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quinta-feira, 20 de março de 2014

Deus tem um plano (Seu plano, meu)


Conjunto Som Maior
Solista: Lia Oliveira
Violão: Cristina Audi
Gravada no Álbum (LP) "Ele é a razão de viver" - 1981

quinta-feira, 13 de março de 2014

O canto coral no culto

Coral Filadélfia  - AD Recife


Presbítero Jacó Rodrigues Santiago*

O canto coral, se a igreja admite sua execução (desde a Reforma Protestante no século XVI, há igrejas que o restringem ou proíbem), deve ser considerado parte integrante do culto divino.

No Brasil, há uma tendência entre as igrejas evangélicas, que adotam ou não uma liturgia, sejam consideradas ou não conservadoras, para minimizar a participação do coro, ou porque o culto é transformado numa festa comunitária, dando ensejo a maior atuação da congregação, ou porque a igreja não conta com recursos materiais e humanos para manter a atividade coral. Nas igrejas neo-pentecostais principalmente, não se vê música coral. É só os chamados “corinhos”, ritmados pelas palmas. E fica só nisso!

Nos últimos 30 anos, muitas igrejas abandonaram seus coros à própria sorte, e passaram a prestigiar as "equipes de adoração e louvor", quando não atribuíram a alguns cantores (que imitam os "crooners" da música popular), ou a cantor mais desinibido, a tarefa de liderar o canto congregacional.

Além de orientar o canto da congregação, o coro destina-se a inspirá-la, por meio de uma execução técnica a mais perfeita possível, e uma interpretação artística a mais elevada em relação ao nível cultural da congregação.

A escolha do repertório do canto coral terá importância fundamental para o desenvolvimento da atividade coral e o aperfeiçoamento do gosto musical da congregação.

O canto coral poderá atrair para os cultos da igreja muitas pessoas, crentes ou não, que apreciam este tipo de execução musical, ou que não têm comumente oportunidade de ouvir um coro.

A educação musical dos adolescentes e jovens é muito estimulada pela atividade coral.
O repertório coral é baseado principalmente em arranjos de hinos tradicionais e em peças eruditas. Os coros das igrejas evangélicas no Brasil têm cantado trechos dos oratórios "Messias" (Haendel), "Elias" (Mendelssohn), "A Criação" (Haydn), "As sete últimas palavras de Cristo" (Dubois), "São João Batista" (Schneider), "Oratório do Natal" (Bach). "A Paixão, segundo São Mateus" (Bach), "Um Requiem Alemão" (Brahms) e "Crucificação" (Stainer); dos "Requiem" de Mozart, Berlioz, Verdi, Fauré e Victoria; de cantatas de Bach; de motetos de Vivaldi, Mozart, Bach, Haendel, Berlioz, Bruckner, Poulenc, Victoria, Lassus, Tallis, Schuetz e Purcell, o que os recomenda perante os aficionados da música sacra.

Para atender aos gostos musicais menos exigentes, executam "musicais" de compositores contemporâneos. Diversos hinários, tais como: Salmos e Hinos, Cantor Cristão, Coros Sacros, Antemas Celestes, as composições do Rev. João Wilson Faustini e até mesmo a nossa Harpa Cristã, têm sido a fonte de onde os regentes de coral se utilizam para montar o seu repertório.

As Assembléias de Deus, ao longo de mais de cem anos de atividades no Brasil, tem procurado manter a tradição da musica coral. Temos em algumas igrejas, corais de bom nível musical que tem apresentado ao Senhor, alguns cânticos de seu repertório, que são verdadeiras obras primas. Os corais das AD do Belenzinho - São Paulo, de Campinas, de Santos, de Recife e de Belo Horizonte, podem servir de exemplo entre os inúmeros belos corais.

É necessário que a liderança da igreja apoie os corais ainda existentes, pois, é devido a carência de bons regentes nas igrejas, e com a falta de interesse pelo estudo da música, a tendência é acabar este estilo de musica tão apreciado. Se os nossos ouvidos apreciam uma boa musica, divina, bem ensaiada e que tão bem fala a nossa alma, quanto mais nosso Deus que é o criador da musica, com certeza receberá os louvores de seu povo.

*Jacó Rodrigues Santiago é membro da Assembléia de Deus em Ipatinga (MG), onde serve como presbítero e coopera na área musical.

Publicado em http://jacorodriguessantiago.blogspot.com.br/2014/02/canto-coral-no-culto.html

sábado, 7 de setembro de 2013

Canto Coral: Sincronia até no coração


Muito além das vozes e do ritmo da música, até os batimentos cardíacos dos cantores entram em sincronia em um coral. Lindo isso, né?

Uma pesquisa da Sahlgrenska Academy e da Universidade de Gothenburg, ambas na Suécia, estudaram os batimentos cardíacos dos estudantes que eram membros do coral enquanto eles cantavam, e esse foi o resultado que eles descobriram! Eles colocaram monitores para medir batimentos cardíacos nas orelhas dos músicos, para medir enquanto eles cantavam. Quando a música começou, seus batimentos acalmaram. Segundo a pesquisa, o coro transmite um efeito calmante ao coração, especialmente quando cantado em uníssono.

Segundo o musicologista Bjorn Vickhoff, quando você canta frases completas, isso se torna uma forma de guiar sua respiração, o que ajuda a igualar os batimentos cardíacos de todo o coral.

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Fonte: http://bit.ly/coralemsincronia
Foto: Washington Choral Arts Society

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Exercícios vocais podem ajudar a reduzir o ronco

Um simples ritual de exercícios vocais podem fortalecer a garganta e os músculos do palato, que são as principais causas do ronco, dizem os especialistas. De acordo com o site Daily Mail, a descoberta foi feita depois que uma professora de música ajudou um amigo a parar de roncar.

Alise Ojay fez um programa de exercícios musicais que trabalham a garganta e ajudam a parar o ronco e a apneia do sono.

A iniciativa da professora estimulou um estudo mais aprofundado sobre o assunto da Exeter University em parceria com o Royal Devon e a Exeter NHS Foundation Trust. A pesquisa teve 30 voluntários que fizeram poucos minutos de exercícios por três meses. Ao final do tratamento, o ronco tinha melhorado consideravelmente em relação aos outros 30 casos estudados.

