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quinta-feira, 26 de março de 2015
quinta-feira, 13 de março de 2014
O canto coral no culto
| Coral Filadélfia - AD Recife |
Presbítero Jacó Rodrigues Santiago*
O canto coral, se a igreja admite sua execução (desde a Reforma Protestante no século XVI, há igrejas que o restringem ou proíbem), deve ser considerado parte integrante do culto divino.
No Brasil, há uma tendência entre as igrejas evangélicas, que adotam ou não uma liturgia, sejam consideradas ou não conservadoras, para minimizar a participação do coro, ou porque o culto é transformado numa festa comunitária, dando ensejo a maior atuação da congregação, ou porque a igreja não conta com recursos materiais e humanos para manter a atividade coral. Nas igrejas neo-pentecostais principalmente, não se vê música coral. É só os chamados “corinhos”, ritmados pelas palmas. E fica só nisso!
Nos últimos 30 anos, muitas igrejas abandonaram seus coros à própria sorte, e passaram a prestigiar as "equipes de adoração e louvor", quando não atribuíram a alguns cantores (que imitam os "crooners" da música popular), ou a cantor mais desinibido, a tarefa de liderar o canto congregacional.
Além de orientar o canto da congregação, o coro destina-se a inspirá-la, por meio de uma execução técnica a mais perfeita possível, e uma interpretação artística a mais elevada em relação ao nível cultural da congregação.
A escolha do repertório do canto coral terá importância fundamental para o desenvolvimento da atividade coral e o aperfeiçoamento do gosto musical da congregação.
O canto coral poderá atrair para os cultos da igreja muitas pessoas, crentes ou não, que apreciam este tipo de execução musical, ou que não têm comumente oportunidade de ouvir um coro.
A educação musical dos adolescentes e jovens é muito estimulada pela atividade coral.
O repertório coral é baseado principalmente em arranjos de hinos tradicionais e em peças eruditas. Os coros das igrejas evangélicas no Brasil têm cantado trechos dos oratórios "Messias" (Haendel), "Elias" (Mendelssohn), "A Criação" (Haydn), "As sete últimas palavras de Cristo" (Dubois), "São João Batista" (Schneider), "Oratório do Natal" (Bach). "A Paixão, segundo São Mateus" (Bach), "Um Requiem Alemão" (Brahms) e "Crucificação" (Stainer); dos "Requiem" de Mozart, Berlioz, Verdi, Fauré e Victoria; de cantatas de Bach; de motetos de Vivaldi, Mozart, Bach, Haendel, Berlioz, Bruckner, Poulenc, Victoria, Lassus, Tallis, Schuetz e Purcell, o que os recomenda perante os aficionados da música sacra.
Para atender aos gostos musicais menos exigentes, executam "musicais" de compositores contemporâneos. Diversos hinários, tais como: Salmos e Hinos, Cantor Cristão, Coros Sacros, Antemas Celestes, as composições do Rev. João Wilson Faustini e até mesmo a nossa Harpa Cristã, têm sido a fonte de onde os regentes de coral se utilizam para montar o seu repertório.
As Assembléias de Deus, ao longo de mais de cem anos de atividades no Brasil, tem procurado manter a tradição da musica coral. Temos em algumas igrejas, corais de bom nível musical que tem apresentado ao Senhor, alguns cânticos de seu repertório, que são verdadeiras obras primas. Os corais das AD do Belenzinho - São Paulo, de Campinas, de Santos, de Recife e de Belo Horizonte, podem servir de exemplo entre os inúmeros belos corais.
É necessário que a liderança da igreja apoie os corais ainda existentes, pois, é devido a carência de bons regentes nas igrejas, e com a falta de interesse pelo estudo da música, a tendência é acabar este estilo de musica tão apreciado. Se os nossos ouvidos apreciam uma boa musica, divina, bem ensaiada e que tão bem fala a nossa alma, quanto mais nosso Deus que é o criador da musica, com certeza receberá os louvores de seu povo.
*Jacó Rodrigues Santiago é membro da Assembléia de Deus em Ipatinga (MG), onde serve como presbítero e coopera na área musical.
Publicado em http://jacorodriguessantiago.blogspot.com.br/2014/02/canto-coral-no-culto.html
sábado, 7 de setembro de 2013
Canto Coral: Sincronia até no coração
Muito além das vozes e do ritmo da música, até os batimentos cardíacos dos cantores entram em sincronia em um coral. Lindo isso, né?
Uma pesquisa da Sahlgrenska Academy e da Universidade de Gothenburg, ambas na Suécia, estudaram os batimentos cardíacos dos estudantes que eram membros do coral enquanto eles cantavam, e esse foi o resultado que eles descobriram! Eles colocaram monitores para medir batimentos cardíacos nas orelhas dos músicos, para medir enquanto eles cantavam. Quando a música começou, seus batimentos acalmaram. Segundo a pesquisa, o coro transmite um efeito calmante ao coração, especialmente quando cantado em uníssono.
Segundo o musicologista Bjorn Vickhoff, quando você canta frases completas, isso se torna uma forma de guiar sua respiração, o que ajuda a igualar os batimentos cardíacos de todo o coral.
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Fonte: http://bit.ly/coralemsincronia
Foto: Washington Choral Arts Society
segunda-feira, 20 de maio de 2013
Morre aos 76 anos o compositor e maestro Buryl Red
Em 01/04 partiu para a eternidade o eminente músico batista norteamericano Dr. Buryl Red. Tinha 76 anos e sucumbiu a um câncer contra o qual lutou por muitos anos.Dr Buryl Red foi um dos mais importantes compositores de música sacra do século XX. Eu o colocaria ao lado de John Peterson e de Bill e Gloria Gaither.
Teve uma vida musical muitíssimo produtiva, quer como compositor, arranjador e produtor musical, quer como regente de coros, pequenos e grandes. Ele tinha mais de 1.600 composições e arranjos publicados, produziu mais de 2.500 gravações, e supervisionou música para várias centenas de shows, documentários e especiais musicais para a rede e televisão a cabo da Associated Baptist Press.
Foi fundador e regente do The CenturyMen, o mais famoso coro masculino dos EUA, com o qual fez várias turnês pelo mundo e veio ao Brasil algumas vezes. Com esse grupo ganhou vários prêmios e foi finalista em muitos outros, inclusive o Grammy e o Dove.
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| The Centurymen na República Popular da China |
Regeu também os "The Singing Men of Texas", com o qual veio ao Brasil em 1982, numa memorável viagem que rendeu um LP ainda hoje muito apreciado pelos músicos. São dessa visita os arranjos de “Louvai com Alegria”, “Usa-me”, “Manso e suave” dentre outras lindas.
