terça-feira, 19 de outubro de 2010

Mexeriqueiros



Para conter o mexeriqueiro, basta não lhe dar ouvidos


Não andarás como mexeriqueiro entre o teu povo; nem conspirarás contra o sangue do teu próximo. Eu sou o Senhor. Não odiarás a teu irmão no teu coração; não deixarás de repreender o teu próximo, e não levarás sobre ti pecado por causa dele.” (Lv. 19.16,17.)


Por Luciano P. Subirá 

A ordem de Deus é clara: ninguém deve andar com mexericos no meio do povo de Deus. A definição que o Dicionário Aurélio dá de mexericar é: “Narrar em segredo e astuciosamente, com o fim de malquistar, intrigar ou enredar. Andar com mexericos; fazer intrigas”. E na definição de mexeriqueiro, encontramos o termo “leva-e-traz”, ou seja: fofoqueiro.

E a implicação espiritual desta prática não pode ser definida com nenhuma outra palavra, a não ser: pecado. Mexericar é desobedecer a Deus; portanto, é pecado e ponto final.

Mas o versículo seguinte a esta proibição divina nos revela que não peca somente o que faz o mexerico, mas também quem dá ouvidos a ele! Note a expressão: “não deixarás de repreender o teu próximo, e não levarás sobre ti pecado por causa dele”. A Bíblia está dizendo que quando alguém dá ouvidos ao mexeriqueiro, está sendo cúmplice com ele, está levando sobre si pecado por causa da outra pessoa. A única forma de não pecar junto com o que traz o mexerico, é repreendê-lo e recusar dar-lhe ouvidos.

Sempre aconselho os irmãos do rebanho que pastoreio: se alguém vem falar mal de alguém, pegue esta pessoa, leve-o até “fulano” e faça falar na frente dele. Se a pessoa aceitar, dê ouvidos e tente ser o pacificador. Se a pessoa se recusar a fazê-lo, não a ouça e repreenda-a por estar sendo mexeriqueira.

Infelizmente, a maioria não pratica este princípio, mas aqueles que o fazem têm visto que ou ganham o mexeriqueiro, tirando-o do pecado, ou no caso de não conseguirem isto, pelo menos não serão mais procurados por aquela pessoa.

O mexerico é uma voz maligna, e infelizmente pode ser encontrada em qualquer igreja.

Os estragos que ele tem causado são incalculáveis. Quanta intriga, divisão, separação, inimizades geradas pela língua que destila veneno!

O cristão tem que estar perto o suficiente da Palavra de Deus a fim de abafar esta voz. Não falo apenas de vencer a tentação de pessoalmente mexericar; mais do que isto, falo de nem mesmo dar ouvidos a um mexeriqueiro. Pois mesmo que você nunca abra sua boca contra ninguém, ainda pode pecar mexericando. Basta ser cúmplice, dando ouvidos ao que mexerica.

Não temos que controlar a vida de ninguém. Se alguém está em falha, devo admoestá-lo, uma vez que isto é um mandamento bíblico: “Irmãos, se um homem chegar a ser surpreendido em algum delito, vós que sois espirituais corrigi o tal com espírito de mansidão; e olha por ti mesmo, para que também tu não seja tentado.” (Gl. 6.1.)

Note que a Bíblia fala sobre corrigir a pessoa. Não é brigar com ela, mas falar-lhe com espírito de MANSIDÃO, ou seja, amorosamente. Mas se não falo com a pessoa que falhou, não tenho direito de sair espalhando a fraqueza dela com mais ninguém!

Se orarmos ao menos metade do que mexericamos, a Igreja será um lugar bem diferente!

Precisamos reconhecer que o mexerico é instigado por Satanás; portanto, ele não é apenas a voz de uma pessoa que está pecando, mas é uma voz maligna!

Instigado por Satanás

Quando escreveu a Timóteo, Paulo tratou da questão das viúvas, mostrando quando é que a Igreja deveria sustentá-las e quando deveria rejeitá-las, instruindo-as a casar-se novamente. E ele atribui isto a dois tipos de problemas que esta situação estava gerando; um deles era o mexerico. E ele mostra que por trás do mexerico estava o próprio Satanás, instigando-o: “Mas rejeita as viúvas mais novas, porque, quando se tornam levianas contra Cristo, querem casar-se; tendo já sua condenação por haverem violado sua primeira fé; e, além disto, aprendem também a ser ociosas, andando de casa em casa; e não somente ociosas, mas também faladeiras e intrigantes, falando o que não convém. Quero pois que as mais novas se casem, tenham filhos, dirijam sua casa, e não dêem ocasião ao adversário de maldizer; porque já algumas se desviaram, indo após Satanás.” (1 Tm. 5.11-15.)

Paulo atribui o ser “faladeira e intrigante” a seguir Satanás. É óbvio que o diabo não apareceu pessoalmente a estas mulheres mandando que fofocassem, mas fez isto de maneira invisível, pois o agir dele é espiritual; é ele que está por trás instigando o mexerico. E quando a pessoa segue este caminho, está seguindo a Satanás, pois ele é quem instiga a intriga!

