prestígio de receberem ninguém menos que o apóstolo São Paulo para pregar-lhes, conferiam diariamente nas Escrituras o que este lhes ensinava para ver "se as coisas eram assim" (At 17.11). Oremos por nossos líderes; Eles, mais que qualquer um membro, necessitam de nossas orações para que não tropessem, senão o estrago é grande.


3 - Ele não sabia o que era aquilo. Aquele profeta (possivelmente um jovem aprendiz) não sabia discernir o que era bom para comer e dar de comer. Saiu para buscar ervas e achando algo diferente, colocíntidas, agradáveis aos olhos mas desconhecendo o mal que poderiam fazer, touxe uma capa cheia delas, cortou-as e pôs na panela do caldo. O que falta é discernimento. Toda novidade é implantada sem um mínimo de reflexão pois o negócio é o agora. Mata a fome do povo com modismos e heresias e depois quem comeu vai para o hospital ou para o cemitério. Que consequências verei se permitir a implantação do modelo X? Não estarei abrindo as guardas para o ingresso de heresias? O rebanho de Deus que me foi confiado estará em perigo? Isto fere a sã doutrina e os bons costumes? O cantor Y pode cantar no púlpito de minha igreja? Como é a vida dele? Que exemplo dá e como influencia as ovelhas mais jovens? O que tem pregado tal pastor, apesar de sua longa lista de credenciais, cargos, cruzadas, dvds e cds gravados? Infelizmente muitos "jovens" obreiros - às vezes não tão jovens assim - no intento de agradarem ao povo, de proverem novidades e de ajuntarem multidões, abrem a guarda e consentem parras bravas na doutrina, na liturgia, no cotidiano da congregação, falácias belas aos olhos (e ouvidos) cujo resultado é o desarranjo, a dor, a fraqueza e morte espiritual da igreja - imediata ou posterior. O que escreví não é novidade e lamento que muitos critiquem alguns pastores ditos ortodoxos (ora, TODOS os pastores deveriam ser ortodoxos) pela postura austera em relação à essas coisas, que inibem a atuação de alguns falastrões em suas áreas eclesiásticas, que seguram com rédea firme o que aprenderam e conservam o modelo da Palavra de Deus.


4 - Alguém gritou. Sempre haverá alguém que gritará avisando da morte na panela. Talvez alguém mais velho e mais experiente, talvez alguém mais observador. Quem sabe, os arautos daquele dia perceberam de imediato o efeito no organismo dos mais frágeis e alertaram sobre o perigo da comida ou imediatemente ao provarem o caldo sentiram o gosto do veneno. Não puderam comer é o que diz o texto. Quem se alimenta da Palavra, do leite puro (I Pe 2.2) nunca poderá aceitar, não conseguirá engolir caldo de parras bravas. Igrejas que aprendem, que têm mais cultos de doutrina, que dão mais tempo para o ensino, que não "enrolam" seus membros com programações pouco nutritivas serão mais fortes e mais resistentes à aceitação de novo cardápio, especialmente se for de pepinos bravos. Não dá pra trocar a Palavra, o ensino, a oração, o discipulado, o evangelismo, as pregações, as consagrações, o verdadeiro serviço de música e louvor, o jejum, por programas puramente sociais. Eles podem até existir mas nunca deverão tomar o tempo e a primazia da Palavra na vida da Igreja, nem mesmo se vierem travestidos de louvorzão, cruzada, ação social ou outra coisa boa aos olhos, com ótima aparência como são as flores das colocíntidas. Alguns profetas podem ser hoje alcunhados de pro-festas de tantas invenções substutivas aos verdadeiros cultos que de fato deveriam estimular em suas igrejas. É preciso ouvir o que clamava João Batista no deserto: -Endireitai os vossos caminhos! (Mc 1.3, Jo 1.23). Graças a Deus que existem Pastores, homens que o Senhor tem levantado para gritarem contra o que se quer colocar na panela, contra o que alguns querem dar ao povo para comer pois não é qualquer um que pode, e nem que deve levantar-se contra, afinal, são todos profetas, filhos de profetas e estão todos em Gilgal.