Em parceria com Ragan Courtney, compôs musicas pra coral e diversas cantatas que se tornaram famosíssimas e que ainda hoje são executadas em nossos templos. Destaco “Celebração da Vida” (executada integralmente pelo Coral Jovem Celebração da AD em Olinda 7º RO-1990) e “Em memória de mim”.Dentre suas peças corais, a tocante “Perdoado”, que foi primeiramente gravada pelo Coral Sinfônico do STBNB no LP "É Isto Amor (1986)", se tornou um verdadeiro clássico. Deste LP ainda constam seus arranjos em "Pai faze-nos um" e "Vivifica tua Igreja".
Diga-se de passagem que o STBNB lançou no Brasil muitas de suas composições por conta do parentesco de Red com o Dr Fred Spann, regente do Sinfônico. Eram primos. O Dr Fred fez a maior parte das traduções de Red executadas hoje mundo coral brasileiro.
Também são de sua lavra "Foi seu amor (Gravada por Abi em 1987)", “Volto ao lar (gravado pelo Coro Sinfônico e pelo Coral da Igreja Batista do Largo da Paz - 2001)”, “Ouçam o ruído de um forte vento (gravado pelo Coral Filadélfia-AD Templo Central Recife-1999)” e “Pela graça e o primor” música tema do Coral Masculino do Templo Cental-AD Recife gravada em seu último CD (2010). Aliás, foi justamente a visita do Centurymen ao Brasil em 1977 que serviu de inspiração para a fundação do Coral Masculino do Templo Central em 1979, fundado e regido pelo maestro Flávio Torres.
Entre as décadas de 1960/1970, ele flertou com os estilos mais populares, o que se refletiu em suas composições da época através de uma linguagem musical não tão familiar ao ambiente de culto batista norte americano, introduzindo guitarras e percussão (o que é comum para nós hoje de qualquer denominação) no lugar dos onipresentes órgãos de pipa. Dizem nos EUA que ele foi o percussor dos estilos de grupos de louvor e adoração tão em voga hoje.
Dr Red transformava melodias simples em grande música. Era hábil em combinar vozes e timbres, criando experiências sonoras muito interessantes. Era contrapontista exímio e um belo exemplo é o arranjo de “Glorioso é teu nome”, que fez para vozes masculinas. Um exercício que redundou numa grande peça de louvor a Deus.
Ele compôs uma Cantata em estilo contemporâneo, a “Cantata Princípios” (Beginnings-1974), baseado no capítulo 1 do Gênesis, onde mistura elementos musicais e diversos estilos, com melodias que remetem ao cantochão, música concreta e notação musical ultra moderna, onde as figuras musicais em algumas partes são substituídas por linhas parabólicas sem pauta ou compassos determinados. Pode-se dizer que foi um experimentalista.
Essa cantata foi executada há uns 10 anos pelo Coral Jovem Musicanto, da AD em Córrego do Jenipapo, sob a regência do maestro Marcos Barbosa e também, com orquestra, pelo Coral da UFPE, sob regência do Prof Flávio Medeiros.
Linda obra. Dela destaco “Louvai com alegria (Make A Joyful Noise )” e “Jesus, cordeiro gentil (Jesus Gentle Lamb)”, ambas gravadas pelo Coral Masculino Cantores da Liberdade da IB da Liberdade/SP, sob a condução do MM Donaldo Guedes.
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| Musical America Awards Reception-Dez 2007 |
quarta-feira, 15 de maio de 2013
terça-feira, 16 de abril de 2013
quarta-feira, 10 de abril de 2013
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
Coral Masculino Ebenézer - 20 anos louvando ao Senhor
O Coral Masculino Ebenézer é um órgão da Igreja Evangélica Assembléia de Deus em Recife, atuando na congregação de Casa Amarela (Área 31), igreja presidida pelo Pr Ailton José Alves e coordenada pelo Pr Evandro Apolinário.
O coral surgiu do ideal de alguns jovens que desejavam formar um quarteto, à exemplo do que existiu nesta igreja nos idos de 1960. O interesse foi tanto que logo um grande número de varões estava de prontidão para os ensaios e a ideia inicial evoluiu para a formação de um inusitado Coro de Homens.
À época eram exemplos desta formação de canto coral o Coral Masculino Eluzai de Amaro Branco/Olinda (o mais antigo, inaugurado em maio de 1969) e o Coral Masculino do Templo Central (fundado em março de 1978 e inaugurado em 22/10/1978), além de "Cantores de Jerusalém" da AD em Abreu e Lima (fundado também em 1978, exatamente por Jairo de Paula e Sebastião Pereira, que eram do quarteto de Casa Amarela e passaram a residir naquela cidade na década de 1970).
Devidamente autorizados pelo Pr Salatiel Rosa, sob consulta ao então Pastor Presidente José Leôncio da Silva, os rapazes convidaram o regente Charles Bruno para os primeiros ensaios, sendo este auxiliado pelo jovem Silvio Araujo. A proposta era ser um Coral que atendesse todo o bairro, mantendo sede nesta congregação-pólo (ainda não havia a divisão de áreas eclesiásticas).
Com os ensaios o repertório logo cresceu mas o coro ainda não cantava. A primeira apresentação aconteceu em julho de 1991, no aniversário do Conjunto Infantil de Casa Amarela e na ocasião cantamos os hinos “Glória ao Senhor” e “Ao Salvador Vem”, ambos do Hinário Coros Sacros, regidos por Silvio Araujo.
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| Coral Masculino Ebenézer. No púlpito, em pé, o saudoso Pr. Salatiel Rosa dos Santos. Foto do dia da inauguração. |
Após um grande período de ensaios e apresentações esporádicas, o Ebenézer foi finalmente inaugurado no 2º domingo de maio de 1992, tendo à frente o regente Charles Bruno da Silva, conduzindo cerca de 20 integrantes.
No dia da inauguração o culto foi muitíssimo abençoado e a música principal foi “Aqui chegamos pela fé”, arranjo dos Arautos do Rei. No final, algumas pessoas se decidiram ao pés de Cristo.
Após a saída do regente Charles Bruno, assumiram por breves períodos os regentes Davidson Monteiro, Sandro Egípedes e Osvaldo Araujo. Destacamos também a importante ajuda de Edmilson Pessoa (Mobby), Heron Moraes e Josenildo Braga, que eram regentes auxiliares.