Já é tempo de compreendermos a implicação espiritual do mexerico e não mais dar lugar ao diabo. Além de ser classificado como instigado por Satanás, a Bíblia ainda nos revela que o mexerico é algo que Deus abomina: “Há seis coisas que o Senhor detesta; sim, há sete que ele abomina: olhos altivos, língua mentirosa, e mãos que derramam sangue inocente; coração que maquina projetos iníquos, pés que se apressam a correr para o mal; testemunha falsa que profere mentiras, e o que semeia contenda entre irmãos.” (Pv. 6.16-19.)

Há uma outra tradução que diz no versículo 16: (...) “há seis coisas que o Senhor detesta e a sétima ele abomina”, o que dá um peso ainda maior ao que estamos dizendo, pois a sétima coisa que Salomão relaciona é: (...) “o que semeia contenda entre irmãos”.

A voz do mexerico nunca edifica ninguém. Tampouco produz unidade, harmonia, comunhão ou amor. Pelo contrário, é um instrumento de divisão, de mágoa, e muita dor. E Deus o abomina!

Mexericar é pecado. É tornar-se instrumento de Satanás. É fazer-se abominável a Deus. E mostra falta de caráter, de fidelidade ao Senhor e ao corpo de Cristo.

“O que anda mexericando revela segredos, mas o fiel de espírito encobre o negócio.” (Pv. 11.13.)

O que vê seu irmão falhar, e em vez de espalhar a quem encontra, decide guardar silêncio, é chamado fiel de espírito. Há muita diferença entre um e outro!

Precisamos aprender a guardar a nossa língua. Cresci ouvindo meu pai citar o ditado: “Quem muito fala, muito erra”. E é bíblico, pois encontramos uma expressão semelhante no livro de Provérbios que mostra as conseqüências do uso da língua: “O que guarda a sua boca preserva a sua vida; mas o que muito abre seus lábios traz sobre si a ruína.” (Pv. 13.2.)

Devemos zelar com o uso da nossa língua; Tiago disse que ela pode ser inflamada (ou instigada) pelo inferno (Tg. 3.6).

Quando escreveu aos tessalonicenses, o apóstolo Paulo chamou o “intrometer-se na vida alheia” – e é exatamente isto que é o mexerico – de um andar desordenado: “Porquanto ouvimos que alguns entre vós andam desordenadamente, não trabalhando, antes intrometendo-se na vida alheia.” (2 Ts. 3.11.)

Acostumamo-nos tanto com os mexericos, fofocas e intrigas, que ainda não tomamos consciência da gravidade deste pecado. Ao escrever sua primeira epístola, o apóstolo Pedro comparou o pecado de entremeter-se na vida alheia aos “piores” pecados que costumamos relacionar: “Que nenhum de vós, entretanto, padeça como homicida, ou ladrão, ou malfeitor, ou como quem se entremete em negócios alheios.” (1 Pe. 4.15.)

Jesus Cristo declarou que daremos conta no dia do juízo de toda palavra fútil que sair de nossa boca (Mt. 12.36). É hora de darmos um basta ao mexerico. Se o encararmos como pecado, e enxergarmos o estrago que ele tem trazido ao Corpo de Cristo, acredito que haverá peso em nossos corações ao nos envolvermos em sua prática. Caso contrário, nossa consciência permanecerá cauterizada nesta área e seremos impedidos de crescer.

Luciano P. Subirá é pastor da Comunidade Vida (SP)

A cada duas semanas, um dos sete mil idiomas registrados no mundo se extingue

Dois anos atrás, uma equipe de linguistas mergulhou nas remotas colinas do nordeste da Índia para estudar idiomas pouco conhecidos, muitos deles apenas falados e correndo o risco de desaparecer.

A cada duas semanas, em média, um dos sete mil idiomas registrados no mundo se extingue, e a expedição buscava documentar e ajudar a preservar aqueles ameaçados nessas vilas isoladas.

Os linguistas atravessaram um veloz rio das montanhas numa jangada de bambu e chegaram até a minúscula vila de Kichang. Eles esperavam ouvir as pessoas falando “aka”, uma língua bastante comum naquele distrito. Em vez disso, eles ouviram um idioma que, segundo os linguistas, soava diferente do aka assim como o inglês para o japonês.

Após uma investigação mais detalhada, os pesquisadores anunciaram na semana passada a descoberta de uma língua “oculta”, conhecida localmente como “koro”, completamente nova ao mundo de fora daquelas comunidades rurais. Enquanto o número de idiomas falados segue diminuindo, ao menos um foi adicionado ao inventário – embora o koro também esteja à beira da extinção.

“Percebemos instantaneamente” aquele idioma distinto e desconhecido, afirmou Gregory Anderson, diretor do Instituto Línguas Vivas para Idiomas Ameaçados, em Salem, Oregon.

Anderson e K. David Harrison, um linguista da Faculdade Swarthmore, foram os líderes da expedição, parte do Projeto Vozes Permanentes da Sociedade National Geographic. Outro membro do grupo era Ganash Murmu, linguista da Universidade Ranchi, na Índia. Um artigo científico será publicado pela revista “Indian Linguistics”.

Quando os três pesquisadores chegaram a Kichang, eles foram de porta em porta pedindo que as pessoas falassem em seu idioma nativo – uma tarefa não muito árdua numa vila com apenas quatro casas de bambu. As pessoas dali vivem criando porcos e plantando laranjas, arroz e cevada. Eles compartilham a economia de subsistência e a cultura com outros na região que falam aka, ou miji, outro idioma de certa forma comum.