5 - Tragam farinha. Ei, há uma solução! O homem de Deus logo percebeu o que estava acontecendo e a providência não foi outra: farinha na panela, logo! Ele mesmo deitou a farinha e ordenou que desse aos homens para comer. Tratou o mal e a farinha foi o remédio! A farinha de trigo, base da culinária daqueles tempos, é símbolo da Palavra de Deus. Ela é eficaz e penetrante (Hb 4.12), é remédio para a morte que havia na panela e somente ela, administrada ao povo, poderá reverter o quadro sombrio que paira sobre grande parte das igrejas evangélicas deste País. A Palavra transforma, liberta, vivifica, renova. A Palavra dará forças necessárias aos profetas e filhos dos profetas para continuarem o serviço, o ministério. Jesus ordenou que João escrevesse à sete igrejas que existiam na Ásia, específicamente a seus dirigentes e as recomendações entre outras diziam "arrepende-te", "torna ao primeiro amor, às primeiras obras", "adquire de mim", "lembra-te de onde caíste", "o que tens, retende até que eu venha", "Sê vigilante", "guarda o que tens", "aconselho-te", "lembra-te do que tens recebido e ouvido" (Ap 2, 3). Jesus continua falando nestes últimos dias. Quem tem ouvidos, ouça!


Não haverá a "morte da panela" pois ela precisa continuar a ser vista como fonte de alimento. Os púlpitos podem ser comparados a essas maravilhosas panelas. A morte da panela seria o extermínio da vida espiritual de uma igreja. Agora, as panelas da morte e a morte que há em algumas panelas, estas precisam ser eliminadas. Por isso é que algumas dessas Panelas precisam ser lavadas e o que é colocado para que cozinhem precisa ser verificado regularmente. Em tempo, deixo claro que está longe de mim pensar em admoestar a pastores e líderes. Quem sou eu? Guarde-me o Senhor de tal procedimento ou intenção. Peço portanto, de antemão, perdão se pareço "intrometido" em assuntos que deveriam ser puramente ministeriais mas a Palavra é a Palavra e não busco atacar quem quer que seja, não cito nomes ou explicito nem mesmo fatos de amplo conhecimento que os liguem a pessoas de referência, afinal, são separados, ungidos para um fim e prestarão contas a Deus com mais severidade.

 Silvio Araujo  


(Clique para ampliar)
* Alguns estudiosos dizem que essa parra brava, conhecida como colocíntida, era uma espécie de trepadeira ornamental, da família das cucurbitáceas - Cucurbita pepo - de flores com amarelas e frutos com manchas muito parecidos com os pepinos comestíveis que conhecemos, mas que ao serem ingeridos produzem muitas dores abdominais e têm efeito laxante muito forte. 


Texto publicado originalmente neste blog em 12/01/2010 sob título Panelada Mortal

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

A morte na panela

"Eliseu voltou a Gilgal. E havia fome na terra; e os filhos dos profetas estavam sentados na sua presença. E disse ao seu moço: Põe a panela grande ao lume, e faze um caldo de ervas para os filhos dos profetas.
Então um deles saiu ao campo a fim de apanhar ervas, e achando uma parra brava*, colheu dela a sua capa cheia de colocíntidas* e, voltando, cortou-as na panela do caldo, não sabendo o que era.
Assim tiraram de comer para os homens. E havendo eles provado o caldo, clamaram, dizendo: Ó homem de Deus, há morte na panela! E não puderam comer.
Ele, porém, disse: Trazei farinha. E deitou-a na panela, e disse: Tirai para os homens, a fim de que comam. E já não havia mal nenhum na panela."
II Livro dos Reis 4.38-42

O texto é por demais conhecido e muito pregado nas igrejas, especialmente pelos simbolismos e analogias que nele encontramos; Apesar disto, não posso deixar de pensar que este pode explicar muito dos absurdos que vemos hoje no dito meio evangélico brasileiro.

