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quinta-feira, 23 de março de 2017

75 Anos do Círculo de Oração de Casa Amarela - Onde tudo começou


Esta quinta, 23/03/2017, foi a data escolhida pela IEADPE para a comemoração do 75º aniversário de fundação do Círculo de Oração da Congregação em Casa Amarela, Recife/PE, onde este trabalho começou.

Os cultos serão realizados das 11h às 16h e de 19h às 21h com a presença da Diretoria da IEADPE e caravanas de várias localidades da RMR, cidades e Estados.

O trabalho, fundado pelas irmãs Albertina Barreto e Malphara Bezerra é hoje dirigido pela irmã Raquel Ferreira, filha do saudoso Pr Eduardo Assunção, sendo auxiliada pela irmã Priscila, sob a Coordenação Geral dos Círculos de Oração, na pessoa da irmã Judite Alves, esposa de nosso Pr Presidente Ailton José Alves.

As irmãs se reúnem às quartas feiras, durante todo o dia, num clima fervoroso de clamor, oração e intercessão. A Palavra de Deus é ministrada por um obreiro escalado pelo Pastor e há também testemunhos, agradecimentos e louvores congregacionais, individuais e pela Comissão do Círculo de Oração, espécie de coral feminino, tal como nos primeiro anos! As reuniões são bem concorridas para a glória de Deus e Jesus salva, cura e batiza com o Espírito Santo! 

Imagine esta benção acontecendo todos os dias, de segunda a sexta feira, em diversas congregações de todas as ADs espalhadas pelo Estado? Aleluia! Em algum lugar, em todo o momento, há oração e intercessão pela Obra, pastores, missionários, governantes, trabalhadores, estudantes, pelas famílias, por salvação, por renovação e avivamento, por postos de trabalhos, por saúde e curas...glórias a Deus!

Dia destes alguém me enviou uma foto com a missionária Signe Carlson e um grupo de oração composta por irmãs da bairro de Beberibe em data não registrada. Isso mostra que esta igreja nasceu, cresceu e se mantém de joelhos, em oração.

Acerca disto eu gostaria de salientar que não foram as irmãs lideradas pelas saudosas Malphara Bezerra e Albertina Barreto que inventaram as reuniões de oração. Elas já existiam. Afinal, os missionários eram responsáveis por todo o trabalho. Tinham que orar, cantar, ensinar, formar obreiros e órgãos, administrar etc

Agora, Círculo de Oração com formato, regularidade, nomenclatura e como trabalho oficializado da IEADPE, este sim, começou em Casa Amarela sendo inaugurado em 06/03/1942 e liderado por mais de 50 anos pela irmã Albertina Barreto e este trabalho foi firmado, expandido e copiado e adaptado para todas as ADs do Brasil e do mundo. Isso é história vivida, registrada e contada pelos pioneiros.

Sempre vemos essa famosa foto:

O que pouca gente viu ou sabe, é que há no verso desta fotografia, de próprio punho, o testemunho do Pr José Bezerra da Silva, que foi presidente da IEADPE e sob sua gestão o círculo de oração foi oficializado (como também a Campanha Evangelizadora), afirmando o pioneirismo destas senhoras (entre as quais sua esposa Malphara "Mafra" Bezerra) e atestando serem fundadoras deste maravilhoso trabalho no Estado de Pernambuco.

Mas independente de qualquer coisa, o Círculo de Oração foi um projeto nascido no coração de Deus e que tem movido a mão do Senhor em favor de sua Igreja. Somente em prol da memória (tão esquecida, pouco contada e por isso mesmo exposta a incrementos e exclusões) é que são citados os pioneiros. O mais importante deve ser o sentimento expresso pelo apóstolo São Paulo "Eu plantei, Apolo regou; mas Deus deu o crescimento." 1 Coríntios 3:6

Parabéns irmãs do Círculo de Oração! Que o Senhor recompense todo o vosso trabalho nesta vida de oração e intercessão!
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70 Anos do Círculo de Oração

Círculo de Oração perde sua fundadora



quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Maestro da AD/PB forma corais na Suiça

Por Ramon Nascimento - Portal da AD/PB

Quem conhece o maestro Daniel Berg e quem o tem como amigo no Facebook, já sabe que ele está na Europa fazendo um trabalho muito importante na obra do Senhor. As fotos que ele posta no álbum nos transmite a ideia de que o projeto, para qual o Senhor o chamou, está prosperando.