Na varanda de uma das casas, os linguistas ouviram uma jovem chamada Kachim contar sua história em koro. Ela havia sido vendida como noiva infantil, foi infeliz em sua nova vila e teve de superar dificuldades antes de finalmente encontrar a paz em sua nova vida.

Os pesquisadores inicialmente suspeitaram que o koro fosse um dialeto do aka, mas suas palavras, sintaxes e sons eram totalmente diferentes. Poucas palavras em koro eram as mesmas em aka: montanha em aka é “phu”, mas “nggo” em koro; porco em aka é “vo”, mas em koro é “lele”. Os dois idiomas compartilham apenas 9% de seu vocabulário.

Os linguistas gravaram a narrativa de Kachim em koro, e uma equipe de TV indiana a fez repetir tudo em híndi. Isso não só permitiu que os pesquisadores compreendessem sua história e linguagem, mas chamou a atenção para as pressões culturais que ameaçam a sobrevivência desses idiomas – indo contra idiomas nacionais dominantes em escolas, no comércio e na mídia de massa.

No livro The Last Speakers: The Quest to Save the World’s Most Endangered Languages” (Os Últimos Falantes: A Jornada para Salvar os Idiomas Mais Ameaçados do Mundo - tradução livre), publicado no mês passado pela National Geographic Books, Harrison apontou que os falantes de koro “estão totalmente misturados a outros povos locais, e provavelmente não sejam mais de 800”.

Além disso, os linguistas não sabem ao certo como o koro sobreviveu por tanto tempo como um idioma viável. Harrison escreveu: “O koro não é dominante em nenhuma vila, nem mesmo numa família grande. Isso gera curiosos padrões de fala, raramente encontrados num estado estável de qualquer outro lugar”.

Por outro lado, ha cerca de 10 mil falantes de aka vivendo numa relação próxima com falantes de koro num distrito do estado de Arunachal Pradesh, onde são falados pelo menos 120 idiomas. Anderson afirmou que a coexistência de idiomas separados, entre dois grupos integrados que não reconhecem uma diferença étnica entre eles, é altamente incomum.

À medida que Harrison e Anderson expandiram sua pesquisa, comparando o koro com centenas de idiomas, eles determinaram que essa linguagem pertencia à família das línguas tibeto-birmanesas, que inclui 400 idiomas relacionados aos amplamente usados tibetano e birmanês. Porém, o koro nunca havia sido reconhecido em nenhuma pesquisa sobre as cerca de 150 línguas faladas na Índia.

O esforço para identificar “pontos importantes de idiomas ameaçados”, segundo os linguistas, é essencial para a tomada de decisões que visam preservar e ampliar o uso desses idiomas, que são repositórios da cultura e da história de um povo.

No caso dos falantes de koro, Harrison escreveu em seu livro, “embora possa parecer que eles estejam gradualmente abandonando sua linguagem, ela continua sendo o traço mais forte que os identifica como um povo distinto”.

Por
John Noble Wilford - The New York Times
Pedro Kuyumjian - Publicado em 18/10/2010 em BOL e UOL - Ciência e Saúde

Veja também
"Morre a última pessoa do mundo a falar o idioma "bo", uma linguagem de 65 mil anos".

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Cristo vem depressa - Edson Coelho

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Você sabe as notícias do dia
Você sabe as rotinas da vida
E conhece as pessoas chegadas
E as estradas que o levam pra lida
Você sabe onde trabalha
E a escola aonde estuda
Sabe até dizer quando vem chuva
No instante em que o tempo muda

Mas será que você sabe que Jesus está voltando
Que mais dia menos dia esta hora está chegando
Cristo vem depressa Cristo vem depressa
Isto eu sei de cor isto é promessa
Cristo vem depressa

Você sabe se alguém anda certo
Lá por perto do bairro onde mora
E conhece os que chegam de longe
E as pessoas que já vão embora
Você sabe falar de política
E de crenças conhece demais
Sabe tudo o que vai pelo mundo
Pois lê tudo o que vem nos jornais.

Letra e Música: Edson Coelho
Intérprete: Ozéias de Paula
Álbum: De braços abertos - 1982

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Alguém colocou as pontes




"O Senhor o protegerá de todo o mal, protegerá a sua vida. O Senhor protegerá a sua saída e a sua chegada" (Salmos 121.7-8).


Li uma historia interessante sobre uma criança que viajava de trem pela primeira vez e ouviu que teria de cruzar vários rios. Quando pensava na água, sentia-se perturbada e tinha medo. Porém, sempre que o trem se aproximava de um rio, havia uma ponte que permitia cruzá-lo com toda segurança.

Depois de passar sem problemas por vários rios e correntezas, a menina se recostou em seu assento, deu um suspiro de alívio e disse à sua mãe: "Já não estou preocupada; alguém colocou pontes em todo o caminho."

Em nossa caminhada diária encontramos diversos desafios, mas sabemos que Deus está conosco todo o tempo. Ele constrói pontes que nos livram do abismo do pecado, das correntezas do engano e das tentações.

