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segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Costumes da Igreja de outros tempos - 8

Dar oportunidade para a audiência solicitar os hinos da Harpa Cristã a serem cantados no início do culto.
Nem sempre havia maestros nos cultos e geralmente o dirigente perguntava à Congregação "qual o hino?" e os irmãos a reagir mais rápido ou os que falavam mais alto tinham seus pedidos atendidos. 
Uma dificuldade era quando muitos pediam ao mesmo tempo e então alguns dirigentes enfileiravam os hinos, outros ignoravam alguns dos pedidos. Quando o dirigente ou a congregação desconhecia o hino vencedor, poucas vozes acompanhavam os cânticos.
Este hábito de oportunizar pedidos de hinos se dava mais em cultos reservados como o de oração e de doutrina (chamado antes de culto de instrução). Não era comum em cultos dominicais e públicos, onde os dirigentes escolhiam os hinos de acordo com o caráter do culto (sempre evangelísticos) e onde sempre havia regentes e organistas à postos.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Alerta de chuvas fortes em Recife

Um novo alerta meteorológico, com previsão de chuva forte a moderada, foi emitido, nesta segunda-feira (1º), pela Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), deixando em estado de atenção a população da Região Metropolitana do Recife.
De acordo com o órgão, a onda de Leste, que se aproxima de Pernambuco, ocasionará um quadro de instabilidade acima da média e em diversos pontos os acumulados devem ultrapassar a marca de 30mm.

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sexta-feira, 17 de maio de 2013

Muita chuva no Recife


Galeria postada no NE10
Recife amanheceu literalmente debaixo dágua. Com as fortes chuvas desta madrugada, a cidade viveu uma manhã de caos e de cenas inusitadas como pescarias, jacarés, e crianças improvisando parque aquático.

Também houve pavor com quase todos os canais que cortam a cidade transbordando, o deslizamento de barreiras, falta energia e queda de árvores, além do engarrafamento sem fim. A água também invadiu estações do metrô Barro e Joana Bezerra e também os túneis da zona sul.

De acordo a Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), durante esta madrugada o Recife registrou precipitação de 140 mm, o que equivale a 40% do total previsto para o mês inteiro de maio. “Toda a Região Metropolitana registrou chuva acima de 30 mm, que é considerada forte. Paulista teve 52 mm, Igarassu 42 mm e Camaragibe, 60 mm, por exemplo”, afirmou o meteorologista Roni Guedes ao Portal G1.

E a previsão é de mais chuvas até domingo.

Fotos NE10

Passageiros tiveram dificuldades para entrar na estação Joana Bezerra (Foto:Catharine Emanuele / Facebook)



Estudante finge ser pescador e procura por peixinho no alagamento (Foto: Guilherme Domingos / Facebook)

No Pina, moradores aproveitaram o mar instaurado na via para brincar na água (Arthur Régis / Facebook)

Na Caxangá, moradores encontraram um jacaré no meio da Avenida alagada (Foto: Rosário Ferreira / Facebook)

terça-feira, 9 de abril de 2013

Sancionada, com exceções, lei que obriga rádios a tocar frevo diariamente

RECIFE - Apesar de no Projeto de Lei não haver nada sobre exceções, o vereador informou que a Lei Momento do Frevo não se aplica às emissoras com fins religiosos ou puramente noticiosos, a exemplo da Rádio CBN. "Não tem sentido eu querer ouvir frevo na rádio religiosa. E a proposta da CBN é notícia. Mas se um dia ela vier a tocar músicas, terá que obedecer à Lei. É algo que vai se adaptar sem nenhuma dificuldade", afirma o parlamentar.
Leia matéria completa AQUI

terça-feira, 12 de março de 2013

Aniversário de Recife e Olinda


Hoje a capital pernambucana comemora, junto à sua cidade-irmã Olinda, mais uma aniversário. São 476 anos de Recife e 478 de Olinda. Oremos por essas cidades, por seus legisladores e governantes.


E procurai a paz da cidade... e orai por ela ao SENHOR; porque na sua paz vós tereis paz. 

Jeremias 29:7


quinta-feira, 7 de março de 2013

A invasão dos prédios

Vista do Alto Mundo Novo - Imagem by Google 12/2011
Lembro que, quando menino, subia o Alto 13 de maio e de lá via os aviões descerem até quase tocar a pista do Guararapes. Via muito mais. Os municípios vizinhos se revelavam à noite por um amontoado de luzes no horizonte, Camaragibe, Olinda (altos), Jaboatão (URs), o mar...