O jovem Daniel Berg, que aparece na foto ao lado de gravata, é maestro em várias igrejas da Assembleia de Deus na Paraíba, principalmente em João Pessoa e Bayeux. Há muito tempo ele trabalha com o coral Jardim das Nogueiras na congregação da AD em Félix Antônio. Mas, já faz 2 meses, que o maestro não aparece, devido a uma longa viagem que fez ao continente europeu.

Ele está na Suíça, fazendo a obra do Senhor na Assembleia de Deus em 6 cidades: Lausanne, Zürich, Bern, Genève, Biene e Winterthur. Segundo ele, as igrejas são pequenas, mas Deus o tem levantado para criar corais que possam louvar ao Senhor em vozes de harmonia.

O maestro já inaugurou 1 coral em Lausanne, na igreja que é pastoreada pelo Pr. Reginaldo Costa.

Peço oração pelas Assembleias de Deus na Suíça e em toda a Europa e também para que Deus levante maestros que possam dar continuidade a essa obra. Em breve voltarei a minha terrinha”, escreveu Daniel Berg em e-mail enviado ao portal ADPB.com.br.

Ramon Nascimento - ramon@adpb.com.br

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

As Bandas Musicais nas Igrejas Assembléia de Deus no Brasil

A banda musical dentro das ADs, ainda assume um papel muito importante.



Por João Luiz Vieira Lima - Banda & Orquestra

No meio evangélico, a banda musical ainda assume um papel muito importante, principalmente nas ADs. Nossas igrejas ainda conservam esta tão importante tradição de manter uma banda em cada templo. Por menor que seja a congregação, à uma igreja sede, podemos notar a ativa participação de uma banda musical nos cultos.

Graças à Deus que os nossos líderes ainda estimulam e apoiam esta tão preciosa prática musical. Somente aqui no Brasil, nossas bandas representam uma expressão máxima na cultura musical, por representarem quase que 80% de Bandas Musicais que ainda sobrevivem neste século em nosso País. Isto é mais um exemplo de fé e da ajuda do TODO-PODEROSO.

Apesar das nossas bandas serem integradas na maioria por músicos amadores, ainda considero o nível técnico bem alto em relação de outras bandas seculares existentes no Brasil. Nossas bandas ainda sobrevivem pela hereditariedade que nossos ancestrais nos transmitiram com o passar dos tempos, nos incentivando e despertando em nós o desejo e interesse em executar um instrumento.

Contudo, ainda as atividades musicais envolvendo a prática da banda dentro das ADs., estão sendo deixadas de lado, principalmente pela geração deste século, que optaram mais pela música eletrônica à prática tradicional da Banda.

Nossas Bandas, apesar de amadoras, possuem um bom nível técnico, tanto é que nossas bandas possuem instrumentos em bons estados de conservação e qualidade sonora.

Acredito que, se houvesse um empenho maior por parte de nossos músicos, regentes e pastores, poderíamos realizar um excelente trabalho de expansão das nossas bandas pelo Brasil. Condições temos e de sobra. O que falta é fé e coragem para trabalharmos, nos empenhando ao máximo, evitando assim que nos próximos anos nossa Banda não venha se extinguir de nossas igrejas.

Nossa música, como também nossas bandas, correm o risco de se extinguirem, pelo fato de correntes e influências de músicos de vanguarda, que aos poucos estão introduzindo na igreja uma música secular profana.

Acredito que a Assembléia de Deus tem a chance de lançar um movimento a nível nacional a fim de divulgar e melhorar o nível de nossas bandas e de nossos músicos e regentes, desenvolvendo um programa de informação, através de SIMPÓSIOS SOBRE REGÊNCIA DE BANDAS e outros meios de divulgação.