"Alise me disse que um número considerável de pessoas tinha tido benefícios com o programa de exercícios de canto. Então, fiz uma triagem e os resultados são mesmo interessantes. Concluímos que as atividades reduzem a frequência e a severidade do ronco e melhoram a qualidade do sono", afirmou Malcolm Hilton, otorrinolaristologista responsável pelo estudo.

Segundo o especialista, a descoberta abre um leque de possíveis tratamentos para a apneia e pode reduzir o número de intervenções cirúrgicas. "No entanto, a técnica precisa ser usada em conjunto com mudanças de vida, como a perda de peso, por exemplo", alerta Dr. Hilton.

Fonte: Saúde Terra

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Música de Mozart ajuda no desenvolvimento de bebês prematuros

Mozart é melhor do que Bach para o desenvolvimento de prematuros


Vejam só que curioso: um estudo israelense revela que ouvir músicas do compositor austríaco Wolfgang Amadeus Mozart (1756–1791) é mais promissor para o desenvolvimento de bebês prematuros do que ouvir músicas do alemão Johann Sebastian Bach (1685-1750).

O estudo, realizado no Hospital Ichilov, na cidade de Tel Aviv (Israel), expôs 12 prematuros à audição de músicas dos dois grandes compositores eruditos e mediu os níveis de absorção de oxigênio e de emissão de dióxido de carbono. Isso permitiu ao grupo de pesquisadores o cálculo da taxa metabólica dos bebês.

Várias investigações já demonstraram os benefícios da música clássica para o desenvolvimento de prematuros. Essa pesquisa, contudo, conduzida pelos doutores Dror Mandel e Ronit Lubetzky, conclui que a influência de Mozart sobre dos bebês é única.

Os 12 prematuros nasceram na 30ª semana de gestação e pesavam, em média, 1,2 kg. Eles foram divididos em grupos: em meia hora, os que foram expostos à música de Mozart tiveram redução de 9,7% na taxa metabólica, em comparação aos bebês que não foram expostos. Já a exposição à música de Bach levou à queda de 4,5% na taxa metabólica, em comparação aos que não tinham sido expostos.

“A queda na taxa metabólica de bebês prematuros os leva a perder menos calorias e a ganhar peso mais rapidamente”, explica Mandel. “Na literatura médica, há uma suposição de que a repetição de temas musicais, característica da maioria das composições de Mozart, é parcialmente responsável pelo efeito calmante da música”, conclui o especialista.

Fonte: Blog Casa Saudável

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Long Play de Madeira


Que tal ouvir música em um disco feito de… madeira?! O pro­jeto da inven­tora  fez com que fosse pos­sí­vel gra­var regis­tros sono­ros em outras pla­ta­for­mas que não ape­nas o vinil (que é um deri­vado do petró­leo). 
Segundo ela, os expe­ri­men­tos com­pro­va­ram que já é pos­sí­vel levar música para mate­ri­ais como papel e acrí­lico, atra­vés do uso ino­va­dor do laser.

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segunda-feira, 20 de maio de 2013

Morre aos 76 anos o compositor e maestro Buryl Red


Em 01/04 partiu para a eternidade o eminente músico batista norteamericano Dr. Buryl Red. Tinha 76 anos e sucumbiu a um câncer contra o qual lutou por muitos anos.

Dr Buryl Red foi um dos mais importantes compositores de música sacra do século XX. Eu o colocaria ao lado de John Peterson e de Bill e Gloria Gaither.

Teve uma vida musical muitíssimo produtiva, quer como compositor, arranjador e produtor musical, quer como regente de coros, pequenos e grandes. Ele tinha mais de 1.600 composições e arranjos publicados, produziu mais de 2.500 gravações, e supervisionou música para várias centenas de shows, documentários e especiais musicais para a rede e televisão a cabo da Associated Baptist Press.

Foi fundador e regente do The CenturyMen, o mais famoso coro masculino dos EUA, com o qual fez várias turnês pelo mundo e veio ao Brasil algumas vezes. Com esse grupo ganhou vários prêmios e foi finalista em muitos outros, inclusive o Grammy e o Dove.

The Centurymen na República Popular da China

Regeu também os "The Singing Men of Texas", com o qual veio ao Brasil em 1982, numa memorável viagem que rendeu um LP ainda hoje muito apreciado pelos músicos. São dessa visita os arranjos de “Louvai com Alegria”, “Usa-me”, “Manso e suave” dentre outras lindas.

Em parceria com Ragan Courtney, compôs musicas pra coral e diversas cantatas que se tornaram famosíssimas e que ainda hoje são executadas em nossos templos. Destaco “Celebração da Vida” (executada integralmente pelo Coral Jovem Celebração da AD em Olinda 7º RO-1990) e “Em memória de mim”.

Dentre suas peças corais, a tocante “Perdoado”, que foi primeiramente gravada pelo Coral Sinfônico do STBNB no LP "É Isto Amor (1986)", se tornou um verdadeiro clássico. Deste LP ainda constam seus arranjos em "Pai faze-nos um" e "Vivifica tua Igreja".

Diga-se de passagem que o STBNB lançou no Brasil muitas de suas composições por conta do parentesco de Red com o Dr Fred Spann, regente do Sinfônico. Eram primos. O Dr Fred fez a maior parte das traduções de Red executadas hoje mundo coral brasileiro.

Também são de sua lavra "Foi seu amor (Gravada por Abi em 1987)", “Volto ao lar (gravado pelo Coro Sinfônico e pelo Coral da Igreja Batista do Largo da Paz - 2001)”, “Ouçam o ruído de um forte vento (gravado pelo Coral Filadélfia-AD Templo Central Recife-1999)” e “Pela graça e o primor” música tema do Coral Masculino do Templo Cental-AD Recife gravada em seu último CD (2010). Aliás, foi justamente a visita do Centurymen ao Brasil em 1977 que serviu de inspiração para a fundação do Coral Masculino do Templo Central em 1979, fundado e regido pelo maestro Flávio Torres.

Entre as décadas de 1960/1970, ele flertou com os estilos mais populares, o que se refletiu em suas composições da época através de uma linguagem musical não tão familiar ao ambiente de culto batista norte americano, introduzindo guitarras e percussão (o que é comum para nós hoje de qualquer denominação) no lugar dos onipresentes órgãos de pipa. Dizem nos EUA que ele foi o percussor dos estilos de grupos de louvor e adoração tão em voga hoje.