Hoje, subindo a ladeira, o panorama é diferente. Há uma nítida invasão de prédios que marcham impolutos em direção ao subúrbio ocultando a vista do horizonte.

Se por um lado há maior oferta de imóveis e estabelecimento de novos comércios, por outro, há um tumulto crescente com mais automóveis, menos lugares nos ônibus, mais trânsito engarrafado, mais esgotos estourados, maior valorização do m², menos áreas verdes, mais calor, menos mangueiras, menos espaços nas calçadas, mais filas, menos memória.

Somente no entorno do Mercado de Casa Amarela, cerca de 30 construções de grande porte podem ser contadas, fora as tradicionais casas e casarões que já estão desocupados e até em demolição, à espera do início de mais uma obra.

Nada contra o progresso ou a modernização. A paisagem da foto até ficará mais elegante, todavia, a questão é outra.

O perfil do bairro e adjacências muda, mas muda de forma desordenada pois não há um estudo de impacto nem melhorias urbanas pensadas para o futuro. Os governos se sucedem e nada de novo acontece.

Quem, ao comprar imóveis nos primeiros prédios construídos nesta recente leva de empreendimentos buscou a tranquilidade do subúrbio, com suas tradicionais ruas arborizadas, quintais cheios de fruteiras e ambulantes que ainda vendem frutos e raízes à moda antiga, está percebendo agora uma nova corrida como a que aconteceu nos anos 30 e 40 do século XX, quando o Programa de Erradicação dos Mocambos e a Liga Social Contra o Mocambo empurrou para Casa Amarela (Areia Branca, Alto do Mundo Novo, Morro do Arraial e demais morros) um contingente de "desabrigados" que aqui começaram a erguer suas casa no meio dos matos e restos do Engenho São Pantaleão do Monteiro, junto a nascentes de águas (como as do Córrego do Botijão e no Vale do Mundo Novo) e próximo à linha dos trens e bondes até tornar-se, décadas após, no maior bairro do Recife, quase município, com projeto para emancipação vetado nos anos 1980 e depois, como que por castigo, dividido em 10 outros pequenos bairros.

O resultado é que aqui teremos em breve um caos estabelecido no caos maior em que está se tornando o Recife, pois a demanda por serviços aumenta exponencialmente e a oferta e ofertantes tendem a se estabelecer de forma incompatível com política engessada da urbis, assim, atravessando a Lei e construindo-se, tacitamente, um outro modo de favela.

Condomínio na Macaxeira - Imagem by Google 12/2011
Mas ainda vejo outro tipo mudança: esta diz repeito à vida espiritual. Com a verticalização das moradias, mais difícil é o acesso à evangelização porta-a-porta, que, paradoxalmente, iniciou-se organizadamente em nossa igreja exatamente aqui em Casa Amarela, com a Campanha Evangelizadora. Da guarita poucos passam para o enfurnamento que é o mundo dos condomínios privados.

É o tempo de todos testemunharem onde estiverem. De se buscar e usar todas as demais formas de comunicação (enquanto é tempo).

Novos tempos, novos desafios para a Igreja e para o cumprimento do "Ide" de Jesus Cristo.

Para saber mais:
FALCÃO, Joaquim de Arruda & SOUZA, Maria Angela de Almeida (1985) Mocambos do Recife. O Direito de Morar in Ciência Hoje. Especial Nordeste. Revista da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência – SBPC, vol. 3, n.º 18, maio-jun, p.74-80
CAVALCANTI, Daniel, Uchoa. Alagados, Mocambos e Mocambeiros. Recife: Instituto Joaquim Nabuco de Pesquisa Social / Imprensa Universitária. 1965
Ambos disponíveis em partes ou citações em consultas na internet.

segunda-feira, 4 de março de 2013

Costumes da Igreja de outros tempos - 7

Continuando a série, era costume não só da nossa igreja mas de grande parte das denominações, especialmente nas congregações de subúrbio, separar os assentos de homens e mulheres.
As bancadas das mulheres eram sempre mais numerosas do que aquelas destinadas aos homens.
Lembro que na AD de Casa Amarela, o local dos homens era do lado direito de quem entrava no templo sendo que nas antigas galerias daquele santuário não havia distinção de lugares.
Nas décadas de 80/90, na pequena congregação do Cór. Botijão, os homens sentavam à esquerda;