Em 1993 a diretoria do coral convidou o regente Silvio Araujo - que estava afastado do coro desde 1991 por atividades na congregação do Córrego do Botijão - para programar a festividade de 2º aniversário do Ebenézer. O mesmo deu continuidade ao trabalho, sendo oficializado regente titular pelo Pr. Salatiel Rosa (in memorian) em maio 1994, assim permanecendo até esta data pela graça do Senhor.
O Coral Masculino Ebenézer se apresenta regularmente em cultos semanais conforme escala, cultos de Santa Ceia e nos últimos domingos de cada mês, atendendo programações dos outros departamentos desta igreja e missões designadas pelo Ministério da Igreja.
Durante muitos anos realizamos o projeto “Ebenézer nas Igrejas”, cujo objetivo era visitar Escolas Dominicais, visitando dezenas de EBDs no Recife. Também cantamos em Presídios, emissoras de rádio e praças públicas, levando a mensagem da salvação através da música sacra.
Os dias passam, as gerações se sucedem, mas como disse o salmista dizemos nós nesta data: Louvarei ao Senhor em todo o tempo, o seu louvor estará continuamente em minha boca.
Comissão da Festa
terça-feira, 19 de junho de 2012
Programação 74º aniversário do Coral da AD em Casa Amarela
| Coral de Casa Amarela na 55ª EBO Templo Central Recife - 19/10/2011 |
Neste final de semana (22-24/06) teremos cultos diferenciados referentes ao 74 º aniversário do Coral da AD em Casa Amarela.
Presença de vários corais convidados vindos de diversas congregações do Grande Recife e pregadores especialmente escalados pelo Pr Ailton Alves para ministrarem a Palavra de Deus.
| Coral de Casa Amarela na 53ª EBO Templo Central Recife - 21/10/2009 |
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
O Ensaio: um dos modos do convívio vocal.
“Não existem regências diferentes, mas diferentes técnicas
de ensaio”
(Robert
Shaw in "The Meadow Brook Music Festival", Agosto/1967)
Por Samuel Kerr
O próprio ensaio pode ser a razão de existir de um coro e
penso que encontraremos para ele um caminho quando não houver mais a preocupação
de preparar espetáculos para os outros assistirem (palco/platéia), mas a de
conquistar mais cantores, ampliar a convivência e o volume da canção. É preciso
recuperar a capacidade de as pessoas fazerem música, independente do fato de
saberem ou não cantar. A convivência coral é sempre terapêutica e capaz de
provocar a eclosão de qualidades e vibrações sonoras que definem o repertório
escondido dentro de cada pessoa.
Convidar a cantar! Eis aí uma bonita função
para o regente! Convidar édiferente de mandar... A figura do regente irritado,
superior em seus conhecimentos, não convida ninguém a atuar. Que bom valorizar
sempre o menor dos resultados! Atuações não previstas, mesmo quando consideradas
erros indicam caminhos em direção ao entendimento do que se pretende ou do que a
partitura pede.
O cantor também sabe coisas, outras... O coro sabe, a
comunidade sabe. A reunião de cantores é para revelar o que todos já sabem, mas
que não têm, ainda, um instrumento sintonizador... Pretender ensinar é ignorar o
conhecimento que já existe! Na dinâmica de ensaio, isto é, na condução do ensaio,
as dificuldades na execução da partitura não podem ser consideradas como
problemas, (aliás, não gosto de usar esta palavra em nenhum momento). É sempre
melhor ter uma solução que um problema. Os cantores não têm por função resolver
problemas, ao contrário, devem ser movidos por soluções, que estarão nas mãos do
regente e, muitas vezes, na consciência dos cantores. (Demorei muito para
entender isso). No entanto, nem sempre os coros, atualmente, nascem em comunidades cantantes
(como acontece em certas Igrejas e em certos lugares onde as pessoas aprendem a
cantar desde crianças).
Daí ser muito importante o regente saber propagar a
alegria em cantar e convidar a todos, como se fosse, e como já dito,
um terapeuta da comunidade. Para tanto precisa estar atento ao repertório que
rege e às condições de vida da comunidade. E gostar muito de fazer o seu
trabalho, de transmitir sua alegria pela oportunidade que tem, sem lastimar
estar longe de valores, que talvez tenha aprendido serem necessários à evolução
da sua carreira.
“Eu não vou pro Coral, porque o Maestro faz teste e tenho
medo de ser reprovado”
“Eu nunca imaginei que poderia cantar!”
“Eu podia estar lá ...” (um espectador)
Eu sempre recomendo aos meus alunos de regência: antes de
você ser chamado de regente ou maestro, identifique sua função como sendo a de
um líder. A comunidade, que confia em você, irá atrás, mesmo que você não se
intitule maestro ou regente. Você é músico e tem responsabilidades diante da
comunidade como articulador dos sons, identificador das capacidades musicais,
animador do exercício musical, ativador da memória sonora da cidade e das
pessoas. Até regente você pode ser, porque você é um líder.
Ao organizar os sons
possíveis, você se exercita como arranjador. Ao liderar as disponibilidades,
você se exercita como regente. É como se fosse possível você se olhar, se ver
contando uma estória, imitando um personagem... Tente reparar na riqueza dos
seus gestos, não só nas mãos e nos braços, mas em todo o corpo, no brilho dos
olhos, no empenho da sua voz, na beleza da melodia de sua fala... É como se você
recuperasse um sonho, assistisse a um filme, surpreendesse um flagrante
inesperado... Traga esses gestos para o momento da regência... Que sons eles
produziriam? Que sonhos realimentariam? Que estímulos provocariam nas vozes dos
seus cantores? Repare que o seu gesto (um gesto comum) é pleno de fantasia.
Observe o gesto; alimente a fantasia; invente o gesto... Penso que devemos evitar
medidas disciplinares, pois provocam contrações musculares no rosto e até no corpo todo. “Cale a boca!”,
jamais!
O cantor compreende a orientação, na medida em que o gesto
que você usa,ele também o tem e o reconhece. Lembrar-se sempre de que o cantor não
tem o discurso musical inteiro, no processo do ensaio; ele depende de você
para compreender o texto musical e realizá-lo por inteiro. O ajuste final é do
regente, mas, até lá, a orientação foi dada em função das possibilidades do
cantor.