Muitos cristãos, principalmente desta última década, não valorizam a prática da banda, devido ao movimento de conjuntos eletrônicos (guitarra, baixo, sintetizadores), que ocuparam um lugar de maior prioridade em nossas igrejas. Podemos observar que nos cultos destes último anos, a banda toca apenas 2 ou 3 hinos com a congregação, devido à outros números "especiais", que tomam lugar na liturgia do culto.

O que já estou prevenindo, é que as nossas Bandas desaparecerão das ADs, dando lugar a músicos desta nova geração, influenciados com esta música de vanguarda que está dizimando nossas bandas e corais.

Notamos, que os hinos congregacionais (H.C), já caíram no desuso dos cristãos. Durante os cultos, ouvimos mais corinhos do que um hino da H.C. Isto é um descuido de nossos líderes (não desrespeitando), e sim um alerta para que os mesmos mantenham a nossa tradição da prática de banda, e não abrir mão para tais inovações.

Publicado originalmente no site da AD em Medianeira/PR

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Coral da AD em Casa Amarela - 70 anos de louvor a Deus

De 04 a 09/11/2008, será comemorado o 70º aniversário do Coral da Assembléia de Deus em Casa Amarela, Igreja presidida pelo Pr Ailton Alves, do qual sou o regente, pela graça de Deus.

Quero convidar os irmãos e amigos a comparecerem ao evento para juntos bendizermos ao Senhor nosso Deus e desde já solicito as orações para que durante esta programação almas se rendam aos pés de Cristo Jesus.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Silas Malafaia compra madrugada da Band

Segundo a Folha Online, 16/09/2008, 15h07, reproduzindo nota da Coluna Ooops!, a Band fechou contrato com o Pr. Silas Malafaia, da Igreja Assembléia de Deus.

A emissora negociou o horário da madrugada, das 2h às 7h, de segunda a sexta, e das 4h às 7h aos sábados e domingos.

O contrato acontece um mês depois de a Band "arrendar" o canal 21 (em UHF) por cinco anos para a Igreja Mundial do Poder de Deus.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Os evangélicos dão o tom

As igrejas evangélicas tornaram-se os novos celeiros de músicos eruditos no Brasil
Thomaz Favaro Revista Veja 06/06/2007

Heliton, com batuta e Bíblia, à frente da orquestra de Itaberá, em São Paulo: de pedreiro a maestro

As igrejas evangélicas estão mudando o comportamento do brasileiro em vários aspectos – o mais inesperado deles é a música clássica. Na última década, instrumentistas que tiraram os primeiros acordes em salas de aula improvisadas em igrejas passaram a representar um porcentual cada vez maior nas principais orquestras nacionais. Três de cada dez músicos da Orquestra Sinfônica do Paraná, por exemplo, freqüentam alguma igreja evangélica. Dos catorze profissionais recém-contratados pela Sinfônica de Porto Alegre, quatro são evangélicos. Eles também representam uma gorda fatia de 35% dos músicos brasileiros da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp). O porcentual está bem acima dos 15% que os fiéis dessas igrejas ocupam no total da população brasileira, de acordo com o IBGE. Dois fatores explicam a concentração de evangélicos no meio erudito. O primeiro é a falta de um ensino musical de qualidade nas escolas brasileiras, o que limita tanto a formação de profissionais como a de ouvidos treinados para apreciá-los. O segundo é a perda de interesse dos pais de classe média pelas aulas particulares de piano ou violino, que no passado eram um item comum na educação dos jovens. Nesse vazio musical, as igrejas evangélicas se tornaram um dos raros locais onde se investe em formação musical clássica no Brasil.