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Recife - Uma Câmara mais feminina e evangélica


Por Ana Luiza Machado - DP

Renovação no Legislativo municipal foi de 40,5%. Ao todo, 24 vereadores foram reeleitos

Com duas cadeiras a mais, a Câmara do Recife receberá, em 2013, 15 novos vereadores. Vinte e quatro dos 37 eleitos com mandato até dezembro deste ano conseguiram se reeleger. O decano Liberato Costa Júnior (PMDB) e Romildo Gomes (PSD) optaram por não disputar as eleições. Ainda que o número de cadeiras não tivesse sido alterado para 39, o percentual de renovação destas eleições (40,5%) seria inferior aos 47% de 2008.

Pela segunda vez consecutiva o vereador mais votado foi o peemedebista André Ferreira, com 15.776 votos, 659 a mais do que os conquistados nas eleições de 2008. A família Ferreira não é novata em disputas eleitorais e sempre teve votações expressivas na cidade. O pai, Manoel Ferreira (PR), teve sete mandatos na Assembleia Legislativa e o irmão, Anderson Ferreira (PR), foi eleito deputado federal em 2010 com 48 mil votos, 20 mil só no Recife. O jingle considerado “chiclete” porque gruda da memória dos eleitores e ressalta o número do vereador foi mantido nesta campanha. A inovação da campanha do peemedebista foi uma miniatura em 3D.

Rumo ao terceiro mandato, André Ferreira compõe a bancada de evangélicos que passou de seis para oito integrantes. O reforço será dado pela Missionária Michelle Collins (PP), esposa do pastor e deputado estadual Cleiton Collins (PSC), e pela “irmã Aimée” (PSB), membro da igreja Assembleia de Deus. As duas ficaram entre os 10 vereadores mais votados. “Atribuo a minha vitória, primeiramente a Deus, e ao reconhecimento do povo ao nosso trabalho, que não é feito só em período eleitoral, mas durante todo o mandato”, comemorou André Ferreira.

A bancada feminina na Casa José Mariano também cresceu. Antes contava com quatro mulheres, agora terá seis. A médica e vereadora Vera Lopes (PPS) não conseguiu se reeleger, a legenda foi ocupada pelo ex-deputado federal Raul Jungmann, mas três novatas farão companhia às reeleitas Priscila Krause (DEM), Aline Mariano (PSDB) e Marília Arraes (PSB).

A líder da oposição na Câmara, Priscila, com toda a dificuldade que a sigla está enfrentando para se manter na cidade, foi, entre as mulheres, a mais votada (13.386 votos) e a terceira com maior votação entre 39 vereadores. “Eu vejo esse resultado com muita humildade e gratidão. Meu compromisso será de muito mais trabalho e fiscalização agora. O perfil de uma imensa maioria governista não mudou na Câmara. Vou enfrentar a mesma dificuldade que enfrento há oito anos”, disse emocionada a democrata.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Concerto de membros da Orquestra Sinfônica para paciente terminal, ex-morador de rua do Recife.

Seu David, 57, passou 40 anos nas ruas do Recife e se revelou profundo conhecedor de música clássica, encantando médicos e voluntários


Por Ed Wanderley - Diário de Pernambuco

Foi nas ruas que chamou de casa que Seu David descobriu a música clássica. Um acorde descoberto a cada esquina. Paixão capturada em fitas K7, que carregava consigo. Quando estabeleceu 'morada' mais fixa, ao redor do Camelódromo e do Mercado de São José, no centro do Recife, viu a coleção crescer. Os vinis, recebidos por amigos comerciários da área, admiradores do "homem da Enciclopédia Barsa". Toda lida! David Wilibaldo de Luna, aos 57 anos, vem se acostumando a impressionar quem acompanha sua passagem pelo mundo. Ex-morador e artista de rua, ele ocupa o leito 2 da Casa de Cuidados Paliativos do Hospital Pedro II, no Recife. Onde deveria ocupar-se apenas em combater o câncer, que agarrou seus pulmões e tomou-lhe os ossos, deu aulas de música, cultura, história mundial mesmo a quem tinha como cargo apenas dar-lhe conforto para esperar o inevitável. Com simplicidade, transmitiu seus valores, conquistando outros pacientes, voluntários e equipe médica. O retorno veio em forma de reconhecimento. Depois de ganhar a primeira exposição de seus quadros e o primeiro bolo de aniversário de sua vida, Seu David empresta seu nome a uma composição original, no estilo clássico, a exemplo de seus ídolos Vivaldi, Beethoven e Strauss. Ontem, sentou na primeira fila para ver o concerto "David Davida", realizado por integrantes da Orquestra Sinfônica do Recife, em sua homenagem, no hospital que fez de última casa.