1 - Havia fome na terra. A terra era Gilgal, onde havia uma escola de profetas, local atuação de Elias e agora de Elizeu, o que não isentou os santos de sofrerem com a calamidade. E quem é que disse que não passaríamos por dificuldades e problemas? Jesus afirmou "no mundo tereis aflições..." (Jo 16.33). Aliás, sem ser sádico e muito menos masoquista, o sofrimento é por vezes a maneira mais eficaz de sermos moldados por Deus. Salomão dizia: "a tristeza do rosto torna melhor o coração" (Ecl 7.3), mas isso é um outro assunto. O fato é que sempre haverá fome na terra e especificamente essa fome de Deus, das coisas espirituais. Jesus vendo a multidão, já ao final do dia, disse aos discípulos: "Dai-lhes vós de comer" (Lc 9.13). Está sob responsabilidade de Igreja prover o mundo da comida espiritual que é a Palavra de Deus. Veja que diante das circunstâncias não faltou a atitude do profeta em pedir para ser colocada a panela no fogo - mesmo sem ter ainda algo para cozinhar - e sugerir que se fizesse um caldo de ervas para que os filhos dos profetas se alimentassem.

2 - Um deles. O texto é claro ao afirmar que "um deles" saiu ao campo para buscar ervas; Não foi um estranho quem trouxe as parras bravas para a panela. Era alguém conhecido e do ofício dos profetas. Temos visto inseridas em algumas pregações, predominantemente as televisivas e/ou gravadas, incitações a contendas, heresias das brabas mesmo, ataques à doutrina e aos costumes primitivos, pregadores cuspindo no prato onde outrora comeram e também comendo com porcos, tudo isso alcançando uma enorme massa de ouvintes. Abraçam o que se deve rejeitar e passam uma imagem forte de que não há perigo em algumas alianças ou experimentar novos e desconhecidos temperos. Pois é. Triste o constatarmos que aprendizes de profetas e profetas vem divulgando com mais fervor a teologia da prosperidade, participando de grandioso encontros nacionais de r-é-t-é-t-é onde aberrações são vistas, toleradas e até incentivadas em nome do mover do Espírito Santo, importando e depois implantando em igrejas modelos impróprios e até malígnos, defendendo abertamente práticas sexuais anormais entre um casal para estimular o relacionamento, levando líderes e igrejas à agregarem-se ao "novo ministério " com multiplicação exponencial de apóstolos, paipóstolos, vice-deuses e outras configurações mais. Já ouviu falar da unção do riso, da galinha, do leão, tocar o shofar, de danças, festivais, verões gospel, arca da aliança paraguaia, raves, pagodes, boates e baladas "evangélicas"? Seriam por acaso esses profetas filiados a alguma agremiação do mundão? Infelizmente, são figurinhas que todos conhecemos e que já vimos pregar tantas vezes. Eram dos nossos, talvez até com boas intenções de prover alimento, mas faltava-lhes uma coisa. Não é por acaso aque inda hoje lemos o elogio bíblico aos irmãos da Beréia, que apesar do prestígio de receberem ninguém menos que o apóstolo São Paulo para pregar-lhes, conferiam diariamente nas Escrituras o que este lhes ensinava para ver "se as coisas eram assim" (At 17.11). Oremos por nossos líderes; Eles, mais que qualquer um membro, necessitam de nossas orações para que não tropessem, senão o estrago é grande.

3 - Ele não sabia o que era aquilo. Aquele profeta (possivelmente um jovem aprendiz) não sabia discernir o que era bom para comer e dar de comer. Saiu para buscar ervas e achando algo diferente, colocíntidas, agradáveis aos olhos mas desconhecendo o mal que poderiam fazer, touxe uma capa cheia delas, cortou-as e pôs na panela do caldo. O que falta é discernimento. Toda novidade é implantada sem um mínimo de reflexão pois o negócio é o agora. Mata a fome do povo com modismos e heresias e depois quem comeu vai para o hospital ou para o cemitério. Que consequências verei se permitir a implantação do modelo X? Não estarei abrindo as guardas para o ingresso de heresias? O rebanho de Deus que me foi confiado estará em perigo? Isto fere a sã doutrina e os bons costumes? O cantor Y pode cantar no púlpito de minha igreja? Como é a vida dele? Que exemplo dá e como influencia as ovelhas mais jovens? O que tem pregado tal pastor, apesar de sua longa lista de credenciais, cargos, cruzadas, dvds e cds gravados? Infelizmente muitos "jovens" obreiros - às vezes não tão jovens assim - no intento de agradarem ao povo, de proverem novidades e de ajuntarem multidões, abrem a guarda e consentem parras bravas na doutrina, na liturgia, no cotidiano da congregação, falácias belas aos olhos (e ouvidos) cujo resultado é o desarranjo, a dor, a fraqueza e morte espiritual da igreja - imediata ou posterior. O que escreví não é novidade e lamento que muitos critiquem alguns pastores ditos ortodoxos (ora, TODOS os pastores deveriam ser ortodoxos) pela postura austera em relação à essas coisas, que inibem a atuação de alguns falastrões em suas áreas eclesiásticas, que seguram com rédea firme o que aprenderam e conservam o modelo da Palavra de Deus.