Dr Red transformava melodias simples em grande música. Era hábil em combinar vozes e timbres, criando experiências sonoras muito interessantes. Era contrapontista exímio e um belo exemplo é o arranjo de “Glorioso é teu nome”, que fez para vozes masculinas. Um exercício que redundou numa grande peça de louvor a Deus.

Ele compôs uma Cantata em estilo contemporâneo, a “Cantata Princípios” (Beginnings-1974), baseado no capítulo 1 do Gênesis, onde mistura elementos musicais e diversos estilos, com melodias que remetem ao cantochão, música concreta e notação musical ultra moderna, onde as figuras musicais em algumas partes são substituídas por linhas parabólicas sem pauta ou compassos determinados. Pode-se dizer que foi um experimentalista.

Essa cantata foi executada há uns 10 anos pelo Coral Jovem Musicanto, da AD em Córrego do Jenipapo, sob a regência do maestro Marcos Barbosa e também, com orquestra, pelo Coral da UFPE, sob regência do Prof Flávio Medeiros.

Linda obra. Dela destaco “Louvai com alegria (Make A Joyful Noise )” e “Jesus, cordeiro gentil (Jesus Gentle Lamb)”, ambas gravadas pelo Coral Masculino Cantores da Liberdade da IB da Liberdade/SP, sob a condução do MM Donaldo Guedes.
Musical America Awards Reception-Dez 2007
Algumas de suas peças  estão nos hinários americanos e aqui no Brasil no HCC (Hinário para o Culto Cristão) utilizado pelo batistas.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Música e Saúde

Para além do fascínio que a música exerce sobre a grande maioria das pessoas, há muito tempo que se sabe que ela tem o condão de interferir com mecanismos cerebrais, estimulando determinados circuitos da massa cinzenta, funcionando como uma terapia.

Segundo especialistas, a música pode ajudar no tratamento da dor quando se recupera de uma cirurgia, na reabilitação de indivíduos que sofreram um AVC e ficaram com sequelas, e em situações de dores crônicas.

Os primeiros registos sobre os benefícios da música no tratamento de doenças remontam a publicações do século XVIII, altura a partir da qual se encetaram estudos nesta área. Independentemente de as descobertas não terem sido de monta, sabe-se hoje que árias aprazíveis suscitam a libertação de substâncias no organismo que originam sensações de prazer e bem-estar.

Um grupo de cientistas finlandeses da área da neurologia descobriu recentemente que a música estimula o sistema nervoso, ativando várias regiões do cérebro em simultâneo, o que nas pessoas em que essas zonas se encontram danificadas por um derrame, acelera o processo de recuperação. Por outro lado, ajuda a prevenir a depressão, tão frequente nestes pacientes.

Também no que concerne ao tratamento pós-cirúrgico, um artigo editado no jornal “Critical Care Medicine” refere existir uma resposta fisiológica efetiva à música por parte de enfermos intervencionados cirurgicamente. Mozart revelou possuir maior efeito sedativo do que os fármacos! Verificou-se uma diminuição da pressão sanguínea e dos batimentos cardíacos, a par de uma menor necessidade de recorrer a analgésicos e de uma descida dos níveis de algumas hormonas relacionadas com o stress.

Foi no término da Segunda Guerra Mundial que surgiu a ideia de convidar músicos para tocar em hospitais. Tal apoio no tratamento dos feridos aportou frutos tão positivos que as autoridades médicas americanas resolveram profissionalizar pessoas com o intuito de se recorrer à música como terapia. Então, em 1944, foi desenvolvido o primeiro curso de Musicoterapia, pela Universidade Estadual do Michigan, nos Estados Unidos.

A musicoterapia traduz o uso da música como instrumento de saúde, evidenciando a real possibilidade de reabilitar e prevenir doenças por meio dos sons. Presentemente, muitos médicos de diversas especialidades fazem uso da música como expediente terapêutico em patologias como a hipertensão e o cancro, e advogam que o método é um excelente complemento do tratamento convencional, capaz de reduzir as consequências da doença e, por conseguinte, o emprego de analgésicos e sedativos. O efeito desse tipo de terapia vai além do uso da música como tranquilizante ou como ferramenta para regozijar o paciente. Pesquisas caucionam que o tratamento robustece emocionalmente o doente, ajudando-o a lidar melhor com os sintomas da sua enfermidade.

A música pode estar mais associada à aptidão para tocar algum instrumento ou para cantar. Tem o condão de desenvolver potenciais intrínsecos, agindo ao nível da prevenção e do tratamento de afetações como o stress, o flagelo do século XXI. A musicoterapia é versátil, pelo que se pode usar individualmente, em família ou em grupo. Dirige-se a portadores de deficiências várias, distúrbios psíquicos que incluem a depressão, a esquizofrenia e o autismo, e tem ainda aplicação no âmbito da geriatria.

Em acréscimo, o treino musical fomenta o progresso cognitivo, a atenção, a memória, a destreza motora e cria unidade entre linguagem, música e movimento. Pitágoras atribuía à terapia através da música a designação de “purificação”. Segundo ele, a música curativa destina-se a (re)equilibrar as quatro funções básicas do ser humano: «pensar, sentir, perceber e intuir».

Outra realidade onde a musicoterapia tem uma utilização crescente diz respeito ao aumento exponencial de idosos institucionalizados. O internamento do idoso em lares surge, normalmente, da impossibilidade da família em tomar conta do seu velho ou na sequência do stress e/ou esgotamento físico do cuidador após doença prolongada do idoso, falta de tempo ou intolerância à senilidade.

Desenraizados e vulneráveis, a música tem a dita de amenizar as mudanças radicais que os idosos enfrentam quando são internados, os imensos fatores de desestabilização a que ficam sujeitos, desde as novas regras do dia a dia até à coabitação com pessoas desconhecidas e que não escolheram para compartilhar o espaço e a vida, e, sobretudo, a perda dos vínculos com familiares, amigos e vizinhos. Os idosos sentem-se isolados, desvalorizados, desprovidos de autoestima e, muitas vezes, da própria identidade.