A iniciação musical da família de Roberto Minczuk, maestro da Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB), do Rio de Janeiro, por exemplo, deve bastante à religião. Roberto começou tocando trompa na Assembléia de Deus Russa no Brasil, freqüentada por famílias de imigrantes do Leste Europeu, em São Paulo. Incentivados pelo pai, José Minczuk, regente do coral da Polícia Militar, Roberto e seus irmãos eram membros da orquestra que acompanhava os cultos. Cinco dos oito filhos de José tornaram-se músicos profissionais: Arcádio e Eduardo são instrumentistas na Osesp, Cristiane é cantora lírica, Ester produz eventos musicais e Roberto, considerado um dos mais talentosos maestros do país, pertence ao escasso time de brasileiros convidados para reger grandes orquestras internacionais. "Meu pai fazia os arranjos e nós acompanhávamos os cultos tocando hinos orquestrados, obras sacras consagradas e canções folclóricas russas", diz Arcádio.

Nas igrejas evangélicas, a música está intimamente ligada ao culto. Os conjuntos constituídos por fiéis, sobretudo nos templos pentecostais, são geralmente compostos por instrumentos de sopro, tradição herdada das bandas musicais comuns nas cidades de interior. Em parte devido a essa origem, os músicos evangélicos concentram-se nas seções de metais e madeiras das orquestras brasileiras. As igrejas que mais formam músicos são a Assembléia de Deus, a Igreja Batista e a Congregação Cristã no Brasil. Nas duas primeiras, os fiéis aprendem a tocar desde hinos evangélicos orquestrados até peças consagradas da música sacra, como as compostas por Johann Sebastian Bach. Mais restritiva, a Congregação Cristã no Brasil só permite a seus adeptos tocar as 450 músicas que compõem seu hinário. A igreja dá apenas o primeiro impulso aos futuros músicos de orquestra. "Depois de dois ou três anos de estudo, se o aluno mostra talento e disposição, nós o incentivamos a procurar uma escola de música para aprimorar o aprendizado", diz Fábio Guedes, maestro da orquestra da Assembléia de Deus da Vila Ré, em São Paulo.

Fotos Lailson Santos e Ricardo Fasanello/Strana
Orquestra da Assembléia de Deus da Vila Ré, em São Paulo e o maestro Roberto Minczuk, da Sinfônica Brasileira: primeiros acordes nos cultos

O resultado é que as principais escolas de música também estão se enchendo de estudantes evangélicos. "Já tive classes em que 80% dos meus alunos vinham da mesma igreja", diz David Alves, professor de música da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Trompetista da Orquestra Petrobras Sinfônica e da OSB, Alves é também diácono da Igreja de Nova Vida. No Conservatório de Tatuí, no interior de São Paulo, que tem 3.000 alunos, quatro em cada dez estudantes de música clássica são evangélicos. Por outro lado, eles são raros nos cursos de música popular. "O resultado dessa invasão é que o perfil dos alunos de música erudita está mudando", diz João Guilherme Ripper, diretor da sala de concertos Cecília Meireles, no Rio de Janeiro. Até a década de 70, predominavam nas salas de aula os jovens de classe média. A expansão das igrejas evangélicas nos anos 80 fez aumentar o número de estudantes de baixa renda. Em geral, eles entram nas escolas com bom domínio técnico dos instrumentos, mas com pouco conhecimento de teoria musical.

Heliton Costa, dono de uma escola de música e maestro da Banda Municipal de Itaberá, no interior de São Paulo, era pedreiro quando aprendeu a tocar saxofone na pequena igreja da Assembléia de Deus de sua cidade, de 20.000 habitantes. Incentivado pelos amigos, decidiu aprofundar seu talento no Conservatório de Música de Tatuí, onde se formou em saxofone, teclado e regência. "Eu ainda trabalhei como pedreiro nos quatro primeiros anos de conservatório", diz Heliton. Há um antigo e estreito relacionamento entre a música clássica e os vários ramos nascidos da reforma protestante, no século XVI. O compositor barroco Johann Sebastian Bach, autor da Missa em Si Menor, bastante tocada nas igrejas católicas, era luterano. Essa também era a religião do alemão Felix Mendelssohn, autor da Marcha Nupcial, sem a qual nenhuma cerimônia de casamento está completa. O período dourado da música clássica está igualmente repleto de grandes compositores católicos. Mas foram os protestantes que deram uma dimensão popular à música sacra, ao substituir o latim pelas línguas vernaculares e simplificar as músicas nos corais das igrejas. Dessa forma, os fiéis puderam começar a cantar juntos.