Por onde quer que você vá, o Senhor sempre estará ao seu lado. Não podemos dizer que o nosso futuro é incerto, vivendo em angústia e depressão. Podemos alegrar-nos a cada dia, pois mesmo que venham problemas, as pontes do Senhor serão mais fortes e altas, impedindo a nossa derrota.

1 Coríntios 2.9 nos diz: "Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam." Um cântico fala sobre este versículo dizendo: "Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram o que Deus preparou para nós, um futuro certo cheio de esperança e paz, muita paz..." Deus preparou um futuro maravilhoso para nós. Não só a vida eterna, mas cada minuto seguinte está recheado de graça e misericórdia.

Mesmo que os rios perigosos apareçam, devemos olhar para Deus lembrando que estamos seguros em suas pontes. O futuro do cristão não é incerto. Nada vai impedir a ação contínua de Deus em sua vida. Tendo essa visão, a vida será vivida muito melhor e a ansiedade via desaparecer, pois o que é a ansiedade senão a preocupação com o amanha?

Portanto, sabendo que Deus cuida do amanhã, poderemos viver em paz.

Texto enviado por Ismael e Vasti - Templo Central Recife
Publicado no Lifenews Junho/2007

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Diga SIM à liberdade religiosa



A Organização da Conferência Islâmica, que compreende 57 países, sendo a maioria de população muçulmana, apresentará mais uma vez a Resolução da Difamação da Religião na Assembleia Geral das Nações Unidas, no final deste ano.

Essa resolução:

- dá ao governo o poder para determinar quais visões religiosas podem ou não podem se expressar nesses países;
- dá ao Estado o direito de punir aqueles que expressam posições religiosas “inaceitáveis”, de acordo com o que eles acreditam;
- torna a perseguição legal;
- visa criminalizar palavras e ações consideradas contra uma religião em particular, nesse caso, o Islã.
- tem o poder de estabelecer legitimidade internacional para leis nacionais que punem a blasfêmia ou, por outro lado, proíbem críticas à religião.

Muitos países apoiaram essa resolução no passado, mas alguns agora estão mudando de ideia. Este ano, existe uma possibilidade real de que ela seja derrotada. E você pode ajudar. Está na hora de mudarmos isso.
Participe da petição global realizada pela Portas Abertas Internacional e una-se a milhares de cristãos ao redor do mundo. O abaixo-assinado será entregue às Nações Unidas em dezembro deste ano.

» Como posso ajudar?
Divulgue a campanha para outras pessoas, em sua igreja, escola, faculdade, trabalho, utilizando os recursos disponibilizados em nosso site. Faça o download de alguns recursos como vídeos, apresentação em powerpoint e arquivos para marca-página e adesivo. Além disso, você pode imprimir o abaixo-assinado quantas vezes quiser e distribuir para muitas pessoas.

Preencha seus dados no formulário, que funciona como um abaixo-assinado eletrônico e ajude a mudar a história da liberdade religiosa em muitos países.



DIVULGUEM E ASSINEM. ISSO É MUITO IMPORTANTE

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Ao pé da muralha

"Respondeu Ele: não; sou Príncipe do exército do Senhor e acabo de chegar. Então, Josué se prostrou com o rosto em terra, e O adorou e disse-lhe: que diz meu Senhor ao Seu servo? "
(Josué, 5.14)

Josué havia chegado ao pé da muralha. Inexpugnável, intransponível, a muralha era o limite, o ponto final, a visão perfeita da impossibilidade - significava o fim de sua capacidade e de suas forças. E ali, diante do impossível, Josué, achacado e diminuído por aquela visão perturbadora deixava-se invadir por um tropel de sentimentos que começavam a abalar as estruturas mais profundas de sua fé.

O que fazer? O que fazer quando nós chegamos diante do impossível, o que fazer quando nós chegamos ao limite de nossas forças, o que fazer quando a única coisa que conseguimos ver é uma muralha intransponível, quando a única coisa que conseguimos divisar diante de nós é a imensidão do topo, do cimo da impossibilidade?

A Palavra de Deus nos diz que naquele momento de total insolubilidade na vida do grande líder de Israel, Deus enviou o Príncipe do Seu exército ao seu encontro (manifestação visível do Messias Prometido que haveria de vir em forma humana - Jesus Cristo). Assim, diante da grande muralha, Josué não estava só; Jesus veio ao seu encontro e se fez o Parceiro Invencível da vida.

Naquele momento, diz a Palavra que Josué levantou os olhos. Não para divisar o cimo, o topo da muralha, o tamanho do problema, a grandeza da impossibilidade, a imensidão do obstáculo, mas para ver que ao seu lado estava o Deus que desce conosco à liça de nossas batalhas.

Será que já chegamos ao pé do nosso problema insolúvel, será que já chegamos ao fim dos nossos recursos e que só temos pela frente uma enorme muralha de dificuldades? Olhamos e só conseguimos ver o impossível, o "não pode", o "não tem jeito"? E não conseguimos ter esperança, ir adiante, porque há uma MURALHA ENORME diante de nós?

Não desesperemos, a muralha pode ser grande, o exército inimigo, numeroso; suas armas, poderosas; mas a Palavra de Deus nos diz que temos ao nosso lado o Parceiro Invencível da vida – Jesus, aqu'Ele que jamais perdeu uma batalha.