O fato de a população estar cada vez mais envelhecida exige políticas de saúde específicas, mormente virada para a conservação da capacidade funcional dos seniores. Atualmente, buscam-se novas modalidades de tratamento, com uma abordagem multidisciplinar, no sentido da concepção da pessoa idosa com um todo, harmonizando estrutura física e mental. Neste contexto, a utilização da música revela-se um meio eficaz na solução de conflitos internos, na expressão de emoções, na evocação de lembranças e no reavivamento de fatos inconscientes. A memória reativada converte a velhice em tempo de recordar, dando azo a reconstruir e reviver episódios significativos da sua juventude e repensar, com as imagens do presente, as experiências do passado.

Ouvir música é saudável para toda a gente. Alivia tensões, ajuda a refletir, transporta-nos para cenários prazerosos, cura-nos. Qual a importância da música na sua saúde a na sua vida?

Artigo originalmente postado em Rua Direita

Para saber mais:
VEJA on line - Ouvir música libera dopamina e dá prazer

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Coral Juvenil Amisadai - 35 anos de louvor ao Todo Poderoso Deus

Amisadai - Fevereiro/2013
As festividades do Jubileu de Ouro das Assembleias de Deus em Pernambuco (1968) impactaram a sociedade recifense e a Igreja como um todo. Analisando o históricos dos coros jovens que ainda restam em nossa igreja, percebo que, da realização daquele evento, com seu esplendido grande coral formando a bandeira de Pernambuco, foi um grande estímulo para a organização de Corais da Mocidade em todo o Recife.

Há registros escritos de que, por volta de 1973, o maestro Euclides Ferreira, de saudosa memória, já ensaiava o Coral da Mocidade de Casa Amarela. Era um grupo informal que se reunia para ensaio mensal exclusivamente para cantar nos Cultos da Mocidade - como eram então chamados os cultos mensais que a Campanha Evangelizadora rende ao Senhor. Frise-se que a Campanha era denominada simplesmente de “Mocidade” por ser composta quase que totalmente por jovens.
Amisadai sob a regência de Débora Ferreira
Ocupadíssimo com a direção de vários outros coros na Região Metropolitana, o irmão Euclides deixou os ensaios, sendo substituído por outros irmãos que, todavia, não duraram muito tempo na condução do grupo, levando à finalização deste projeto em 1976.

Em maio de 1977, o Ev. Salatiel Rosa (in memorian) em conjunto com outros irmãos, dentre os quais os Presbíteros José Pereira da Silva e Antônio José – ambos in memorian – pediram a uma talentosa jovem que aqui congregava, por nome de Débora Ferreira, filha do saudoso regente Boanerges Ferreira, que reativasse o Coral da Mocidade.

Ela já ensaiava um famoso grupo vocal autônomo, formado pelas Famílias Marques e Ferreira (filhos do lendário Pb Antonio Marques e da família do irmão Boanerges) e que cantava em casamentos e eventos especiais nesta e em outras denominações. A ideia era reunir os jovens desta congregação e integrar o Vocal à igreja para formar um novo Coral da Mocidade

Amisadai na Praça do Derby
Assim, após um período de três meses de oração e outros três meses de ensaios realizados na congregação de Mandacaru, período utilizado pela irmã Débora para uma seleção criteriosa, foi oficialmente inaugurado no dia 25/12/1977 o Coral da Mocidade de Casa Amarela. A primeira música apresentada foi o "Antífona", nº 001 do hinário Cantor Cristão.

O Culto foi conduzido pelo Ev. Salatiel Rosa dos Santos e o Pr Presidente, Pr José Leôncio da Silva, esteve presente fazendo a oração de inauguração do Coral e deixando uma fervorosa palavra no baseada no Salmo 149.6
Amisadai - 20 anos  (regente Débora Ferreira)
Foi um início magnífico! Lá pelos anos 1980, das galerias do templo, a multidão acorria aos parapeitos todas as vezes que o coro ia cantar. Formavam à frente do púlpito e o repertório incluía as imortais canções dos grupos "Ligados", "Coral da AFE", "Som Maior", "Elo", "Integração" e dos corais americanos da Lillenas Publishing House, tais como "Porquê nasci?", "Olhai além", "Meu Deus é bem capaz", "Em Jesus amigo temos", “Calmo, Sereno e Tranquilo”, “Não Vai Tardar” e a inesquecível "Quero ser como Cristo", que o coral nunca terminava de cantar, pois invariavelmente era tomado de muita comoção e com eles, toda a congregação também chorava muito. Por isso mesmo era a música sempre solicitada todas as vezes que o coro estava formando, especialmente em dias de Santa Ceia. Bilhetes sempre eram dirigidos ao púlpito pedindo para que o coro a apresentasse mais uma vez.
Amisadai - 25 anos (regente Silvio Araujo)
Entre os últimos anos da década de 1980 e o início dos anos 1990, o coro foi renovado não somente em material humano mas também em estilo, adotando o repertório baseado no "Grupo Prisma", muito em voga na época. A música mais apresentada era “Um Milagre, Senhor”, cujo solo era feito pela irmã Débora Ferreira. Nesse período o coral adotou o nome de Coral Juvenil Amisadai.

Amisadai era o nome de um dos príncipes de Israel, cujo significado é “Aliados ao Todo-Poderoso” conforme texto de Nm 7.71.
Amisadai - 30 anos (regência de Eudes Santos)
Após 20 anos à frente do coro, a irmã Débora seguiu com seu esposo e filhas para o desafio pessoal de fazer missões interculturais, primeiro indo para a França e depois para Portugal, onde se fixaram.