Capítulo extraído de "Ensaios - Olhares sobre a Música Coral Brasileira", Oficina Coral (RJ) 2007, Samuel Kerr et al
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Enquanto o Coral cantava
Enquanto o Coral Cantava
Enquanto a música enchia o templo,eu vi o Rei.Vestido de majestade, coroado de honra,um cetro de poder e glória na mão.Ele voltava.Livre dos sapatos e dos preconceitos,da doença e da fadiga.Feliz, como uma criança que se atirana direção do Pai – depois de uma ausênciaque só fez maior o amor e a necessidadede ver – eu corria no meio da multidão,que erguia palmas brancasem saudação Àquele que voltava.
Lá estavam Livingstone, Carey, Bratcher,Corinto, Miranda Pinto...Lá estavam os vultos frágeis,Ana de Ava, Noemi Campelo, Caíta,Lotie Moon...Os missionários de todas as raças.Os grandes que se fizeram pequenos,os pequenos que a fé tornou gigantes:Bagby, Taylor, D. Chiquinha,que eu conheciquebrando coco babaçu,para sustento da obraque eles começaram.Lá estavam D. Maria e D. Carmen- um corpo perfeito no lugar daqueleque a lepra deformara.
Lá estavam Darito e os companheirosde enfermaria que ele levara a Cristo,livres do balão de oxigênioe do terrível clima de segregação.Lá estavam meus amigos cegos,com olhos enormes de luze expectativa;Meus priminhos mudos, entoando,mais alto que todos,o canto de vitória e gratidão.Livres de gradese de cadeiras de rodas,lá estavam muitos que eu conheceraprisioneiros da doença e do pecado.Lá estava meu irmãoque Deus levou tão cedo.
Lá estavam os mártires de todasas épocas, do tempo dos césarese das cortinas de ferro e de bambu.Lá estavam homens de pele escurae alma cor de neve;índios de brilhantes cabelos,crianças de todas as raças,cantando hosanas, como na entradatriunfal em Jerusalém.Lá estavam os meninos do Tocantins,os barqueiros do São Francisco,a gente do Araguaia,os colonos da Transamazônica,que se haviam tornado súditosdo Caminho maior.
Myrtes MathiasNum milagre sem explicação,a multidão de mil cores,que entoava hinos em mil línguase dialetos,era absolutamente igual, no sentimentoque fazia de todosuma só corrente de alegria,formada por mil elos de amor.
Eu disse que todos estavam lá?Não sei. Parece-me que havia lacunasna multidão e no coração do Rei.Muitos estavam ausentes,presos a cuidados terrenos,deixando a escola supremapara um amanhã inexistente,oferecendo a Momo um último holocausto,como se fosse possívelservir a dois senhores,abraçar o mundo, sem desprezar o Rei.
E foi assim, enquanto o coral cantava,que pude sentir o quanto amava ao Rei,o quanto meu coração agradecia,por estar entre os salvos;por chamá-lo pelo nome que Madalena usouquando o reconheceu:- Voltaste, Raboni! Aleluia!Bem-vindo sejas, meu Senhor, meu Deus!
No livro Encontro Marcado (JUERP)
Lí em Veredas Missionárias
Citando a fonte http://www.iciocara.blogspot.com/
sábado, 7 de maio de 2011
Coral Jubilo dos Fieis - 71 anos cantando para o Senhor
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| Coral Júbilo dos Fiéis no Culto de 70º aniversário |
O Coral Júbilo dos Fiéis, da Assembléia de Deus em Iputinga, Recife/PE, igreja presidida pelo Pr Ailton José Alves, estará comemorando o 71º aniversário de atividades com um belo culto de ação de graças no próximo domingo, 18/05/2011, a partir das 18:00h, no templo localizado na Av. Caxangá, 3035, Iputinga.
O coro, um dos mais antigos da AD em Pernambuco, está sob a direção do maestro Wellington Emanuel, que com seus regentes auxiliares têm feito um extraordinário trabalho para a glória de Deus.
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| Maestro Wellington e auxiliares |
O Coral, por sua direção, convida a todos para louvar ao Senhor naquela ocasião especial!
Leia mais AQUI
sexta-feira, 29 de abril de 2011
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
O quê você está fazendo no Coral?
Aos regentes e coralistas de todos os grupos musicais;
Pode ser que muitos de nós não nos apercebamos de nossa real função como cantores a serviço do Reino de Deus.Alguns procuram o Coro pelo cuidado musical ou repertório que apresentamos; Outros, pelo status que isto possa representar; Outros o buscam tão somente por uma ocupação na Igreja e poucos realmente sabem que ao ingressarem num Coral de Igreja, passam a desenvolver um serviço, um ministério bi-direcional: louvar a Deus e falar ao seu povo!
Cantar num Coral de Igreja é ser portador da Mensagem, que vai embalada para presente nas notas e harmonias musicais; É tomar o papel de um levita do Antigo Testamento, e ver a Glória de Deus aparecer enquanto executa, oferece, no santuário um cântico de adoração ao Altíssimo.
É assumir a autoridade de um profeta ao enunciar a Palavra de Deus, cantada, ao povo; É representar para o mundo a identidade bíblica de um verdadeiro cristão e encarnar o cartão de visitas de sua Igreja e Congregação.
Todas as vezes que o Coro canta, muita coisa acontece no âmbito físico e no reino espiritual.
Uns são tocadas emocional e intelectualmente, outras pessoas são consoladas, edificadas, alegradas ou exortadas; A mensagem do Evangelho é proclamada de forma especial e cadeias são quebradas. Os demônios se afastam e os anjos se unem ao nosso canto quando louvamos ao Senhor de todo o coração, apresentando a música ensaiada com alegria e prazer.
Por isso, deve o componente desenvolver qualidades espirituais tanto quanto deve dedicar-se à técnica musical.
Um coro que canta louvando a Deus em santidade, com arte e dedicação é como um remédio, um bálsamo que poder cura muitas vidas feridas, chagadas, que estão na platéia.
Assim, a partir da próxima oportunidade, expresse um sorriso de real alegria, experimente emoções divinas, sinta, vivencie e então transmita!.
Permita que Deus use você e dedique-Lhe todos os seus talentos, consciente de sua real função como integrante do Coro.
Deus tem a chamada, mas a qualificação e aperfeiçoamento para a permanência e bom desempenho no Coro é algo exigido em você.
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
Festividade - Final
Continuando o post sobre a festividade, destacamos o sábado, dia 08/11, onde formamos um grande coral com mais dois dos Coros de nosso bairro (Alto do Eucalipto-Regente Odília Rodrigues e Alto do Resplendor-Regente Jeferson Reis). O maestro Jeferson muito nos ajudou na preparação deste grande grupo.O Coral cantou o Salmo 100, de Wilson Faustini, acompanhado da orquestra e as músicas do Grande Coral foram "O meu guia e protetor", à capela, música do hinário Coros Sacros, que trouxe valiosas lembranças aos visitantes mais antigos e ex-componentes e logo depois, "Quando Jesus estendeu sua mão para mim", arranjo de Osvaldo Araujo, acompanhado pelo conjunto instrumental. Tivemos a presença de muitos ex-componentes e ex-regentes do coro.