4 - Alguém gritou. Sempre haverá alguém que gritará avisando da morte na panela. Talvez alguém mais velho e mais experiente, talvez alguém mais observador. Quem sabe, os arautos daquele dia perceberam de imediato o efeito no organismo dos mais frágeis e alertaram sobre o perigo da comida ou imediatemente ao provarem o caldo sentiram o gosto do veneno. Não puderam comer é o que diz o texto. Quem se alimenta da Palavra, do leite puro (I Pe 2.2) nunca poderá aceitar, não conseguirá engolir caldo de parras bravas. Igrejas que aprendem, que têm mais cultos de doutrina, que dão mais tempo para o ensino, que não "enrolam" seus membros com programações pouco nutritivas serão mais fortes e mais resistentes à aceitação de novo cardápio, especialmente se for de pepinos bravos. Não dá pra trocar a Palavra, o ensino, a oração, o discipulado, o evangelismo, as pregações, as consagrações, o verdadeiro serviço de música e louvor, o jejum, por programas puramente sociais. Eles podem até existir mas nunca deverão tomar o tempo e a primazia da Palavra na vida da Igreja, nem mesmo se vierem travestidos de louvorzão, cruzada, ação social ou outra coisa boa aos olhos, com ótima aparência como são as flores das colocíntidas. Alguns profetas podem ser hoje alcunhados de pro-festas de tantas invenções substutivas aos verdadeiros cultos que de fato deveriam estimular em suas igrejas. É preciso ouvir o que clamava João Batista no deserto: -Endireitai os vossos caminhos! (Mc 1.3, Jo 1.23). Graças a Deus que existem Pastores, homens que o Senhor tem levantado para gritarem contra o que se quer colocar na panela, contra o que alguns querem dar ao povo para comer pois não é qualquer um que pode, e nem que deve levantar-se contra, afinal, são todos profetas, filhos de profetas e estão todos em Gilgal.

5 - Tragam farinha. Ei, há uma solução! O homem de Deus logo percebeu o que estava acontecendo e a providência não foi outra: farinha na panela, logo! Ele mesmo deitou a farinha e ordenou que desse aos homens para comer. Tratou o mal e a farinha foi o remédio! A farinha de trigo, base da culinária daqueles tempos, é símbolo da Palavra de Deus. Ela é eficaz e penetrante (Hb 4.12), é remédio para a morte que havia na panela e somente ela, administrada ao povo, poderá reverter o quadro sombrio que paira sobre grande parte das igrejas evangélicas deste País. A Palavra transforma, liberta, vivifica, renova. A Palavra dará forças necessárias aos profetas e filhos dos profetas para continuarem o serviço, o ministério. Jesus ordenou que João escrevesse à sete igrejas que existiam na Ásia, específicamente a seus dirigentes e as recomendações entre outras diziam "arrepende-te", "torna ao primeiro amor, às primeiras obras", "adquire de mim", "lembra-te de onde caíste", "o que tens, retende até que eu venha", "Sê vigilante", "guarda o que tens", "aconselho-te", "lembra-te do que tens recebido e ouvido" (Ap 2, 3). Jesus continua falando nestes últimos dias. Quem tem ouvidos, ouça!

Não haverá a "morte da panela" pois ela precisa continuar a ser vista como fonte de alimento. Os púlpitos podem ser comparados a essas maravilhosas panelas. A morte da panela seria o extermínio da vida espiritual de uma igreja. Agora, as panelas da morte e a morte que há em algumas panelas, estas precisam ser eliminadas. Por isso é que algumas dessas Panelas precisam ser lavadas e o que é colocado para que cozinhem precisa ser verificado regularmente. Em tempo, deixo claro que está longe de mim pensar em admoestar a pastores e líderes. Quem sou eu? Guarde-me o Senhor de tal procedimento ou intenção. Peço portanto, de antemão, perdão se pareço "intrometido" em assuntos que deveriam ser puramente ministeriais mas a Palavra é a Palavra e não busco atacar quem quer que seja, não cito nomes ou explicito nem mesmo fatos de amplo conhecimento que os liguem a pessoas de referência, afinal, são separados, ungidos para um fim e prestarão contas a Deus com mais severidade.