Assim foram regentes do Amisadai desde a inauguração:

Débora Ferreira (12/1977-09/1998)
Marcos Barbosa (10/1998-10/1999)
Silvio Araujo (11/1999-01/2007)
Eudes Santos (02/2007-02/2011)
Rogélio Silva (02/2011-06/2012)
Silvio Araujo (07/2012 - ...)
Amisadai 2012 sob a regência de Rogélio Silva
O coro que hoje se apresenta é formado quase que totalmente por uma nova geração, a maioria saída da União de Adolescentes Kerigma diretamente para o Amisadai em setembro/2012. Apesar do pouco tempo de convivência, estes jovens encararam com dedicação o desafio de representar 35 anos de história do Coral Juvenil Amisadai.
Amisadai 2006 - Regente Silvio Araujo
O Amisadai está entre os três mais antigos coros de jovens em atividade em nossa igreja no Recife (Olinda 7º RO e Cajueiro Seco são mais antigos. E UR 1 tem a mesma idade, com diferença de meses), tendo alcançando no passado um lugar de destaque. Já se apresentou na TV Universitária e no Teatro Santa Izabel representando a Igreja. Além disso, realizou várias cantatas e cultos nas ruas e praças do centro do Recife, comissionados pelo Ministério da Igreja. Anualmente, durante o período de carnaval, organizava viagens missionárias ao interior do Estado, notadamente agreste e sertão. Visitaram dezenas de cidades com um resultado de muitas centenas de conversões. De tudo isso dava testemunho sempre o Pr José Pereira da Silva (in memorian). .
Ainda hoje é muito conhecido e apesar da este tipo de coro ser cada vez mais raro na AD em Recife, os Aliados ao Todo-Poderoso seguem louvando a Majestade Santa, servindo à igreja e anunciado que só Jesus Cristo salva, cura e batiza com Espírito Santo.

sexta-feira, 15 de março de 2013

Violino do chefe da orquestra do Titanic é encontrado 101 anos depois do naufrágio



O violino do chefe de orquestra do Titanic foi encontrado em um sótão na Inglaterra e autentificado 101 anos após o naufrágio do navio, indicou uma casa de leilões britânica.

Foram necessários sete anos para certificar a origem do instrumento, que milagrosamente sobreviveu ao naufrágio, explicou Andrew Aldridge, da casa Henry Aldridge & Son localizada no sudoeste da Inglaterra.

O violino feito de em pau rosa pertenceu a Wallace Hartley, chefe da pequena orquestra do Titanic, que ficou conhecida por ter tocado até que o navio desaparecesse no Atlântico em abril de 1912.

O cadáver de Wallace Hartley passou dez dias na água. "O violino foi encontrado em uma mala de couro, que estava presa a seu corpo", contou à AFP Andrew Aldridge.

Pouco tempo depois da tragédia, a mãe de Wallace Hartley disse à imprensa: "eu sabia que ele morreria com seu violino. Ele era apaixonadamente ligado a este instrumento".

O violino, presente de sua noive Maria Robinson, tinha uma pequena placa em prata escrita "Para Wallys, por ocasião de nosso noivado. Maria", um elemento que permitiu autenticá-lo.


Continue lendo AQUI e veja também geleria e imagens.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Consequências - Victorino Silva




Consequências

Parece que o pecar não é pecado mais
Parece que o errar não é errado mais
Parece tão comum pedir mais um perdão
Parece que o temor não há nos corações
Um abismo chama o outro e assim o crente vai
Seguindo sem seguir, correndo para trás
São muitos mais um dia Deus vai revelar
O Espírito de Deus entristecido está

CORO
O pecado mata o corpo e fere a alma
Suas consequências fatalmente são cruéis
Deus é santo e exige santidade
O céu é lugar de santos, lá só entram os fiéis

Pecados encobertos Deus vai requerer
Por isso muitos hoje estão a sofrer
A mão do Deus altíssimo já pesando está
Impune o culpado Deus não vai deixar
Por isso a tanta coisa acontecendo aqui
E a gente não entende como pode ser
Pois o inexplicado só pertence a Deus
Mas, aleluia, quem busca a santidade
Alcançará o céu.



Consequências
Intérprete: Victorino Silva
Letra e Música: Eduardo Silva
Álbuns: Victorino Silva In Concert - Simplesmente Servo (Moriá) 
e Clássicos Inesquecíveis I (Patmos)

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Porque era entendido nisto!


"E Quenanias, chefe dos levitas, tinha o encargo de dirigir o canto; ensinava-os a entoá-lo, porque era entendido."

I Crônicas 15.22 ACF

Já imaginou como uma grande parte dos regentes, apesar de trabalhar com música, ensinar coros e instrumentistas, quase não canta individualmente!

O que pode parecer um paradoxo, é uma realidade recorrente. O tempo que se passa ensinado, incentivando e conduzindo pessoas a cantar é infinitamente maior que o tempo que passa cantando, louvando a Deus, numa produção voluntária e desagregada do ofício cotidianamente realizado no templo.

É como se um dirigente de EBD, que coordena dezenas de professores, pouco meditasse na Palavra diariamente ou se uma dirigente de Círculo de Oração, que passasse o dia conduzindo uma reunião de oração mas que não orasse nem 30 minutos em casa.

Não podemos permitir que o ofício se torne ritualístico e automático. Precisamos tomar tempo com o Senhor pois correremos o risco de sermos hipócritas e de não possuirmos nenhuma experiência própria do instrumento com o qual trabalhamos e do que fazemos.

Precisamos ser não somente peritos na música (entendidos, capazes, instruídos, experientes), mas peritos também na adoração, na comunhão, na intimidade com Deus a quem servimos continuamente.

Quenanias era chefe dos levitas e conhecia muito bem não somente a música, mas o altar e tudo o que estava relacionado ao culto a Jeová e ao serviço no templo, mas acima de tudo, sabia que era separado e escolhido por Deus e que a função mais privilegiada era a de estar "na presença do Senhor" (Dt 10.8).

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Benefícios da Educação Musical



Artigo da Profa. Kátia Rodrigues

A educação musical é pouco valorizada e difundida no Brasil, mas é de fundamental importância no desenvolvimento do indivíduo. Os gregos sabiam muito bem e valorizavam este conhecimento como princípio formador do ethos de uma sociedade. Ethos significa valores, ética, hábitos e harmonia. São os traços característicos de um povo, seus costumes social e cultural.

Logo, a música faz parte da formação da identidade de um povo.

Para os gregos, a música era tão importante e universal quanto o próprio idioma. Ela era um componente responsável por “direcionar a conduta moral, social e política de cada indivíduo” (NASSER, 1997).

A neurociência usa o termo “funções musicais” para designar “um conjunto de atividades cognitivas e motoras envolvidas no processamento da música.” (BALLONE, 2010).  O estudo da música favorece conexões entre neurônios relacionados aos processos de memorização, atenção, raciocínio e matemática.