Foi lido o histórico do coral e 22 jovens e adolescentes arregimentados pelo maestro Eudes (Dinho) cantaram as primeiras músicas do Coral, reproduzindo o dia da inauguração.
O Coro Canaã Celeste, do Alto do Resplendor (que já tive o privilégio de reger por cinco anos) cantou duas músicas maravilhosas para a glória de Deus.
Ao final do culto, os ex-regentes que estavam presentes foram homenageados e os ausentes ou que já dormem no Senhor foram representados por suas famílias.
Estavam lá os maestros Antonio Tavares, Odília Rodrigues, Osvaldo Araujo, João Rodrigues "Joca", Gildo Carneiro (presbítero), Luiz Barbosa, além dos auxiliares José Pereira da Silva (pastor), Luzinete Braga, Jorge Roberto e Jaílson Carneiro (presbítero). Foi um encontro emocionante!
O presbítero José Severino, que citamos no post "Testemunhos para nossa edificação - 70 anos" também esteve presente junto ao colega de ministério e também ex-componente presbítero Enésio Serafim; Um exposição fotográfica foi montada na entrada do templo sendo bem concorrida.
Mas o ponto principal daquela memorável noite foi, sem dúvida, a mensagem!
O Pr Ailton Junior, secretário de nossa Igreja, foi tremendamente usado por Deus para nos falar naquela ocasião e valendo-se do texto de II Crônicas 20, o relato da peleja de Josafá, falou o que o Senhor lhe propusera. Aleluia!
"O deserto de Tecoa se transformou no Vale de Beraca!" Glórias a Deus! Que mensagem! Ele não sabia, mas estava profetizando e em muitos momentos Deus falou à nossa necessidade.
No domingo não poderia ser diferente! Templo superlotado, os crentes animados, e com a presença do Coral da AD no Cabo de Santo Agostinho, regido pelo maestro Petrônio Pedro, convidado para a noite de encerramento, nos trazendo três músicas de seu CD, gravado há dois anos quando do Jubileu de Ouro daquele grupo. Belíssimo!
O Pr Presidente, Pr Ailton José Alves esteve presente e nos trouxe uma palavra maravilhosa, motivadora e que glorificou o Nome de Jesus. Ele estava muito feliz com este momento histórico para a Igreja em Recife e nós nos sentimos grandemente honrados neste evento com a participação do Pr Presidente, que foi também homenageado pelo Coral e pela Igreja! Ao relembrar aqueles momentos a minhalma engrandece ao Senhor! Aleluia!
A mensagem foi proferida pelo Ev. Samuel Albuquerque, que pregou em Lamentações de Jeremias 3;21. Não havia quem pudesse se conter. Que maravilha! Glórias a Deus.
Aquela noite foi um momento preparado por Deus! Emocionante, festiva, fervorosa e com a poderosa presença do Senhor tomando toda a Congregação.
Ao final do Culto, uma pessoa rendeu-se aos pés de Cristo, trazida que foi por outro jovem que também se decidiu por Cristo na sexta-feira.
A festa foi maravilhosa! Agradeço imensamente ao Senhor por tudo que nos concedeu realizar e por Sua presença gloriosa em todas as reuniões de nossa programação; Ele é fiel!
Agradeço também a sua oração e a presença dos que puderam comparecer.
A Deus toda a glória!
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
Testemunhos para nossa edificação - 70 anos
Continuando a série sobre os 70 anos do Coral da Assembléia de Deus em Casa Amarela, Recife/PE, postei estes testemunhos:
Em dezembro de 1942 o jovem Rodolfo de Oliveira passava pela calçada ao lado da Congregação e ouvindo o côro cantar a música "O Clamor Divinal" do hinário "Coros Sacros", contornou o muro e adentrou ao belo templo inaugurado um ano antes.
O coro continuava a cantar:
Não resistiu e entregou sua vida a Jesus. Hoje é pastor (jubilado) de nossa igreja e diretor de honra da ESTEADEB (Escola de Teologia da AD em PE), cargo que ocupou ativamente por muitos anos.
Ele ingressou no coral, onde conheceu a jovem que seria sua esposa e futura dirigente de Círculo de Oração. O maestro era João Vieira de Araujo. Juntos, cantaram no coral até 1954;
Outro exemplo é daquele jovem de 17 anos, magérrimo, doente dos rins e dos pulmões, que saiu de casa com uma faca na cintura para encontrar um desafeto e passando pela calçada ao lado do templo em 18/12/1955, um domingo à tarde, ouviu o som do coral que cantava:
Ao final do culto, no apelo, entregou sua vida a Jesus e nós o conhecemos como o presbítero Manoel de Lima, operoso servo do Senhor. Pelas suas mãos o Senhor curou a muitos. Ingressou no coral e dedicou-se à Obra. Foi pioneiro na implantação de cultos nas praças, dentre elas a do Largo Dom Luiz e a do Horto de Dois Imãos (zoológico da nossa Cidade);
"Não se turbe" ou "Vou preparar lugar" é uma música do maestro potiguar Nestor dos Santos e foi trazida para Recife pela maestrina Odília Rodrigues, que vindo de Campina Grande, ingressou no Coral em meados de 1950.
Sendo musicista, ajudou o irmão Euclides Ferreria a ensaiar este hino em sete ensaios e no dia da estréia, 20 (vinte) almas se converteram aos pés de Cristo. O Coral de Casa Amarela foi o primeiro coro de Recife a cantar esta música que se tornou grande favorita de muitos coros e foi executada pelo Grande Coral dos 90 anos da AD em PE à pedido do Pr Ailton Alves, pastor presidente de nossa Igreja.
A irmã Odília Rodrigues regeu vários coros e hoje trabalha com os coros das congregações em Alto do Eucalipto e Visgueiro;
Manoel de Lima faleceu no primeiro semestre deste ano, não alcançando a realização da festividade, que pela primeira vez em 70 anos não foi realizada em 24 de junho, mas seu exemplo e testemunho estão bem vivos em nossa mente.
Outro exemplo de como o Senhor utilizou o coral para alcançar vidas é a história do amado presbítero José Severino. Ele era aficcionado por cinema e no bairro de Casa Amarela havia o famoso Cine Albatroz, hoje transformado em IURD, frequentado religiosamente por aquele jovem.