O estudo, concluído apenas até a segunda série, e a falta de teto desde os 17 anos não impediram a qualidade de sua apreciação. A cada movimento de violoncelo e reverência do clarinete, uma reação com as mãos, dedos em riste, acompanhando a assinatura sonora de cada estrofe. O ouvido, apurado, foi acostumado a esse tipo de composição por ficar dia e noite grudado ao rádio de pilha sintonizado na Rádio Universitária, desde 1974. Os olhos, perdidos numa viagem própria e pessoal, davam margem ainda maior ao largo sorriso aberto ao final de cada canção. "Esse é Chopin. Um dos 63 grandes compositores mundiais", identifica, com naturalidade. "De brasileiro mesmo, só Villa-Lobos e Carlos Gomes", completa.

Há quatro meses, Seu David rejeita o próprio fim, ignorando-o. Não fala da doença, desenvolvida pelos anos em que fez de melhor amigo, um ou outro cigarro. Foi um dos 17 em cada 20 fumantes que sucumbe às consequências maliciosas da nicotina. Sabe que engrossará as estatísticas que, friamente, revelam que 12% de todos os homens acabam padecendo do mesmo tipo de câncer com o qual tem que lidar todos os dias. A dor, tenta esquecer, com o auxílio, a cada duas ou mais horas, de doses cavalares de morfina, 36 vezes superiores às ministradas em uma cirurgia comum. O ar, mal puxa sozinho. O barulho do respirador passa a lhe fazer companhia nos momentos de inconvenientes silêncios que sempre convida a repensar as escolhas de uma vida marcada por privações que lhe foram impostas.

Seu David é apenas um dos rostos que ignoramos todos os dias nas ruas. Um pernambucano, da cidade de Escada, zona da Mata, entre os pouco mais de 440 mil que não dispõem de um teto fixo ou refeições regulares. Ele dá nome e forma a um abandono. Um preconceito que dá como certo o destino de toda uma população: sobreviver sem educação ou qualidade de futuro. É também uma exceção. Não pela inteligência que impressiona ou opinião sobre política e economia que desafia a compreensão, mas por ter nome e imagem reconhecida e tratada enquanto gente em uma realidade desumana que mal permite olhar o próximo.


Ouça parte do Concerto AQUI

O concerto "David Davida" apresentou 10 clássicos e a original, que dá nome ao espetáculo. Foram 70 preciosos minutos que dão novo significado a uma vida de 20.716 dias contados. Quando deu entrada na unidade de saúde, o artista 'não tinha jeito'. Lhe restavam poucas semanas. Cento e vinte e seis dias depois, assume como meta, chegar ao aniversário: dia 3 de novembro. Com o otimismo sorridente que cativou a todos, sem querer, se faz exemplo. Por insistir em desafiar a morte, Seu David ensina a viver...

quarta-feira, 21 de março de 2012

Zeppelin pousa no Recife - 20 de março de 1930

Zeppelin no Campo do Jiquiá - Recife
No final do século XIX e início do século XX um dos transportes aéreos que fizeram sucesso foi o Zeppelin, um dirigível rígido, inventado pelo conde Ferdinand Van Zeppelin, que possuía balões de gás não pressurizado para prover a elevação.
Zeppelin sobre o centro do Recife
E foi no dia 20 de março de 1930 que o Zeppelin, da empresa Graf Zeppelin, fez sua primeira viagem ao Brasil, chegando à cidade do Recife. Este voo iniciou uma regular e bem sucedida rota comercial entre o Brasil e Alemanha. Até o ano de 1938 o Recife foi uma das primeiras cidades nas Américas com conexão direta, isto é, sem escalas, para a Europa. 
Graff Zeppelin
No Recife, os dirigíveis pousavam na Torre Zeppelin, localizada no bairro do Jiquiá, no antigo Campo do Jiquiá. A cidade foi a base para esse meio de transporte até o ano de 1936, quando foi inaugurada no Rio de Janeiro o Hangar do Zeppelin, localizado no bairro de Santa Cruz. Com a ativação do hangar, uma linha regular de transportes aéreos que ligava Frankfurt ao Rio de Janeiro com escala em Recife. Em 1938 as operações da linha foram encerradas.
  