Poderíamos ainda citar o cultivo da disciplina no estudo, uma virtude que deveria ser desenvolvida por todos nós, indivíduos integrantes de uma cultura social que não valoriza a contemplação, a paciência e a perseverança.

A música desenvolve o trabalho em equipe. Uma só pessoa não forma uma orquestra, banda ou um coro, mas cada um tocando e cantando em seu momento forma o conjunto onde o espectro sonoro se completa.

A música expressa sentimentos que podem não ser bem expressos em palavras, mas quando estes sentimentos são tocados ou entoados falam direto ao coração.

A prática da música ensina e dá coragem para que os alunos ultrapassem medos e assumam riscos. Por muitas vezes em nossa vida lidamos com medos e ansiedades. Encará-los e superá-los podem nos levar a ter uma vida mais saudável.

Os benefícios são inúmeros tanto para a sociedade  quanto para cada indivíduo, seja crianças, jovens, adultos ou idosos. Este é o convite: cantando ou tocando estude e pratique música!

Referências
BALLONE, GJ - A Música e o Cérebro - Disponível em: www.psiqweb.med.br, 2010.
NASSER, NAJAT. O Ethos na Música Grega. Boletim do CPA, Campinas, nº 4, jul./dez. 1997. 

Vi primeiro no Blog Ter Fé é Não Ter Limites
Veja também: O cérebro musical

terça-feira, 11 de setembro de 2012

A música e o louvor para um novo tempo



Não se pode menosprezar a importância da música como mercadoria cultural, considerando-se a proximidade e a intimidade que ela consegue estabelecer com os indivíduos, pela capacidade que tem de sensibilizar as pessoas a partir dos esquemas propostos pelos vários meios que dela fazem uso.

A música está presente no rádio, na televisão, no cinema, na publicidade, nos computadores, nos ambientes de todo o tipo. Ela pode ser ouvida no toca-discos (ou similar) de cada um a partir do ato da compra ou escolha do formato. Você já percebeu que nós somos, muitas vezes, simples “transeuntes musicais”, ou seja, somos expostos à música só por estarmos ou por passarmos em um determinado lugar?

Neste final de século, o raio de atuação e a influência dos meios de comunicação de massa ampliou e qualificou espantosamente. Como compreender, então, as estratégias que elegem determinados artistas e canções para comporem o quadro dos símbolos? Quais são os agentes sociais que orientam a decisão sobre o tipo de música que irá integrar o mercado: o público, a indústria ou os artistas?

A Música e a Sociedade

Na década de 30, Max Horkheimer (1895-1973) e Theodor W. Adorno (1903-1969) formularam o conceito de “indústria cultural”, levados pelo desenvolvimento das indústrias fonográfica e do cinema. Essa industrialização foi introduzida nas artes, tendo a invenção do fonógrafo e cinematógrafo abalado dois ramos específicos delas: o som e a imagem. Pelo fato de também ser um músico, Adorno era particularmente sensível a tudo que se relacionasse à música. Com declarações e opiniões bastante contundentes, Adorno refletia o seu posicionamento diante de uma situação onde a sociedade consumidora demonstrava certo conformismo. Segundo ele, o empresário impunha ao público o produto que a estatística lhe indicava ter maior aceitação, i. e., toda a possibilidade de escolha livre se apagava, pois o consumidor não tinha ao seu alcance senão aquele produto designado como o mais desejado.

O avanço tecnológico vivido pelos membros da nossa sociedade é espantoso. Alguns estudos têm demonstrado que o desenvolvimento tecnológico tem possibilitado a maiores parcelas da população o contato com produtos culturais cada vez mais variados e sofisticados. Além disso, produtos, imagens, informações, conhecimentos, hábitos e valores são amplamente compartilhados nas cidades, nos países, enfim, no mundo. (Não cabe aqui discutirmos questões ligadas à economia).

Por outro lado, analisando a situação que vivemos nos dias atuais, podemos observar que a vida cultural, tornada indústria herdou a produção em série, a padronização, a repetição, ou seja, a “pseudo-individuação” (DIAS, 2000, p. 27). A obra de arte, que era anteriormente veículo da idéia , foi completamente dominada pelo detalhe técnico, pelo efeito, substituída pela forma. Os produtos, segundo Adorno, “são feitos de tal forma que sua apreensão adequada exige, é verdade, presteza, dom de observação, conhecimentos específicos, mas também de tal sorte que proíbem a atividade intelectual do espectador, se ele não quiser perder os fatos que desfilam velozmente diante de seus olhos”. (DIAS, 2000, p. 27)

Voltemos um pouco na história. Com o fim do período barroco, em torno de 1750, a arte monárquica entrou em declínio. Desenvolveu-se aos poucos uma vida musical nova, a da burguesia, e a música foi cada vez mais assumindo um símbolo de estatuto social. A saber, sobre o público burguês comenta Ivo Supicic:
“Apesar do seu interesse pela música, era freqüente que esse novo público manifestasse um gosto bem medíocre ou mesmo bastante vulgar. Era característica da mentalidade desse público a opinião—corrente na Alemanha, por exemplo—segundo a qual a música tinha o poder de aliviar o peso dos esforços e do cansaço de um dia dedicado (pelo burguês) a tratar de negócios, a ocupar-se com números e contas”. (MASSIN, 1997, p. 412)

Em torno de 1830, certas distinções no interior da vida musical começaram a manifestar-se. Elas refletiam diferenças de gosto, de estética e, às vezes, de cultura e de condição social: de um lado, surgiu uma tendência mais popular, mais acessível, que não tinha outra ambição senão distrair; do outro, delineou-se a corrente de uma arte mais exigente, profunda e de alta cultura, que geralmente se reportava ao passado e era apreciada por um público restrito.

Atualmente, o nível de complexidade e sofisticação alcançado pela indústria cultural torna grave o risco de suavizarmos seus efeitos sobre a vida social e cultural. Vivemos numa sociedade de consumo onde tudo é uma exibição, um espetáculo, e a imagem pública é tudo. Para os estudiosos, o sentido tradicional de “conhecimento”, dentro do contexto de pós-modernismo, entrou em decomposição. Com o advento das tecnologias de computação enfatiza-se a “performatividade”, a eficiência e a produtividade dos sistemas, por outro lado, provoca-se o distanciamento das questões de valor intrínseco, mais profundos.