Um dia (19/01/1967), à caminho do cinema, na abençoada calçada ao lado do templo, ouviu o coral cantar "O Nome do Salvador".

Outro caso bem interessante foi o do senhor que me vendeu os paletós para o fardamento do Coral Masculino Ebénezer e para os homens do Coral de Casa Amarela quando do 60º aniverário, Sr. Berillo;
Espírita há mais de 15 anos, sempre ouvia o Evangelho pois os donos da loja eram crentes (até pastores) mas recebeu nosso convite e foi assistir ao culto de encerramento. Na ocasião, o Coro Masculino cantou um arranjo de "Escuta, batem!" e "O Salvador batendo está". O Pr Salatiel Rosa pregou a Palavra e antes do convite final, deu oportunidade ao Coral de Casa Amarela, que então cantou "Deus, grande foi o teu amor". No trecho final há uma frase que diz "Pecador te prepara pra Jesus encontrar". Ao final do hino ele levantou-se chorando e com as duas mãos erguidas, entegou-se a Cristo!
Cinco anos depois o encontrei. Havia sido batizado em águas e o Senhor o batizara com Espírito Santo e ele já havia ganho sua filha para Cristo. A última notícia que tive dele, do início deste ano, é de que continua servindo fielmente ao Senhor.
Glórias a Jesus!
Ainda hoje acontecem casos semelhantes. Me recordo que em todas as terças-feiras de janeiro de 2007 (dia de ensaio do coral), eu precisei parar o ensaio para orar por pessoas que iam passando e, ouvindo o ensaio, tiveram seu coração iluminado pelo Espírito Santo e entregaram suas vidas a Jesus.
Há muitos outros testemunhos de salvação, cura e batismo com Espírito Santo, mas estes aqui foram escritos para a nossa edificação e para que ao lerem glorifiquem o Senhor que opera conforme sua soberana vontade e sua multiforme graça!
Em dezembro de 1942 o jovem Rodolfo de Oliveira passava pela calçada ao lado da Congregação e ouvindo o côro cantar a música "O Clamor Divinal" do hinário "Coros Sacros", contornou o muro e adentrou ao belo templo inaugurado um ano antes.
O coro continuava a cantar:
"Ressôa o clamor divinal no vale da perdiçãoA harmonia e a forma com que era executado, fizeram penetrar naquele coração as palavras daquele hino. E ele mesmo diz ainda hoje que "aquilo ficou martelando em sua mente".
E brilha o fulgor do Senhor no mundo de escuridão.
Vê os montes que irão se arruinar
E a morte seus túmulos abrir
Ó homem que és vil pecador em Cristo tens teu porvir"
Não resistiu e entregou sua vida a Jesus. Hoje é pastor (jubilado) de nossa igreja e diretor de honra da ESTEADEB (Escola de Teologia da AD em PE), cargo que ocupou ativamente por muitos anos.
Ele ingressou no coral, onde conheceu a jovem que seria sua esposa e futura dirigente de Círculo de Oração. O maestro era João Vieira de Araujo. Juntos, cantaram no coral até 1954;
Outro exemplo é daquele jovem de 17 anos, magérrimo, doente dos rins e dos pulmões, que saiu de casa com uma faca na cintura para encontrar um desafeto e passando pela calçada ao lado do templo em 18/12/1955, um domingo à tarde, ouviu o som do coral que cantava:"Não se turbe o vosso coração,Não se turbe o vosso coração! Essa era a mensagem que ele precisava. Contornou o muro e se pôs na janela do lado direito, observando coral naquela Escola Bíblica Animada, como é chamado o aniversário da EBD.
Crede em Deus, crede também em Mim
Na Casa de meu Pai há moradas, na Casa de meu Pai
Se não fosse assim eu vo-lo teria dito:
Vou preparar-vos lugar!"
Ao final do culto, no apelo, entregou sua vida a Jesus e nós o conhecemos como o presbítero Manoel de Lima, operoso servo do Senhor. Pelas suas mãos o Senhor curou a muitos. Ingressou no coral e dedicou-se à Obra. Foi pioneiro na implantação de cultos nas praças, dentre elas a do Largo Dom Luiz e a do Horto de Dois Imãos (zoológico da nossa Cidade);
"Não se turbe" ou "Vou preparar lugar" é uma música do maestro potiguar Nestor dos Santos e foi trazida para Recife pela maestrina Odília Rodrigues, que vindo de Campina Grande, ingressou no Coral em meados de 1950.
Sendo musicista, ajudou o irmão Euclides Ferreria a ensaiar este hino em sete ensaios e no dia da estréia, 20 (vinte) almas se converteram aos pés de Cristo. O Coral de Casa Amarela foi o primeiro coro de Recife a cantar esta música que se tornou grande favorita de muitos coros e foi executada pelo Grande Coral dos 90 anos da AD em PE à pedido do Pr Ailton Alves, pastor presidente de nossa Igreja.
A irmã Odília Rodrigues regeu vários coros e hoje trabalha com os coros das congregações em Alto do Eucalipto e Visgueiro;
Manoel de Lima faleceu no primeiro semestre deste ano, não alcançando a realização da festividade, que pela primeira vez em 70 anos não foi realizada em 24 de junho, mas seu exemplo e testemunho estão bem vivos em nossa mente.
Outro exemplo de como o Senhor utilizou o coral para alcançar vidas é a história do amado presbítero José Severino. Ele era aficcionado por cinema e no bairro de Casa Amarela havia o famoso Cine Albatroz, hoje transformado em IURD, frequentado religiosamente por aquele jovem.
Um dia (19/01/1967), à caminho do cinema, na abençoada calçada ao lado do templo, ouviu o coral cantar "O Nome do Salvador".
"Um nome que me faz amar, cantar em seu louvor,O som do Coral o atraiu e curioso para ver que grupo estava cantando aquela maravilhosa mensagem, ele entrou no templo e de lá saiu como nova criatura. Também ingressou no Coral e hoje é presbítero de nossa igreja.
Um som mavioso ouvi soar, é o nome do Salvador.