Façamos como Josué: levantemos os olhos da fé; não para divisar o cimo, o topo da muralha, o tamanho do problema, a grandeza da impossibilidade, a imensidão do obstáculo, mas para ver que não estamos sós. 

Deus se fez nosso Parceiro da vida (se Deus é por nós quem será contra nós?), desceu à liça de nossas batalhas, se conjugou às nossas vidas para derrubar a muralha da impossibilidade. Portanto, tiremos os olhos da situação imediata, das circunstâncias que se agigantam diante de nós. Vamos dar nova direção ao nosso olhar, uma nova orientação às nossas emoções. Olhemos para aqu'Ele que é Maior que a sua muralha. Não desanimemos! O Príncipe do exército de Deus é o seu Parceiro Invencível da vida.

Rev. José Kleber Fernandes Calixto
Igreja Presbiteriana de Coromandel - MG

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

A questão do aborto



Nestes dias celeuma acerca dos projetos de Lei para sancionar, dentre outras, a legalização da prática do aborto neste país, segue um esclarecedor artigo de autoria do Prof. Alksandro Clemente

Numa visita ao blog da irmã Micheline Gomes ví a reprodução da lista dos deputados federais que apoiam o aborto e algumas figuras pernambucanas que estavam no rol me surpreenderam. Surpresa também é a conveniente postura da cadidata do PT à presidência que agora diz ser contra o aborto, na semana das eleições, logo ela, "mãe" do PNDH.

Seja como for, a igreja precisa altear a voz contra esta e outras práticas horrendas que atentam contra a vida, a moral, a diginidade do ser humano. Pior do que está pode até ficar, mas a Igreja tem autoridade e dever de protestar contra tudo isto e quem sabe, deter essa marcha impiedosa.

Diante de alguns programas criados para organizar e direcionar o pensamento político da igreja evangélica, algumas pessoas se opuseram com a evasiva de que tudo o que está escrito acerca das perseguições aos santos, especialmente no capítulo 24 de São Mateus, há de acontecer independente de termos ou não representantes nas esferas elevadas do legislativo.

Pois bem, eu digo que Jesus também afirmou: "Convém trabalhar enquanto é dia. A noite vem quando ninguém pode trabalhar" (S. João 9.4), portanto, não devemos cruzar os braços esperando a noite e suas proibições, mas alçar mãos ao trabalho enquanto podemos. Ser profeta de Deus e denunciar o pecado é também trabalho nosso.

A ICAR tem sido muito mais eficiente neste aspecto ao contrário de segmentos autoproclamados evangélicos como a IURD, que por seus líderes defende amplamente esta forma de infanticídio.

Nunca é demais lembrar que haverá a renovação (ou continuação) das nossas Câmaras Legislativas pelas eleições de 03/10. A formação da consciência crítica passa pela informação. Procure saber o que pensa e o que faz o seu candidato.


Tramita na Câmara dos Deputados o substitutivo ao Projeto de Lei nº 1.135/91, apresentado pela Deputada Jandira Feghali do PC do B/RJ, que visa legalizar o aborto no Brasil. O substitutivo apresentado pela deputada comunista prevê a revogação dos artigos 124, 126, 127 e 128 do Código Penal, permitindo, com isso, que seja decretada a morte do nascituro até momentos antes do parto.

O assunto é delicado e exige uma análise sobre vários ângulos: político, social, jurídico, moral, religioso, filosófico etc. No entanto, gostaria de tecer alguns comentários acerca das questões jurídicas que envolvem o tema, sobretudo no tocante ao direito à vida.

O direito à vida é um direito fundamental do homem, porque é dele que decorrem todos os outros direitos. É também um direito natural, inerente à condição de ser humano. Por isso, a Constituição Federal do Brasil declara que o direito à vida é inviolável. Diz o artigo 5º da Constituição: “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida...” (grifei).

Sabemos que todos os direitos são invioláveis; não existe direito passível de violação. Mas a Constituição Federal fez questão de frisar a inviolabilidade do direito à vida exatamente por se tratar de direito fundamental. Importante lembrar que a Constituição Federal é a Lei Maior do país, à qual devem se reportar todas as demais leis. Além disso, os direitos previstos no artigo 5º da Constituição Federal são “cláusulas pétreas”, isto é, são direitos que não podem ser suprimidos da Constituição, nem mesmo por emenda constitucional.

Não só a Constituição Federal do Brasil declara a inviolabilidade do direito à vida, como também acordos internacionais sobre Direitos Humanos que o Brasil assinou afirmam ser a vida inviolável. O principal desses acordos é Pacto de São José da Costa Rica, que em seu artigo 4º prevê: “Toda pessoa tem o direito de que se respeite sua vida. Esse direito deve ser protegido pela lei, em geral, desde o momento da concepção. Ninguém pode ser privado da vida arbitrariamente” (grifei). O Pacto de São José da Costa Rica entrou para o Ordenamento Jurídico Brasileiro através do Decreto 678/1992 e tem status de norma constitucional, vale dizer, deve ser observado pela legislação infraconstitucional.

