terça-feira, 8 de novembro de 2011

A Rede Social


A Rede Social (The Social Network) é um filme norteamericano lançado em 2010 e que ganhou 3 prêmios Oscar dentre suas 8 indicações. Com um bom elenco, o filme conta a intricada história da criação do Facebook, a rede social que mais cresce no mundo, e de seu principal idealizador, Mark Zuckerberg e também demais personagens diretamente envolvidos na formação deste império, inclusive um brasileiro.

A idéia da network surgiu numa noite em que Zuckerberg estava completamente embriagado, após o rompimento de relações com a namorada. Inicialmente pensado para ser uma espécie de arma de retaliação, a rede “FaceMash” foi ao ar de forma pirata, como lugar onde os rapazes da Universidade de Harvard dariam opiniões sobre a beleza das alunas (as fotos também foram hackeadas), derrubando os servidores de Harvard e provocando a caos em vários serviços. Zuckerberg foi punido com um semestre de suspensão, mas a idéia se popularizou e migrou para o campo das grandes criações.

Passou a se chamar TheFaceBook e com o novo propósito de integrar o corpo discente de Harvard e daí a pouco, outras universidades do mundo abraçaram a idéia. Isto não aconteceu sem pouca intriga e com muita falta de ética, trapaças e golpes baixos entre o quinteto fundador do Facebook, o que rendeu a Mark Zuckerberg posteriormente inúmeras ações e acordos na cifra dos bilhões de dólares. Nada que abalasse o e jovem mais rico do mundo dos dias atuais, com uma fortuna avaliada em US$ 17,5 bilhões, aos 26 anos de idade.

O filme leva à reflexão sobre a popularidade das Redes Sociais, seus aspectos positivos e evidentemente, os negativos.

A começar pelos propósitos, há muito de podre na rede (a idéia original do Facebook e do Orkut, os mais conhecidos no Brasil, não era o intercâmbio de pessoas pelo mundo). Esses lugares, com suas comunidades abarrotadas de gente em busca de popularidade, viraram fonte de exposição íntima, pedofilia, bullyng, promiscuidade, disseminação de ideologias, guetos, apologia a drogas, terrorismo, nazismo, spamers, hackers dentre outros.

O tempo que se perde cultivando Hi5, Orkut, Facebook etc tem sido alvo de estudos, por levar ao isolamento (!) e afastamento familiar e em alguns casos, quando acessados de empresas, à queda do rendimento profissional; Os adolescentes estão entre os que mais se expõem. São uma faixa etária por demais vulnerável.

Recentemente, reportagens baseadas em estudos do comportamento elegeram o Facebook como um dos principais motivadores de divórcio nos EUA. Outro procedimento cada vez mais notório é que as empresas estão vasculhando nas redes sociais o perfil dos pretensos candidatos à emprego para sondar-lhe o comportamento.

Algumas revoluções ou manifestações populares e políticas se notabilizaram por serem arregimentadas exatamente através das networks, notadamente em países com restrições ou pouca liberdade de expressão, o que não posso classificar como um bom ou mau ato, senão que as redes sociais foram decisivas para isso.

Outro fator importante é que, sinceramente, a maior parte do que é postado não tem a menor relevância cultural, didática, educativa ou mesmo importância. Produção negativa.

Por outro lado, algumas ONGs tem se utilizado das redes sociais para promoção de eventos filantrópicos e há uma outra campanha importante ou canal que mereça atenção como exercício de solidariedade e cidadania.

Grandes empresas e agremiações também aderiram à moda e mantêm espaços para relacionamento com funcionários, clientes, fornecedores e afins. De igual modo, profissionais de uma mesma área podem se agrupar para troca de experiências e divulgação de trabalhos. Isso sem falar que há redes especializadas em recrutar talentos através de banco de dados pessoais (currículos).  

As redes sociais podem ser um lugar agradável de encontro e reencontro de amigos, de interação social, mas a realidade está longe deste ideal, pois os aspectos negativos têm superado em muitos as poucas benesses de se manter esse hábito.

Em todo o caso, é bom pensar que as redes socias são o que as pessoas fazem delas e com elas.

Independente da análise, o mais importante para as empresas que controlam essas redes é manter o internauta conectado e gerar lucro, muito lucro.

Como crente em Jesus Cristo, que uso você tem feito das redes sociais? Ao acessar seu perfil, podemos glorificar a Deus por você se manter imune? Sua página testemunha de Cristo? Suas fotos revelam alguém nascido de novo? Você tem contribuído para a edificação e crescimento dos que lhe acompanham? Será que "a rede" apanhou você?

Um comentário:

Newton Carpintero, pr. e servo disse...

Prezamado Silvio Araujo,

A paz de Cristo, o nosso Senhor!

A bem da verdade, sabemos que antes a novela ou as novelas da TV, acabavam com a espiritualidade de muitos que se perdiam afoitos a viverem em suas vidas um personagem qualquer.

Hoje, a internet nos garante assimilarmos rapidamente o que não conseguimos absorver em tão pçouco tempo, ou seja, as 24 horas do dia e da noite.

Muitos estão se perdendo dentro desta REDE, que entusiasma com suas facilidades, e no secreto se envolve com as amarras poderosas da pornografia e da infidelidade.

É necessário que a pregação de muitos líderes, seja dirigida a esta erva daninha quando utilizada pelos cantos e às escondidas.

Muitos estão perecendo pela falta da paciência em Deus e pelo destemor que mancha a muitos ou os marca com cicatrizes disformes para o futuro da igreja.

Sigamos em frente anunciando com a certeza que muitos serão liberados desta amarra satânica.

O SEnhor seja contigo!

O menor de todos os menores.

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