Curiosidade – O primeiro voo aconteceu em 1928, ligando Frankfurt a Nova York, e durou 112 horas. Em 29 de agosto de 1929, comandado por Hugo Eckener, completou o primeiro voo em redor do mundo ao aterrissar em Lakehurst, Nova Jersey, nos Estados Unidos da América. Essa epopeia ao redor do mundo durou 21 dias, iniciada em 8 de agosto, durante os quais percorreu 34.600 km. Saiu da Estação Aeronaval de Lakehurst , estado de Nova Jersey, nos EUA, atravessando o Oceano Atlântico e fazendo sua primeira escala em Friedrichshafen, na Alemanha, depois cruzou a Europa, sobrevoou os Montes Urais e atravessou a Sibéria até alcançar Tokio, onde fez escala. Posteriormente cruzou o Oceano Pacífico rumo ao Estados Unidos e, em 26 de agosto, depois de 79 horas e 22 minutos de navegação, aterrissou em Los Angeles, Califórnia. Finalmente, em 29 de agosto, retornou a Estação Aeronaval de Lakehurst, seu ponto de partida. Apesar desse primeiro voo (partida e chegada) ter sido nos Estados Unidos, todos os outros fizeram rota via Brasil.

O Graf Zeppelin sobrevoa a Ilha de Santo Antônio, no Recife.
Recife era a única escala do Zeppelin antes de chegar ao Rio de Janeiro. Algumas vezes sobrevoava Salvador, onde carga e correspondência eram baixadas por cordas, mas ele não chegava a pousar.
A única torre de atracamento de Zeppelins do mundo está em perfeito estado de conservação no bairro do Jiquiá, Recife/PE. A Torre do Campo do Jiquiá, como é conhecida, é a mesma desde 1930. Passou por restaurações na década de 80 e em 2005. Está aberta à visitação e recebe muitos turistas, especialmente alemães.
Fonte: Bloguito
Fotos: Internet

quinta-feira, 5 de maio de 2011

A invasão das águas



Recife nublado

Chegou repentinamente, invadindo o espaço. Tomou conta do azul puríssimo que víamos ha alguns dias na imensidão. Muito calor fazia aumentar o comentário de que viria um aguaceiro, mas foi tão rápida a instalação das nuvens que duvidávamos. Talvez fosse apenas uma dessas tempestades de verão, forte mas passageira.


O exército de nimbos e cúmulos se agigantava entre o ribombar de trovões e o lampejo de relâmpagos. Parecia uma invasão militar. O dia todo, ou mais precisamente, a partir da tarde do dia 03/04, esses tanques foram se juntando e tomaram a visão, porém, nada de chuva. Era só a preparação.

Chuva chegando a Caruaru

No dia seguinte, muita água e de uma só vez. Os relâmpagos e trovões enterravam definitivamente a esperança de sol tão breve. O Recife se rendeu ao aguaceiro e assim ficou prostrado por 31 dias, sob tiroteio incessante de grosso clibre de águas, muita água. Alguns dias forma sem trégua: manhã, tarde, noite, madrugada, manhã, tarde, noite...

Fotos DP

O dilúvio de abril foi de mais de 100% superior á média histórica. Foram impressionantes 650mm de chuvas somente neste mês, o maior volume desde 1978 e o mês de maio segue no mesmo ritimo: somente nos cinco primeiros dias de maio já choveu mais que o equivalente esperado para todo mês, mais de 340 mm.

Finalmente, depois de muito estrago, uma pausa. Seria para recarregar? Alguns especialistas da Apac e Lamepe dizem que sim. O pior parece ainda não ter se passado.

Fotos DP

Se assim for, Recife que já é conhecida como a Veneza Brasileira por sua quantidade de rios, canais e pontes (só na região central são 39 pontes e 50 canais), juntando-se ao fato de em alguns locais estar a 3m (três metros) abaixo do nível do mar, só será visitada de navio ou jangada.

Rogamos as orações de todos não só pelos recifenses, muitos deles habitantes de morros com suas barreiras e também ribeinhos, como pelos interioranos, especialmente os da região sul do Estado (Palmares, Água Preta, Rio Formoso etc). São 45 cidades inundadas. Muitos de nossos irmãos em Cristo estão sofrendo e isto apenas 10 meses depois da castatrofe que se abateu sobre a zona da mata sul.
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