A proliferação de orquestras evangélicas coincidiu com um bom momento no mercado de trabalho para músicos eruditos. A profissão ganhou novos atrativos depois do colapso da União Soviética, em 1991, que permitiu às orquestras brasileiras contratar excelentes músicos do Leste Europeu. O resultado foram salários melhores para todos. Na Osesp, que passou por uma reestruturação em 1997, eles se multiplicaram por seis. Hoje, o salário médio inicial de um músico de orquestra no Brasil é de 2.000 reais. Apesar dessas oportunidades, não é difícil encontrar músicos evangélicos formados em boas escolas que voltam para lecionar nas igrejas onde aprenderam os primeiros acordes. Lá, ajudam a formar novos e melhores músicos eruditos. Nossas orquestras agradecem.

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Círculo de Oração perde sua fundadora

Passou a estar com o Senhor na noite desta quinta-feira, 14/08/2008, a irmã Albertina Barreto, pioneira das Assembléias de Deus em Pernambuco e fundadora dos Círculos de Oração, trabalho que hoje ultrapassou barreiras geográficas e denominacionais e que acontece em quase todas as igrejas pentecostais.

Aos 94 anos, estava enferma, porém muitíssimo lúcida e ainda ativa nos trabalhos. Deixa-nos um legado de dedicação à Obra e uma grande lacuna na Igreja Evangélica Assembléia de Deus em Pernambuco.

O sepultamento aconteceu hoje, 15/08/2008, por volta do meio-dia, no Cemitério de Santo Amaro, Recife/PE, e apesar da divulgação escassa e do pouco tempo para os preparativos, vimos a presença de muitos irmãos, dirigentes e componentes de círculos de oração, companheiras de trabalho da irmã Albertina, pastores, autoridades civis e uma caravana de João Pessoa/PB.

Leia um breve relato da história dos Círculos de Oração publicado no "Mensageiro da Paz" em 2006, trabalho iniciado em 06 de Março de1942, pela irmão Albertina Barreto na Congregação de Casa Amarela:


O CÍRCULO DE ORAÇÃO

A chave da vitória na vida do crente está na oração. Por isso, o Círculo de Oração, um dos ministérios mais importantes da Assembléia de Deus, é adotado em todas as Assembléia de Deus no Brasil e em outros países, como Estados Unidos, Japão e Argentina. O trabalho fundado pela pernambucana Albertina Bezerra Barreto, 92 anos, é um marco na história das Assembléia de Deus no Brasil.
Convertida aos 13 anos, irmã Albertina não imaginava que através da vida de sua filha o Senhor colocaria em suas mãos um trabalho tão importante. A filha Zuleide nasceu com uma deficiência que a impedia de andar. Durante sete anos, ela recorreu aos melhores médicos em Recife e João Pessoa (PB). A procura de nada adiantava, pois os especialistas davam apenas um diagnóstico: a menina não viveria até os oito anos.
No entanto, o que aqueles médicos não sabiam era que irmã Albertina conhecia o Médico dos médicos, o Senhor Jesus. Durante um culto de domingo, ela foi tocada pelo Espírito Santo a convidar algumas irmãs da igreja para ajudá-la em oração. Sete delas se propuseram a ajudar e o primeiro encontro aconteceu na quinta-feira seguinte. Naquele momento, dia seis de março de 1942, nascia o Círculo de Oração.
O nome foi escolhido a partir de um folheto que a irmã Albertina havia lido onde dizia, ilustrativamente, que a oração era como um círculo nos Céus. "Enquanto orávamos, lembrei-me dessa mensagem e disse: 'Vamos circular os céus com as nossas orações'. E isso aconteceu, não só em Recife, mas em todo o Brasil", alegra-se irmã Albertina.
O trabalho passou a ser conhecido e a cada semana aumentava o número de pessoas na congregação do bairro Casa Amarela. Irmã Albertina conta que, por muitas vezes, não conseguiam terminar o trabalho, tamanha era a alegria e a presença do Senhor naquele lugar. "As reuniões eram tão alegres que começávamos às sete horas da manhã e terminávamos às cinco da tarde. A gente não tinha vontade de sair de dentro da igreja", atesta.
O propósito inicial era fazer uma trabalho de oração buscando a cura da filha Zuleide. Irmã Albertina conta que não imaginava que aquela primeira reunião de oração se transformasse no que é hoje. Ela relembra o que o Senhor lhe falou naquele dia: "Era isso que eu queria que tu fizesses, era isso que exigia de ti.
Porque através de sua filha vou fazer uma grande obra. É tão grande que não imaginas", repete irmã Albertina, reiterando que a menina a qual os médicos sentenciaram que só viveria até os oito anos viveu até os 49. "O meu pensamento era que Jesus ia curar a menina e o trabalho terminaria ali. Mas o Senhor orientou-nos, cumpriu suas promessas e abençoou nossas vidas. E se Deus não tivesse abençoado, e se não fosse da sua vontade, o Círculo de Oração não existiria até hoje", declara.