Cresce também a indústria do entretenimento. Afirma Adorno: “No estágio avançado da era industrial as massas não conhecem nada além da obrigação de se distrair e relaxar; assim se manifesta a necessidade de recriar a força de trabalho esgotada durante o alienante processo de trabalho”. (PUTERMAN, 1994, p. 17)

Chegamos, então, a um dos pontos cruciais da nossa discussão: a música-mercadoria. Não podemos negar que nenhuma outra mercadoria cultural tem mostrado tamanha capacidade de interação com os demais meios de comunicação de massa.  As altas cifras alcançadas pela indústria fonográfica passam, muitas vezes, desapercebidas pela população “comum” e até mesmo por estudiosos. Daí perguntamos: Como a indústria concebe o produto? Como ele chega até a indústria? Quais as especificidades do processo de trabalho? Com quais características o produto chega ao mercado? Como se dá a realização e a reprodução desse processo? E mais: Como entender as estratégias que elegem determinados artistas e canções para comporem o quadro dos símbolos?

A Música Sacra

Dentre as atividades e os programas existentes na igreja, o programa de música tem recebido atenção quase que especial nos últimos anos. Há algum tempo, a presença de um ministro de música (ou diretor de música) tornou-se um elemento de extrema importância para o programa musical da igreja. Isso não quer dizer que o quadro agora é o ideal, mas está bem melhor do que há quinze ou vinte anos atrás.

Ao mesmo tempo em que nos deparamos com uma conscientização, ainda que paulatina, por parte da igreja local para a orientação musical dos seus congregados, cresce, em andamento acelerado, o interesse de muitos congregados na participação direta do programa musical, mais precisamente no culto. Consequentemente, a orientação musical não tem atendido à demanda dos participantes leigos.

O estado da música sacra é bastante complexo no momento histórico que estamos vivendo. Hoje, enfrenta-se situações difíceis como fruto da pouca reflexão no passado sobre a música sacra e os fatores envolventes da área. É indispensável pensar racionalmente sobre a música sacra. As discussões em torno do assunto, na maioria das vezes, recorrem a um subjetivismo exagerado e o resultado é a predominância de duas linhas de pensamento: a música que as pessoas gostam e a música que as pessoas conhecem.

Essas duas linhas manifestam-se como força impulsionadora do entendimento de muitos sobre a música sacra e projetam-se no discurso de vários membros da liderança. A conseqüência mais séria causada ao abraçar apenas essas duas alternativas é a falta de visão das possibilidades e ideais a serem alcançados a curto, médio e longo prazo. As decisões a serem tomadas concernentes à música sacra não devem basear-se apenas no costume e na tradição daquela igreja, mas, também, nas necessidades daquela comunidade cristã.

Muitas propostas estão surgindo e vários líderes aceitam-nas sem questioná-las e sem avaliá-las conforme a necessidade de sua congregação. Cada igreja tem as suas características próprias e está inserida numa realidade sócio-cultural específica. Esses aspectos concorrem para a diferenciação entre as muitas igrejas batistas. Podemos questionar será que uma igreja batista no interior do Amazonas tem as mesmas características musicais de uma igreja no interior do Rio Grande do Sul? E quanto à liturgia delas? Elas têm a mesma estrutura litúrgica? (Será que precisam ter a mesma estrutura?)

Talvez não seja necessário irmos tão distante. É possível obter exemplos díspares dentro do próprio estado e/ou da mesma cidade. A tendência tem classificar a música executada na igreja como: tradicional, “contextualizada”, moderna, contemporânea, “animada”, parada, antiga, adormecida, etc. Na maioria das vezes busca-se o fundamento para tais classificações achando-se que a música na igreja A é “melhor” do que a da igreja B. A questão de a música ser “melhor” na igreja A é um tanto quanto relativa. Deveríamos, sim, perguntar: “será que o programa musical desenvolvido atende às necessidades daquela igreja específica?”

Tomemos como outro exemplo a frase: “A música da minha igreja é num estilo mais moderno do que qualquer outra no bairro.” A expressão “moderna” tem sofrido interpretações controvertidas, o que vem causando dificuldades. É moderna aquela igreja cujo programa musical inclui instrumentos musicais tais como guitarra, violão, bateria, etc? É moderna aquela que usa uma orquestra de cordas? É moderna aquela que desenvolve um programa de coros graduados? É moderna aquela que dispensa todos os coros e utiliza apenas os grupos de louvor? É moderna a igreja que quer atualizar o seu programa musical e mantém os outros programas desatualizados?

Considerações Finais

Uma boa parte da música para o “louvor” de muitas comunidades reflete a influência da indústria fonográfica com a música-mercadoria, caracterizada por uma “padronização”, uma repetição, em todos os sentidos. O simples ato de fazer música não implica em dizer que a criatividade está presente. Se eu posso apenas duplicar (imitar) a música de outrem, não estou demostrando criatividade, apenas habilidade. (BEST, 1993, p.12)

De uma forma abrangente gostaria de apresentar três falácias sobre a imitação:

a) a imitação inibe o esforço individual daquilo que é imitado, porque o objeto pode ser duplicado;
b) a imitação cancela a peculiaridade do que é imitado, por ser objeto único criado a priori;
c) a imitação põe em cheque a individualidade do imitador quando este nega o seu direito de ver ou dizer alguma coisa de forma diferente. Dessa forma, o imitador nada mais é do que uma imitação de todos os outros imitadores. (BEST, 1993, p. 20)

A visão criativa é maior do que a visão ótica, o ouvir corporal, ou qualquer técnica. Ela está baseada no mistério inexplicável do ser humano criado à imagem do seu Criador (imago dei). Na busca de modelos, muitos se perdem e não usam o talento que receberam de Deus, procurando espelhar-se completamente nos outros. Esses não são originais.

Nós vivemos numa sociedade do “descartável”. Ë o que podemos chamar de arte para o momento ou música para o momento. A função duradoura é irrelevante e a presença da qualidade é, geralmente, inversamente proporcional à duração do uso. Os artistas do descartável poluem a cultura e forçam “conceitos” nas pessoas que arrefecem a sensibilidade dos sujeitos.