(Clique para ampliar)
* Alguns estudiosos dizem que essa parra brava, conhecida como colocíntida, era uma espécie de trepadeira ornamental, da família das cucurbitáceas - Cucurbita pepo - de flores com amarelas e frutos com manchas muito parecidos com os pepinos comestíveis que conhecemos, mas que ao serem ingeridos produzem muitas dores abdominais e têm efeito laxante muito forte. 

Texto publicado originalmente neste blog em 12/01/2010 sob título Panelada Mortal

quarta-feira, 6 de maio de 2009

As astutas ciladas do inimigo

"Tomai pois toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo" Efésios 6.11

Por Silvio Araujo

Diariamente somos expostos às astutas ciladas do maligno. Não há um só momento em que satã não planeje algo contra o crente. Não ignore isto (II Coríntios 2.11).

Cilada é um estratagema, uma tática, um modo bem planejado de nos fazer errar, cair, perecer. Como se não bastasse essa definição, ela é antecedidada do adejtivo "astutas". Pois é. O inimigo é audacioso e nem sempre aparece com estrondo. Por vezes investe sutilmente contra os filhos de Deus.

Perceba que o nosso inimigo espiritual é um ser inteligentíssimo, dotado de sabedoria e com grande poder de persuasão, ilusão e domínio. É um imperador tirano que comanda legiões de demônios. Ele estuda atentamente a vida do crente, sabendo seus pontos mais sensíveis e as fraquezas por onde possa atuar. Procura um deslize para acusá-lo diante de Deus (Ap 12.10). É de seu feitio, conforme seu próprio nome o diz (Satanás ou Satã do hebraico שָטָן, adversário/acusador; do do rego koiné Σατανάς, Satanás; do aramaico צטנא, e em árabe شيطان); Então não é de admirar que contra o fiel e temente, ele planeje até por anos a fio, um meio de derrubá-lo. E não adianta essa de "super-crente", poderoso, "amarrador de demônios". Satanás não respeita títulos. De pastor a congregado, todos precisam estar vigilantes contra as investidas do mal.

Mas estas palavras não são para lhe atemorizar. Deus tem um escape para você (I Coríntios 10.13)! Ele já providenciou o seu livramento. Ele já lhe disse como vencer! Resista firme usando o escudo da fé mas não brinque com o mal nem dê lugar ao diabo.

Se você tem sido alvo de constantes atentados, lembre-se do que diz o Salmo 46.9: "Ele (o Senhor) faz cessar as guerras até os confins da terra; quebra o arco e corta a lança; queima os carros no fogo." O Senhor que tem guardado a sua vida tem o poder de livrá-lo (Mt 6.13) de ataques de perto (lanças) e de longe (arco) e de lhe dar a vitória sobre os grandes e repentinos assaltos do diabo (carruagens). Submeta-se ao Seu domínio e abrigue-se Nele (Salmo 141.8. ARA)

Eis algumas das recomendações bíblicas para escapar ileso das astutas ciladas:

1 - Constante vigilância, atenção -I Pedro 5.8
2 - Oração - Mateus 26.41
3 - Não dar lugar, ocasião para o Inimigo - Efésios 4.27
4 - Sujeitar-se a Deus e resistir firmemente ao Diabo - Tiago 4.7
5 - Estar revestido da armadura de Deus, especialmente o escudo da fé - Efésios 6.16
6 - Guardar, esconder, interiorizar a Palavra de Deus - Salmo 119.11

Lembre-se: nossa luta é diária e constante e não contra o que vemos, mas contra as potestades espirituais da maldade. Em situação de perigo, busque imediatamente o socorro vindo de Cristo, pois como nos garante a Palavra de Deus "...naquilo que ele mesmo (Jesus), sendo tentado, padeceu, pode socorrer aos que são tentados" Hebreus 2.18
Que o Senhor nos abençoe!

(silvio-araujo.blogspot.com)
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