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quarta-feira, 23 de julho de 2014

Olho vivo - Campanha de Dilma vai focar o público evangélico


A campanha da presidente Dilma Rousseff deverá ter uma coordenação específica para os evangélicos. Em reunião realizada na terça-feira, 22, no Palácio do Alvorada com os comandantes dos partidos que formam a coligação pela reeleição de Dilma, ficou acertado que os presidentes do PSD, Gilberto Kassab, do PROS, Eurípides Júnior, e do PRB, Marcos Pereira, ajudarão a montar uma agenda de encontros da presidente com lideranças evangélicas do País.

No encontro de terça-feira, 22, que teve também a participação do vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), e dos ministros da Casa Civil, Aloizio Mercadante, e das Relações Institucionais, Ricardo Berzoini, presidentes das siglas aliadas expuseram a Dilma a necessidade de se montar desde o início uma estrutura voltada para esse público, que soma mais de 40 milhões de pessoas, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Justificaram ainda que esse eleitorado tem se identificado mais com o candidato Pastor Everaldo (PSC), da Assembleia de Deus, e demonstra resistência ao Partido dos Trabalhadores. "O eleitorado evangélico reclama muito de uma parte do PT favorável ao casamento de homossexuais e (à descriminalização do) aborto", afirmou Marcos Pereira.

Com isso, o núcleo da campanha petista pretende argumentar que o governo Dilma cumpriu a promessa assumida com lideranças evangélicas em 2010, de não propor alterações na legislação do aborto. "Ela (Dilma) deixou claro (ontem) que não vai apoiar o que não tiver consenso entre os partidos", disse Pereira. O aborto foi um dos principais temas abordados no segundo turno da disputa presidencial de 2010, quando a presidente conquistou seu primeiro mandato.

A reunião de ontem serviu para transmitir a mensagem de que os aliados terão voz nos rumos da campanha. Marcaram presença o presidente do PT, Rui Falcão; do PDT, Carlos Lupi; do PCdoB, Renato Rabelo; do PP, Ciro Nogueira; do PROS, Eurípedes Júnior; do PRB, Marcos Pereira; e do PSD, Gilberto Kassab. O presidente do PR, senador Alfredo Nascimento (AM), não compareceu, mas o partido enviou como representante o deputado Luciano Castro (RR), vice-líder do governo na Câmara.

Fonte: LeiaJá

Embora não tenha se envolvido pessoalmente em temas polêmicos, Dilma tem cumprido sim a agenda do PT, recheada de idéias contra a vida, a família e a moral e bons costumes. Porque nem ela nem o PT se manifestaram quando Joaquim Barbosa decidiu que todos os cartórios deveriam proceder casamentos homossexuais? Porque ignorou quando o PT atirou pesado contra lideranças evangélicas que se opunham à candidatura de  Haddad, ao PLC 122 e à PLC 58/2014-Lei da Palmada (Silas Malafaia, Marco Feliciano, Pr Eurico etc)? Porque a ministra Ideli Salvatti, seguindo orientação da presidenta orientou retomar a discussão da tal PLC 122 após as eleições? Se uma parte do PT luta por medidas "ultra-progressistas", como deixa claro o presidente do PRB, Marcos Pereira, em qual parte do PT Dilma está?

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Missionária Michelle Collins lança pré-candidtura ao governo de Pernambuco


A vereadora pelo Recife Missionária Michelle Collins, esposa do deputado estadual Pastor Cleiton Collins, ambos do PP, anunciou hoje que foi convidada para disputar as eleições para governo do Estado. Já o presidente do partido, Eduardo da Fonte, não encobriu que estava dando a partida na candidatura de Michelle ao falar no programa Consensus, da Maranata FM, hoje às 18h, onde o trio estava sendo entrevistado pelo Pr Roberval Goes, apresentador e também político (foi candidato a vereador nas últimas eleições).
O Pr Cleiton Collins e Michelle são da Assembléia de Deus - Ministério de Madureira e têm grande atuação em Jaboatão dos Guararapes e Cabo, embora Michelle tenha se elegido vereadora pela Cidade do Recife. O partido de ambos é da base do PT no estado e Eduardo da Fonte crê que a presidente Dilma dará apoio ao nome da missionária.
A corrida já começou. Ontem (quinta) o governador e candidato à presidência Eduardo Campos, anunciou Paulo Câmara como candidato à sucessão, já com o apoio do Democratas e do Solidariedade.
Faltando sete ou oito meses para o pleito, ainda é cedo para saber se este lançamento é uma estratégia planaltina para enfraquecimento do nome de Eduardo Campos, tido como bom aglutinador de votos do segmento evangélico, ou de fato, um arroubo do PP, que pode surfar nas ondas dos bons índices de aprovação de Dilma Rousseff e tentar dar o troco por ter sido deixado de lado pelo governo estadual.
De qualquer forma, o chamado "voto evangélico" será agora disputado mais que do nunca em Pernambuco, levando à uma divisão clara: apoio a reeleição de Dilma ou apoio a Eduardo Campos.
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