Um nome que inspira amor, um nome que inspira amor
Um nome que inspira maor, é o nome do Salvador"

Outro caso bem interessante foi o do senhor que me vendeu os paletós para o fardamento do Coral Masculino Ebénezer e para os homens do Coral de Casa Amarela quando do 60º aniverário, Sr. Berillo;
Espírita há mais de 15 anos, sempre ouvia o Evangelho pois os donos da loja eram crentes (até pastores) mas recebeu nosso convite e foi assistir ao culto de encerramento. Na ocasião, o Coro Masculino cantou um arranjo de "Escuta, batem!" e "O Salvador batendo está". O Pr Salatiel Rosa pregou a Palavra e antes do convite final, deu oportunidade ao Coral de Casa Amarela, que então cantou "Deus, grande foi o teu amor". No trecho final há uma frase que diz "Pecador te prepara pra Jesus encontrar". Ao final do hino ele levantou-se chorando e com as duas mãos erguidas, entegou-se a Cristo!
Cinco anos depois o encontrei. Havia sido batizado em águas e o Senhor o batizara com Espírito Santo e ele já havia ganho sua filha para Cristo. A última notícia que tive dele, do início deste ano, é de que continua servindo fielmente ao Senhor.
Glórias a Jesus!
Ainda hoje acontecem casos semelhantes. Me recordo que em todas as terças-feiras de janeiro de 2007 (dia de ensaio do coral), eu precisei parar o ensaio para orar por pessoas que iam passando e, ouvindo o ensaio, tiveram seu coração iluminado pelo Espírito Santo e entregaram suas vidas a Jesus.
Há muitos outros testemunhos de salvação, cura e batismo com Espírito Santo, mas estes aqui foram escritos para a nossa edificação e para que ao lerem glorifiquem o Senhor que opera conforme sua soberana vontade e sua multiforme graça!
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
Coral de Casa Amarela - 70 anos de louvor a Deus
Numa manhã de domingo no final do ano de 1937, após a Escola Dominical em Casa Amarela, alguns irmãos, a maioria jovens, se reuniram e foram até o Orfanato que a Igreja mantinha para solicitar ao Missionário Joel Carlson a formação de um Coral para aquela congregação à exemplo do que existia na Matriz (Encruzilhada), inaugurado quatro anos antes. O missionário os despediu e pediu que fossem orar que ele iria pensar no assunto.
João Vieira de Araujo nasceu em 06/03/1916 e foi criado com os missionários, no Orfanato da Igreja. Embora seus pais fossem vivos, eram muito pobres e o casal Carlson o acolheu. Viram nele tendência para a música, pois muitas vezes o garoto pegava o violino do missionário após vê-lo tocar e reproduzia notas e pequenas melodias. Matricularam João no Liceu de Artes e Ofícios (Conservatório Pernambucano de Música) onde se formou e aos 17 anos (16 e oito meses) fundou o primeiro coral da AD em PE no templo da Encruzilhada e todos os coros mais antigos deste Estado, como os das congregações em Pina, Olinda, Casa Amarela, Aldeia de Baixo, Iputinga dentre outros, passando a supervisionar todo o trabalho musical de nossa Igreja na gestão do Pr José Bezerra da Silva.
Então, na noite de 24 de junho de 1938, um dia de sexta-feira, feriado local, o Coral da Assembléia de Deus em Casa Amarela era inaugurado para a glória do Senhor Jesus, com 22 integrantes que entoaram ao Senhor os hinos “Jesus à porta do Coração” nº 134 da Harpa Cristã e “Crê já somente no Senhor”, nº 006 do hinário Coros Sacros, num culto dirigido pelo presbítero João Benvenuto.
Entre os pioneiros (fundadores e componentes dos primeiros anos), conseguimos resgatar os nomes de: Domingos Carneiro, Antonio Fernandes de Albuquerque, Gemima, Balbino Marques, Silvia Marques, Augusta Silva, Antonio de Albuquerque, Cláudio de Albuquerque, Josefa Alves, João Flórido da Paixão e sua irmã, Edite Teotônia, José Correia e irmã Dila, Josefa Antônia, Manoel de Souza Freitas (Nequinho), Teófilo Barbosa, Esmeraldina Guedes, José Rosa, Antônio Viegas e Zacarias.
Uma reportagem do Mensageiro da Paz, de fins de 1949, testemunhava a inspiração e a dedicação musical deste Coral quando de sua apresentação na inauguração do templo em Olinda.
No início de 1954 o maestro João Vieira deixou a direção do Coral vindo a ser substituído pelo irmão Antonio Tavares, que também era o regente auxiliar do Coral da Matriz (Encruzilhada). Após quase um ano, foi substituído pelo irmão Antonio de Albuquerque, vindo da congregação em Córrego do Jenipapo, porém o mesmo só permaneceu algumas semanas.
O trabalho seguia e em 1955 o maestro Euclides assumiu a direção do Coral. À época, regia também Vitória de Santo Antão e Araçoiaba, dentre outros coros, dado à escassez de regentes e ao vertiginoso crescimento da Obra. Em sua primeira gestão, Euclides foi auxiliado pela maestrina e compositora Odília Rodrigues, vinda de Campina Grande para morar em Recife no ano de 1955. No início da década de 1960 assumiu o coral o regente Antonio Ferreira e em 1963, o maestro João Rodrigues (Joca).
Em 1967 o templo foi reformado, ampliado em sua extensão e foram adicionadas galerias laterais. O coro passou a cantar na parte posterior do púlpito.
Em 1973, com a saída do maestro Gildo, o maestro Euclides Ferreira reassumiu o cargo permanecendo oficialmente até 1983, embora desde 1980 já não atendesse mais ao trabalho pois regia outros grupos, dando especial atenção ao Coral de Cavaleiro (Jaboatão/PE), onde passou a residir. Nesse período, o maestro Osvaldo Vieira de Araujo, seu regente auxiliar, assumiu a direção do Coral de forma interina. Coordenou, ensaiou e realizou os programas do aniversário do grupo em 1981 e 1982.
O coro ganhou novo lugar e o número de integrantes cresceu, passando a 120 componentes.
Muitos são os testemunhos de curas, batismos com Espírito Santo e principalmente salvação de almas através do trabalho deste coro, quer nos ensaios quer nas apresentações. Tudo para a glória de Deus.
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
Festividade - 70 anos Coral de Casa Amarela
O tempo tem sido curto nesta semana e eu priorizei a série de postagens do outro blog, o Vêde os Campos, mas cá estamos de volta para um resumo do que vivenciamos nesta semana:
O Culto de Abertura (04/11) da programação foi maravilhoso. O Pr Cândido de Freitas, enviado pelo Pr Ailton Alves para ser o preletor daquela noite, pregou baseado no Salmo 113, acerca de alguns dos motivos que temos para louvar a Deus e o Senhor o utilizou poderosamente.