FRUTOS DA ORAÇÃO

Depois da abertura do trabalho no bairro de Casa Amarela, irmã Albertina e seu esposo, Florismundo Montenegro Barreto (falecido em fevereiro de 1995) foram para João Pessoa. Ali também ela iniciou o trabalho e durante 14 anos foi diretora do Círculo de Oração na capital paraibana, além de ter sido convidada para abrir os trabalhos em Belo Horizonte, Salvador e muitas igrejas no exterior. "Agradeço a Deus por ter me escolhido para ser fundadora do Círculo de Oração. Poderia ter sido qualquer outra pessoa, mas o trabalho é de Deus e Ele tem cumprido suas promessas na minha vida", declara.
Irmã Albertina conta que logo no início do trabalho em João Pessoa, o pastor perguntou se as irmãs do Círculo de Oração poderiam ajudar no sustento de um pastor que estava em Cajazeiras, interior do Estado. Na época, o valor da ajuda seria de 50 mil réis e a igreja daria o restante. As irmãs se comprometeram a arcar com o valor total de 100 mil réis. "Convocamos as irmãs para orar em favor dessa causa.
Deus abençoou de maneira grandiosa e nunca mais faltou dinheiro", assegura ela, lembrando que a oferta do Círculo de Oração do templo-central em Recife é equiparada à do Círculo de Oração em Casa Amarela. "Isso também é resultado de intercessão", afirma.
Depois de 14 anos na Paraíba, voltou a Recife, onde continua à frente do Círculo de Oração em Casa Amarela. Essa segunda fase como dirigente já tem quase 40 anos. Totalmente ativa na obra do Senhor, todas as semanas, às quintas-feiras, ela dirige o trabalho que reúne centenas de pessoas para interceder a Deus.
O segredo de tamanha disposição? Albertina ensina que está em buscar a Deus. "A oração é a principal. O próprio Jesus, que teoricamente não precisaria orar, por ser o Filho de Deus e ter comunhão direta com o Pai, orava e foi quem mais ensinou sobre a oração. As pessoas precisam ter consciência da importância e da necessidade da oração", ensina ela.
Nestes anos todos, são muitos os milagres realizados por Deus, entre eles, o da cura de uma menina cega e paralítica de nascença, e de duas mulheres. Uma foi curada de tuberculose e a outra, que sofria de um grave problema na coluna, já tinha sido submetida a 19 cirurgias e estava desenganada pelos médicos.
Testificando das bênçãos do Senhor, imã Albertina revela a promessa de Deus sobre esse trabalho. "O Senhor disse que meus olhos iriam ver o resultado do trabalho. 'Vou fazer o que tenho prometido, vou curar muitos, batizar muitos'", relembra, destacando que muitas das irmãs que começaram o trabalho com ela já foram recolhidas pelo Senhor. "Hoje, fico vendo as fotos e relembrando daquelas servas que o Senhor levou. Daquele grupo que iniciou, só eu ainda estou aqui. Vejo o cumprimento da Palavra de Deus, da sua fidelidade. Compreendemos que Ele faz como quer e usa quem quer", declara.
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