Pois bem, se é indiscutível que a vida é um direito fundamental, e que a Constituição Federal e o Pacto de São José da Costa Rica o declaram inviolável, só nos resta saber quando começa a vida. Para isso nos valemos da ciência. Desde 1827, com Karl Ernest Von Baer, considerado o pai da embriologia moderna, descobriu-se que a vida humana começa na concepção, isto é, no momento em que o espermatozóide entra em contato com o óvulo, fato que ocorre já nas primeiras horas após a relação sexual. É nessa fase, na fase do zigoto, que toda a identidade genética do novo ser é definida. A partir daí, segundo a ciência, inicia a vida biológica do ser humano. Todos fomos concebidos assim. O que somos hoje, geneticamente, já o éramos desde a concepção.

É baseado nesse dado científico acerca do início da vida que o Pacto de São José da Costa Rica afirma que a vida deve ser protegida desde a concepção. E mesmo que não o dissesse expressamente isso seria óbvio, pois, a lei deve expressar a verdade das coisas, e se vale da ciência para formular seus preceitos. Ademais, reconhecendo que a vida começa na concepção, o Código Civil Brasileiro, em harmonia com a Constituição Federal e com o Pacto de São José da Costa Rica, afirma em seu artigo 2º que: “A personalidade civil da pessoa começa com o nascimento com vida; mas a lei põe a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro” (grifei). Ora, se a lei põe a salvo desde a concepção os direitos do nascituro, parece óbvio que ela põe a salvo o mais importante desses direitos, que é o direito à vida. Como bem leciona o Profº. Ives Gandra da Silva Martins, seria contraditório se a lei dissesse que todos os direitos do nascituro estão a salvo menos o direito à vida.

Sendo assim, todo ataque à vida do embrião significa uma violação do direito à vida. Por isso é que o atual Código Penal Brasileiro prevê punição para aqueles que atentem contra a vida do embrião, com penas que vão de 01 (um) a 10 (dez) anos de prisão. O mais interessante é que o crime de aborto está previsto no Título I da Parte Especial do Código Penal, que trata dos “Crimes Contra a Pessoa”, e no capítulo I daquele título, que trata dos “Crimes Contra a Vida”, o que demonstra claramente que a lei brasileira reconhece o embrião como uma pessoa viva!

Assim, com base científica e jurídica, nenhuma lei que vise legalizar o aborto no país pode ser aprovada. Se isso acontecer, estaremos violando a Constituição Federal, os Pactos sobre Direitos Humanos que o Brasil se obrigou a cumprir e todo o Ordenamento Jurídico Brasileiro. É nesse contexto que deve ser analisado o Projeto de Lei 1.135/91.

Concluo dizendo que se os parlamentares e o povo brasileiro não se preocuparem em aprovar leis que verdadeiramente promovam a felicidade e o engrandecimento do ser humano, sem violar os direitos fundamentais expressos na constituição, a sociedade brasileira está fadada ao fracasso. E apenas para refletir, deixo aqui uma frase do filósofo Montesquieu, extraída do livro “O Espírito das Leis”, que diz: “Tal é o efeito das más leis, que é preciso fazer leis ainda piores para conter o mal das primeiras”.

 
Aleksandro Clemente - Advogado, Pós-graduando em Direito Penal e Processo Penal pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e Membro da Comissão de Defesa da República e da Democracia da OAB/SP.


quarta-feira, 29 de setembro de 2010

ANTES e DEPOIS da posse...

ANTES DA POSSE...

O nosso partido cumpre o que promete.
Só os tolos podem crer que
não lutaremos contra a corrupção.
Porque, se há algo certo para nós, é que
a honestidade e a transparência são fundamentais.
para alcançar nossos ideais
Mostraremos que é grande estupidez crer que
as máfias continuarão no governo, como sempre.
Asseguramos sem dúvida que
a justiça social será o alvo de nossa acção.
Apesar disso, há idiotas que imaginam que
se possa governar com as manchas da velha política.
Quando assumirmos o poder, faremos tudo para que
se termine com os marajás e as negociatas.
Não permitiremos de nenhum modo que
nossas crianças morram de fome.
Cumpriremos nossos propósitos mesmo que
os recursos económicos do país se esgotem.
Exerceremos o poder até que
Compreendam que
Somos a nova política.

DEPOIS DA POSSE...  Basta ler o mesmo texto acima, DE BAIXO PARA CIMA

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Ouvir música em volume alto provoca surdez precoce

Quão alto podemos ouvir música sem danificar a audição?

Ouvir música em alto volume por muito tempo pode danificar estruturas sensíveis da ouvido e levar à perda permanente da audição. Hoje, um em cada cinco adolescentes norte-americanos já têm alguma perda auditiva, de acordo com um estudo publicado em 18 de agosto no jornal da American Medical Association. Esse número representa um aumento de 30% se comparado a 15 anos atrás.

Segundo Gordon Hughes, diretor do programa de ensaios clínicos no Instituto Nacional de Surdez e Outros Distúrbios de Comunicação (NIDCD), nos Estados Unidos, não devemos escutar música, ou ficar expostos a qualquer ruído, acima de 85 decibéis por mais de oito horas. Um mp3 player, por exemplo, em seu volume mais alto, pode chegar a 105 decibéis.

"O problema é que você não consegue identificar sintomas ou perceber que está colocando seus ouvidos em risco", diz Hughes. "Mas se você estiver conversando com um amigo e precisar levantar a voz para ouvir o que está falando é porque sua música está num volume muito alto e precisa ser baixada". Como parâmetro, vale lembrar que uma conversa normal atinge cerca de 60 decibéis. "Essa é uma maneira rudimentar, mas útil para estimar se o ruído ambiente é demasiado forte", explica ele.