Destaco alguns pontos da mensagem:
Deus é soberano e está além do tempo e do espaço - vs 2 e 3
Deus tem todos os homens e toda as situações em suas mãos - vs 4 a 8
Deus é o Deus das coisas impossíveis! - vs 8 e 9
Além dos grupos da casa (Coral Aniversariante, Coral Juvenil Amisadai, União de Adolescentes Kerigma e Conjunto Alfa) estave presente o belo Coral Consagração da AD em 7º RO, Olinda/PE, fundado pelo mesmo maestro, pioneiro do Coral de Casa Amarela, João Vieira de Araujo;
Na quarta-feira houve pausa na programação pois foi a reunião mensal da Santa Ceia do Senhor e o Pr Eliel, ministro escalado, falou-nos acerca da santidade.
Ontem (06/11), o pregador enviado pelo Pr Presidente foi o Pr Amós Batista, que tomou como base os primeiros versículos do texto de Apocalipse 19 e nos trouxe uma maravilhosa mensagem acerca da palavra Aleluia.
Foi muito interessante a aplicação que fez e o Senhor manifestou a sua glória alegrando nossos corações. Nossas vidas precisam ser um Aleluia constante ao Senhor!
Foram convidados os corais Brilho Celeste, de Nova Descoberta I e Herdeiros dos Céus, de Cavaleiro, que cantaram belíssimas músicas para a glória de Deus!
O coro de Nova Descoberta I apresentou músicas antigas, que encheram de emoção e de ótimas lembranças o coração de todos e de forma especial, o de coristas mais antigos e o meu, que crescí ouvindo aquelas pérolas: Mil Glórias, Jesus no céu me encontrará... e Regozijai-vos neste belo dia.... Que presente!
O Coro de Cavaleiro foi tocante! Que sonoridade! Na singeleza das vozes que não utilizaram microfone (por opção do regente) e cantando no peculiar estilo suave, arrancaram lágrimas e fizeram a congregação glorificar a Deus ao ouvir, "Hei de estar na alvorada" e o arranjo de "Quero estar ao pé da Cruz" com "Rio Profundo"
Hoje a programação continua com mais uma reunião de Estudo Bíblico, onde esperamos a presença do Coral Vale de Bênçãos, do Córrego do Botijão, localidade onde crescí e Congregação na qual atuo há mais de 20 anos. Curiosidade: este Coral Vale de Bênçãos já foi dirigido por meu pai (década de 1980), por minha mãe (década de 1990) e também por mim (2006), em períodos alternados por outros regentes.
Na reunião de amanhã aguardamos a presença de muitos ex-componentes e ex-regentes que ainda vivem por aqui, os quais, com certeza, relembrarão maravilhosos momentos. Pretendemos expor várias fotos do nosso Coral em várias épocas desde a década de 1950.
Postaremos imagens e um pouco da história do Coral nas próximas vezes!
O Culto de Abertura (04/11) da programação foi maravilhoso. O Pr Cândido de Freitas, enviado pelo Pr Ailton Alves para ser o preletor daquela noite, pregou baseado no Salmo 113, acerca de alguns dos motivos que temos para louvar a Deus e o Senhor o utilizou poderosamente.
Destaco alguns pontos da mensagem:
Deus é soberano e está além do tempo e do espaço - vs 2 e 3
Deus tem todos os homens e toda as situações em suas mãos - vs 4 a 8
Deus é o Deus das coisas impossíveis! - vs 8 e 9
Além dos grupos da casa (Coral Aniversariante, Coral Juvenil Amisadai, União de Adolescentes Kerigma e Conjunto Alfa) estave presente o belo Coral Consagração da AD em 7º RO, Olinda/PE, fundado pelo mesmo maestro, pioneiro do Coral de Casa Amarela, João Vieira de Araujo;
Na quarta-feira houve pausa na programação pois foi a reunião mensal da Santa Ceia do Senhor e o Pr Eliel, ministro escalado, falou-nos acerca da santidade.
Ontem (06/11), o pregador enviado pelo Pr Presidente foi o Pr Amós Batista, que tomou como base os primeiros versículos do texto de Apocalipse 19 e nos trouxe uma maravilhosa mensagem acerca da palavra Aleluia.
Foi muito interessante a aplicação que fez e o Senhor manifestou a sua glória alegrando nossos corações. Nossas vidas precisam ser um Aleluia constante ao Senhor!
Foram convidados os corais Brilho Celeste, de Nova Descoberta I e Herdeiros dos Céus, de Cavaleiro, que cantaram belíssimas músicas para a glória de Deus!
O coro de Nova Descoberta I apresentou músicas antigas, que encheram de emoção e de ótimas lembranças o coração de todos e de forma especial, o de coristas mais antigos e o meu, que crescí ouvindo aquelas pérolas: Mil Glórias, Jesus no céu me encontrará... e Regozijai-vos neste belo dia.... Que presente!
O Coro de Cavaleiro foi tocante! Que sonoridade! Na singeleza das vozes que não utilizaram microfone (por opção do regente) e cantando no peculiar estilo suave, arrancaram lágrimas e fizeram a congregação glorificar a Deus ao ouvir, "Hei de estar na alvorada" e o arranjo de "Quero estar ao pé da Cruz" com "Rio Profundo"
Hoje a programação continua com mais uma reunião de Estudo Bíblico, onde esperamos a presença do Coral Vale de Bênçãos, do Córrego do Botijão, localidade onde crescí e Congregação na qual atuo há mais de 20 anos. Curiosidade: este Coral Vale de Bênçãos já foi dirigido por meu pai (década de 1980), por minha mãe (década de 1990) e também por mim (2006), em períodos alternados por outros regentes.
Na reunião de amanhã aguardamos a presença de muitos ex-componentes e ex-regentes que ainda vivem por aqui, os quais, com certeza, relembrarão maravilhosos momentos. Pretendemos expor várias fotos do nosso Coral em várias épocas desde a década de 1950.
Postaremos imagens e um pouco da história do Coral nas próximas vezes!
terça-feira, 4 de novembro de 2008
Coral de Casa Amarela - Convite Especial
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
Coral da AD em Casa Amarela - 70 anos de louvor a Deus
De 04 a 09/11/2008, será comemorado o 70º aniversário do Coral da Assembléia de Deus em Casa Amarela, Igreja presidida pelo Pr Ailton Alves, do qual sou o regente, pela graça de Deus.Quero convidar os irmãos e amigos a comparecerem ao evento para juntos bendizermos ao Senhor nosso Deus e desde já solicito as orações para que durante esta programação almas se rendam aos pés de Cristo Jesus.
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