segunda-feira, 8 de abril de 2013

Coral Juvenil Amisadai - 35 anos de louvor ao Todo Poderoso Deus

Amisadai - Fevereiro/2013
As festividades do Jubileu de Ouro das Assembleias de Deus em Pernambuco (1968) impactaram a sociedade recifense e a Igreja como um todo. Analisando o históricos dos coros jovens que ainda restam em nossa igreja, percebo que, da realização daquele evento, com seu esplendido grande coral formando a bandeira de Pernambuco, foi um grande estímulo para a organização de Corais da Mocidade em todo o Recife.

Há registros escritos de que, por volta de 1973, o maestro Euclides Ferreira, de saudosa memória, já ensaiava o Coral da Mocidade de Casa Amarela. Era um grupo informal que se reunia para ensaio mensal exclusivamente para cantar nos Cultos da Mocidade - como eram então chamados os cultos mensais que a Campanha Evangelizadora rende ao Senhor. Frise-se que a Campanha era denominada simplesmente de “Mocidade” por ser composta quase que totalmente por jovens.
Amisadai sob a regência de Débora Ferreira
Ocupadíssimo com a direção de vários outros coros na Região Metropolitana, o irmão Euclides deixou os ensaios, sendo substituído por outros irmãos que, todavia, não duraram muito tempo na condução do grupo, levando à finalização deste projeto em 1976.

Em maio de 1977, o Ev. Salatiel Rosa (in memorian) em conjunto com outros irmãos, dentre os quais os Presbíteros José Pereira da Silva e Antônio José – ambos in memorian – pediram a uma talentosa jovem que aqui congregava, por nome de Débora Ferreira, filha do saudoso regente Boanerges Ferreira, que reativasse o Coral da Mocidade.

Ela já ensaiava um famoso grupo vocal autônomo, formado pelas Famílias Marques e Ferreira (filhos do lendário Pb Antonio Marques e da família do irmão Boanerges) e que cantava em casamentos e eventos especiais nesta e em outras denominações. A ideia era reunir os jovens desta congregação e integrar o Vocal à igreja para formar um novo Coral da Mocidade

Amisadai na Praça do Derby
Assim, após um período de três meses de oração e outros três meses de ensaios realizados na congregação de Mandacaru, período utilizado pela irmã Débora para uma seleção criteriosa, foi oficialmente inaugurado no dia 25/12/1977 o Coral da Mocidade de Casa Amarela. A primeira música apresentada foi o "Antífona", nº 001 do hinário Cantor Cristão.

O Culto foi conduzido pelo Ev. Salatiel Rosa dos Santos e o Pr Presidente, Pr José Leôncio da Silva, esteve presente fazendo a oração de inauguração do Coral e deixando uma fervorosa palavra no baseada no Salmo 149.6
Amisadai - 20 anos  (regente Débora Ferreira)
Foi um início magnífico! Lá pelos anos 1980, das galerias do templo, a multidão acorria aos parapeitos todas as vezes que o coro ia cantar. Formavam à frente do púlpito e o repertório incluía as imortais canções dos grupos "Ligados", "Coral da AFE", "Som Maior", "Elo", "Integração" e dos corais americanos da Lillenas Publishing House, tais como "Porquê nasci?", "Olhai além", "Meu Deus é bem capaz", "Em Jesus amigo temos", “Calmo, Sereno e Tranquilo”, “Não Vai Tardar” e a inesquecível "Quero ser como Cristo", que o coral nunca terminava de cantar, pois invariavelmente era tomado de muita comoção e com eles, toda a congregação também chorava muito. Por isso mesmo era a música sempre solicitada todas as vezes que o coro estava formando, especialmente em dias de Santa Ceia. Bilhetes sempre eram dirigidos ao púlpito pedindo para que o coro a apresentasse mais uma vez.
Amisadai - 25 anos (regente Silvio Araujo)
Entre os últimos anos da década de 1980 e o início dos anos 1990, o coro foi renovado não somente em material humano mas também em estilo, adotando o repertório baseado no "Grupo Prisma", muito em voga na época. A música mais apresentada era “Um Milagre, Senhor”, cujo solo era feito pela irmã Débora Ferreira. Nesse período o coral adotou o nome de Coral Juvenil Amisadai.

Amisadai era o nome de um dos príncipes de Israel, cujo significado é “Aliados ao Todo-Poderoso” conforme texto de Nm 7.71.
Amisadai - 30 anos (regência de Eudes Santos)
Após 20 anos à frente do coro, a irmã Débora seguiu com seu esposo e filhas para o desafio pessoal de fazer missões interculturais, primeiro indo para a França e depois para Portugal, onde se fixaram.

Assim foram regentes do Amisadai desde a inauguração:

Débora Ferreira (12/1977-09/1998)
Marcos Barbosa (10/1998-10/1999)
Silvio Araujo (11/1999-01/2007)
Eudes Santos (02/2007-02/2011)
Rogélio Silva (02/2011-06/2012)
Silvio Araujo (07/2012 - ...)
Amisadai 2012 sob a regência de Rogélio Silva
O coro que hoje se apresenta é formado quase que totalmente por uma nova geração, a maioria saída da União de Adolescentes Kerigma diretamente para o Amisadai em setembro/2012. Apesar do pouco tempo de convivência, estes jovens encararam com dedicação o desafio de representar 35 anos de história do Coral Juvenil Amisadai.
Amisadai 2006 - Regente Silvio Araujo
O Amisadai está entre os três mais antigos coros de jovens em atividade em nossa igreja no Recife (Olinda 7º RO e Cajueiro Seco são mais antigos. E UR 1 tem a mesma idade, com diferença de meses), tendo alcançando no passado um lugar de destaque. Já se apresentou na TV Universitária e no Teatro Santa Izabel representando a Igreja. Além disso, realizou várias cantatas e cultos nas ruas e praças do centro do Recife, comissionados pelo Ministério da Igreja. Anualmente, durante o período de carnaval, organizava viagens missionárias ao interior do Estado, notadamente agreste e sertão. Visitaram dezenas de cidades com um resultado de muitas centenas de conversões. De tudo isso dava testemunho sempre o Pr José Pereira da Silva (in memorian). .
Ainda hoje é muito conhecido e apesar da este tipo de coro ser cada vez mais raro na AD em Recife, os Aliados ao Todo-Poderoso seguem louvando a Majestade Santa, servindo à igreja e anunciado que só Jesus Cristo salva, cura e batiza com Espírito Santo.

Um comentário:

Pandora disse...

Parabéns ao coral juvenil, é raro qualquer coisa hoje em dia ser tão perene, seja ela ligada a igreja ou não.

Momento comentário fútil: interessante perceber como aquilo que é socialmente adequado a uma jovem assembleiana vesti mudou ao longo do tempo... faz pensar que um dia as moças poderão usar calças sem maiores problemas.

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