Os fatores complexidade e simplicidade significam o que no processo criativo? Mais e menos? Complicado e claro?  Qual deles é o melhor? Mais profundo? Tão elegante como enigmático possa parecer o simples, o prazer de ouvi-lo é breve e passageiro. Por outro lado, o complexo requer disciplina, atenção e memória, oferecendo um prazer mais profundo e extensivo à inteira peça musical. O ouvinte precisa conhecer ambos.

Encerro sugerindo quatro critérios que podem ser usados para julgarmos uma obra de arte, qualquer que seja ela. Esses critérios são apresentados por Francis A. Schaeffer para análise da arte representativa, aqui, fazemos uma adaptação para a música. São eles: (SCHAEFFER, 1973, pp. 41-48)

a) excelência técnica: a união entre texto e música; o complexo harmônico; a objetividade da escrita musical mesmo usando elementos intricados.

b) validabilidade (legitimidade): está o artista cristão fazendo arte para somente ganhar dinheiro e fama? Será que a preocupação dele ou dela é ser aceito pelo grupo?

c) conteúdo intelectual: que princípios estão sendo passados através do que cantamos? Em que tem os artistas baseado suas composições? Nas Escrituras Sagradas?

d) harmonização entre o conteúdo e o veículo transmissor: o compositor evangélico precisa refletir se o mais importante é o estilo de sua música ou a mensagem dela. Será que esse estilo musical está mais adequado ao texto do que vai ser cantado? (SCHAEFFER, 1973, p. 41-48)


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

DIAS, Marcia Tosta. Os Donos da Voz: indústria fonográfica brasileira e mundialização da cultura. São Paulo: Bomtempo Editorial, 2000. 183 p.

PUTERMAN, Paulo. Indústria Cultural: a agonia de um conceito. São Paulo: Perspectiva, 1994. 118 p.

SCHAEFFER, Francis A. Art and the Bible. Illinois: InterVarsity Press, 1973. 63 p.

SUPICIC, Ivo. Situação sócio-histórica da música no séc. XVIII. In: MASSIN, Jean; MASSIN, Brigitte (Org.) História da Música Ocidental. Tradução Ângela Ramalho Viana, Carlos Sussekind, Maria Teresa Resende Costa. São Paulo: Nova Fronteira, 1997. P. 411-21.



quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Coral Masculino Ebenézer - 20 anos louvando ao Senhor


O Coral Masculino Ebenézer é um órgão da Igreja Evangélica Assembléia de Deus em Recife, atuando na congregação de Casa Amarela (Área 31), igreja presidida pelo Pr Ailton José Alves e coordenada pelo Pr Evandro Apolinário.

O coral surgiu do ideal de alguns jovens que desejavam formar um quarteto, à exemplo do que existiu nesta igreja nos idos de 1960. O interesse foi tanto que logo um grande número de varões estava de prontidão para os ensaios e a ideia inicial evoluiu para a formação de um inusitado Coro de Homens. 

À época eram exemplos desta formação de canto coral o Coral Masculino Eluzai de Amaro Branco/Olinda (o mais antigo,  inaugurado em maio de 1969) e o Coral Masculino do Templo Central (fundado em março de 1978 e inaugurado em 22/10/1978), além de "Cantores de Jerusalém" da AD em Abreu e Lima (fundado também em 1978, exatamente por Jairo de Paula e Sebastião Pereira, que eram do quarteto de Casa Amarela e passaram a residir naquela cidade na década de 1970).

Devidamente autorizados pelo Pr Salatiel Rosa, sob consulta ao então Pastor Presidente José Leôncio da Silva, os rapazes convidaram o regente Charles Bruno para os primeiros ensaios, sendo este auxiliado pelo jovem Silvio Araujo. A proposta era ser um Coral que atendesse todo o bairro, mantendo sede nesta congregação-pólo (ainda não havia a divisão de áreas eclesiásticas).

Com os ensaios o repertório logo cresceu mas o coro ainda não cantava. A primeira apresentação aconteceu em julho de 1991, no aniversário do Conjunto Infantil de Casa Amarela e na ocasião cantamos  os hinos “Glória ao Senhor” e “Ao Salvador Vem”, ambos do Hinário Coros Sacros, regidos por Silvio Araujo.
Coral Masculino Ebenézer. No púlpito, em pé, o saudoso Pr. Salatiel Rosa dos Santos. Foto do dia da inauguração.
Após um grande período de ensaios e apresentações esporádicas, o Ebenézer foi finalmente inaugurado no 2º domingo de maio de 1992, tendo à frente o regente Charles Bruno da Silva, conduzindo cerca de 20 integrantes.

No dia da inauguração o culto foi muitíssimo abençoado e a música principal foi “Aqui chegamos pela fé”, arranjo dos Arautos do Rei. No final, algumas pessoas se decidiram ao pés de Cristo.

Após a saída do regente Charles Bruno, assumiram por breves períodos os regentes Davidson Monteiro, Sandro Egípedes e Osvaldo Araujo. Destacamos também a importante ajuda de Edmilson Pessoa (Mobby), Heron Moraes e Josenildo Braga, que eram regentes auxiliares.

Em 1993 a diretoria do coral convidou o regente Silvio Araujo - que estava afastado do coro desde 1991 por atividades na congregação do Córrego do Botijão - para programar a festividade de 2º aniversário do Ebenézer. O mesmo deu continuidade ao trabalho, sendo oficializado regente titular pelo Pr. Salatiel Rosa (in memorian) em maio 1994, assim permanecendo até esta data pela graça do Senhor.

O Coral Masculino Ebenézer se apresenta regularmente em cultos semanais conforme escala, cultos de Santa Ceia e nos últimos domingos de cada mês, atendendo programações dos outros departamentos desta igreja e missões designadas pelo Ministério da Igreja.

Durante muitos anos realizamos o projeto “Ebenézer nas Igrejas”, cujo objetivo era visitar Escolas Dominicais, visitando dezenas de EBDs no Recife. Também cantamos em Presídios, emissoras de rádio e praças públicas, levando a mensagem da salvação através da música sacra.

Os dias passam, as gerações se sucedem, mas como disse o salmista dizemos nós nesta data: Louvarei ao Senhor em todo o tempo, o seu louvor estará continuamente em minha boca.

Comissão da Festa
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