Gordon Hughes também alerta que sensação de pressão ou bloqueio, ou ainda zumbidos, nos ouvidos são características de lesão auditiva temporária. Embora ouvidos jovens sejam mais resistentes que os mais velhos, ele garante que a prevenção é o melhor remédio, porque no caso de perda auditiva a única coisa a se considerar é o uso de um aparelho auditivo.

O recomendável é não ouvir música num volume acima de 85 decibéis por mais de oito horas

Fonte: Terra

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Deus, salve a minha pátria!

Estamos na chamada Semana da Pátria e eu me lembrei de algumas composições que expressam o desejo de ver nossa Nação aos pés de Cristo.

Aqui não existe a tradição de se hastear a bandeira nos cultos e em todas as reuniões sociais como acontece nos EUA, mas eu acredito que a Igreja é a mais patriota das instuições. Não dá trabalho à sociedade e é quem mais ajuda ao progresso do país. Os crentes oram diariamente pela Pátria e pelos governantes. A igreja ensina seus membros a se absterem das práticas corruptas, da sonegação, dos vícios e da bandidagem que chega a estar entranhada na cultura deste povo. A igreja ajuda nos projetos sociais, na educação, na recuperação de vidas, enfim, a igreja se destaca como verdadeiro sal da terra e luz do mundo.

Nos anos da ditadura militar, as canções cívicas ocupavam lugar de destaque nos jingles comerciais, nas escolas e eram relacionadas à grandiosidade deste país que ninguém pode segurar, como dizia Gilberto Gil já em 1975 ou do país que vai pra frente. Basta lembrar da Copa de 70 - "noventa milhões em ação, pra frente Brasil...". A vitória da seleção canarinha foi bem aproveitada como marketing político. E quem tem mais de 30 anos e nunca cantou " Eu te amo meu Brasil, eu te amo. Meu coração é verde, amarelo, branco e azul anil..."?

Política à parte, a Igreja SEMPRE cantou o desejo de ver o Brasil realmente grande, antes, durante e depois da ditadura. Citarei alguns exemplos:

Minha Pátria para Cristo, letra do missionário batista William Edwin Entzminger, o pioneiro do Cantor Cristão, sobre música de Emiline Willis Lindsey. Esse hino está no hinário Cantor Cristão sob nº 439.

Entzminger usa inteligentemente um refrão do Hino da Independência do Brasil, composto por Evaristo da Veiga e por D Pedro II cerca de 75 anos antes, e enfaticamente declara: "Ou ficar a Pátria salva, ou morrer pelo Brasil".

Esta bela música foi gravada por Heitor Rodrigues em seu único LP (de muito sucesso, diga-se de passagem) em 1971 e também por Josué Barbosa Lira, o cantor evangélico que mais gravou na história, no LP "Em teus braços".

Minha Pátria para Cristo!
Eis a minha petição.
Minha Pátria tão querida,
Eu te dei meu coração.

Lar prezado, lar formoso,
É por ti o meu amor.
Que o meu Deus de excelsa graça
Te dispense seu favor!

Salve Deus a minha Pátria,
Minha Pátria varonil!
Salve Deus a minha terra,
Salve a terra do Brasil!

Quero, pois, com alegria,
Ver ver meu povo tão gentil,
Aceitando o Evangelho
Nesta terra do Brasil.

"Brava gente brasileira,
Longe vá temor servil."
Ou ficar a Pátria salva,
Ou morrer pelo Brasil.

Na década de 1960, com o avivamento que incendiou este País, um grande movimento de evangelização foi empreendido por várias igrejas. Campanhas de evangelização nacional foram implementadas por batistas das convenções nacional e brasileira. Desde a década de 50, os pentecostais, como os da Assembléia de Deus, empenhavam-se em ganhar o Brasil para Jesus. Surgiu a Cruzada Nacional de Evangelização e daí, em 1956, uma nova denominação com esse cunho: A Igreja Pentecostal O Brasil para Cristo.

Nesse íterim o Conjunto Betânia e logo depois o cantor Luiz de Carvalho lançam "Desperta Brasil", que se tornou canção oficial da denominação e abria os programas "A voz do Brasil para Cristo", dirigido pelo missionário Manoel de Mello.

Desperta Brasil, Brasil
Está na hora de orar
Que Jesus vai libertar
Todo aquele que nele crer

Se voce o aceitar e em
Deus confiar muitas bençãos
Vai receber

Desperta Brasil
Está na hora do evangelho anunciar
Desperta Brasil
O evangelho de Jesus
Está no ar

Desperta Brasil
Ouve a voz do Salvador
Ele a todos diz
Vinde a mim o pecador

No início dos anos de 1970, em plena época da ditadura militar, Feliciano Amaral grava em seu LP "Dá-me a  tua mão, Pai" a bela canção "Meu Brasil", que expressa com lirismo o desejo de ver o Brasil uma benção nas mãos de Jesus. 

Com a revisão da Harpa Cristã nos anos 1990, esta belíssima música passou a compor o hinário da maior denominação brasileira sob nº 633. A letra, atribuída a A. Mingão, foi ligeiramente modificada. Eu já conhecia uma outra versão, cantada pelos irmãos da pequenina congregação onde crescí lá pelos anos 1980, mas publicarei a gravada por FA.
  
Meu Brasil, nação gigante e mui sublime,
Creio ver-te muito breve bem maior,
Combatendo a iniqüidade, o vício, o crime,
Redimido aos pés de Cristo, o Salvador.

Meu Brasil! Meu Brasil!
Abre o largo seio e deixa a luz raiar!
Meu Brasil! Meu Brasil!
O Evangelho de Jesus te quer salvar!

Debelar a escuridão minh’alma anseia
Nesta terra onde o Cruzeiro prega a paz.
Espalhemos livros, livros à mão-cheia
E a vitória, meu Brasil, alcançarás.

Não te peço, meu Senhor, poder, riquezas,
Nem as glórias que oferece o mundo vil
Dá que eu possa ver fulgindo de beleza,
Na coroa de Jesus, o meu Brasil.

Em 1990 Denise Cardoso lança "Experiência", seu 16º trabalho e o retorno à música um ano após o grave acidente que a deixou 10 meses de cama, e lá na faixa 7 está "Deus salve minha Pátria" .

A música evangélica estava num novo tempo e as canções eram mais diretas e começavam a mostar mais consciência político-social. Fruto do que acontecia no mundo inteiro, Glasnost, Perestroika, queda do Muro de Berlim, final da guerra fria, final do mandado de Sarney... Nem porisso o desejo de ver o Brasil salvo por Cristo deixou de ser desejado.

Deus, salve minha pátria!
Dá-me um novo país!
Eu quero mais paz
Eu quero amor
Quero ver o povo
Feliz

Quero ver criança brincando
Percorrendo os campos em flor...
Quero colher os frutos
Dessa terra feita de amor

Deus, olha para os famintos
Dá-lhes a água e o pão
E aos pobres favelados
Conceda nobre habitação

Quero ver a luz do Senhor
Dissipando a escuridão
Que resplandeça forte
Iluminando os corações.

Em 1996 é a vez de João Alexandre, ícone de toda uma geração, compor e lançar no "Voz e Violão" a sua linda e instigante "Pra cima Brasil". Como eu disse antes, a referência aos fatos sociais era uma preocupação em algumas composições e após impeachment, URV, Plano Real, quebradeira geral de bancos, PROER e outras incertezas do instável momento político e econômico levavam muitos de nós a perguntar "como será o futuro de nosso país?". Era uma época de tamanha incerteza.

Os Arautos do Rei gravaram essa música com arranjo de Jáder Santos no CD "A Capela". Confira a letra:

Como será o futuro do nosso país?
Surge a pergunta no olhar e na alma do povo
Cada vez mais cresce a fome nas ruas, nos morros
Cada vez menos dinheiro pra sobreviver

Onde andará a justiça outrora perdida?
Some a resposta na voz e na vez de quem manda
Homens com tanto poder e nenhum coração
Gente que compra e que vende a moral da nação

Brasil olha pra cima
Existe uma chance de ser novamente feliz
Brasil há uma esperança!
Volta teus olhos pra Deus, justo juiz!

Em 2001 a Bompastor lança o CD "Final Feliz" do grande compositor Armando Filho, com faixa "Só Deus segura este país", uma clara referência à música de Gilberto Gil, tão usada no governo Costa e Silva e recetemente utilizada por Lula com alguma polêmica. A crítica social é forte nesta canção e em meio ao caos e deseperança nas instituições, os questionamentos têm uma resposta clara: Deus tem o controle sobre tudo e todos e só Ele pode segurar esse país.

Dos homens não vem solução
Prá restaurar esta nação
Os salvadores vão surgir
Promessas não vão se cumprir
Ninguém segura este país
É o que se ouve é o que se diz
Mas lá no céu no trono está
Um Deus poderoso, seu Nome é Jeová
Só Ele pode este quadro mudar.

Só Deus segura este país
Em meio a crise e a aflição
Em meio a tanto desamor
O amor de Deus é a solução
É hora de interceder
E confiar somente em Deus Jeová
Só Ele tem todo o poder
E pode então tudo mudar. (Bis)

Muitos têm pouco prá viver
Poucos tem muito prá valer
Este sistema é opressor
Tem seu cruel dominador
O misticismo em ação
Na tela da informação
A Violência está a crescer
Ao ponto de nos deixar sem saber
O que será desta grande nação.

Hoje não lembro de canções que levem à reflexão sobre nosso país, sobre nossa função maior que é a evangelização ou sobre nossas responsabilidades sociais mesmo diante da perigosa conjuntura política e da iminência de leis infames que nos tolhem a liberdade e estatualizam o pecado e a imoralidade. 

Parece que feneceu o afã de ver o Brasil aos pés de Cristo e o desafio de Entzminger ensurdeceu ante a desilusão da onda gospel que traz o mundo para dentro da igreja e torna insípido o exemplo dos que deveriam ser fiéis.

Onde está a voz dos "levitas"? Deve estar afônica, lambuzada por guloseimas com sabor de mel ou rouca de tanto gritar só pra chamar a atenção para si dependurados em figueiras bravas.

Oremos irmãos: Deus, salve minha Pátria!  
 
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