quarta-feira, 25 de maio de 2011

Enquanto o Coral cantava


Enquanto o Coral Cantava


Enquanto a música enchia o templo,
eu vi o Rei.
Vestido de majestade, coroado de honra,
um cetro de poder e glória na mão.
Ele voltava.
Livre dos sapatos e dos preconceitos,
da doença e da fadiga.
Feliz, como uma criança que se atira
na direção do Pai – depois de uma ausência
que só fez maior o amor e a necessidade
de ver – eu corria no meio da multidão,
que erguia palmas brancas
em saudação Àquele que voltava.
Lá estavam Livingstone, Carey, Bratcher,
Corinto, Miranda Pinto...
Lá estavam os vultos frágeis,
Ana de Ava, Noemi Campelo, Caíta,
Lotie Moon...
Os missionários de todas as raças.
Os grandes que se fizeram pequenos,
os pequenos que a fé tornou gigantes:
Bagby, Taylor, D. Chiquinha,
que eu conheci
quebrando coco babaçu,
para sustento da obra
que eles começaram.
Lá estavam D. Maria e D. Carmen
- um corpo perfeito no lugar daquele
que a lepra deformara.
Lá estavam Darito e os companheiros
de enfermaria que ele levara a Cristo,
livres do balão de oxigênio
e do terrível clima de segregação.
Lá estavam meus amigos cegos,
com olhos enormes de luz
e expectativa;
Meus priminhos mudos, entoando,
mais alto que todos,
o canto de vitória e gratidão.
Livres de grades
e de cadeiras de rodas,
lá estavam muitos que eu conhecera
prisioneiros da doença e do pecado.
Lá estava meu irmão
que Deus levou tão cedo.
Lá estavam os mártires de todas
as épocas, do tempo dos césares
e das cortinas de ferro e de bambu.
Lá estavam homens de pele escura
e alma cor de neve;
índios de brilhantes cabelos,
crianças de todas as raças,
cantando hosanas, como na entrada
triunfal em Jerusalém.
Lá estavam os meninos do Tocantins,
os barqueiros do São Francisco,
a gente do Araguaia,
os colonos da Transamazônica,
que se haviam tornado súditos
do Caminho maior.

Num milagre sem explicação,
a multidão de mil cores,
que entoava hinos em mil línguas
e dialetos,
era absolutamente igual, no sentimento
que fazia de todos
uma só corrente de alegria,
formada por mil elos de amor.

Eu disse que todos estavam lá?
Não sei. Parece-me que havia lacunas
na multidão e no coração do Rei.
Muitos estavam ausentes,
presos a cuidados terrenos,
deixando a escola suprema
para um amanhã inexistente,
oferecendo a Momo um último holocausto,
como se fosse possível
servir a dois senhores,
abraçar o mundo, sem desprezar o Rei.

E foi assim, enquanto o coral cantava,
que pude sentir o quanto amava ao Rei,
o quanto meu coração agradecia,
por estar entre os salvos;
por chamá-lo pelo nome que Madalena usou
quando o reconheceu:
- Voltaste, Raboni! Aleluia!
Bem-vindo sejas, meu Senhor, meu Deus!
Myrtes Mathias
No livro Encontro Marcado (JUERP)

Lí em Veredas Missionárias
 
Citando a fonte http://www.iciocara.blogspot.com/

terça-feira, 24 de maio de 2011

Me faz lembrar - Sérgio Lopes

  video


Me Faz Lembrar

Quando eu tentar te esquecer e confiar no meu querer
Me faz lembrar de onde eu vim e que o Senhor me trouxe até aqui.

Quando eu tentar fazer uma canção e me faltar à mesma inspiração
Me faz lembrar que nada posso ser se da tua graça eu não depender.

Me faz lembrar daquelas madrugadas de oração e das lagrimas no chão
E que o tempo ao passar vai tentando apagar do coração.

Me faz lembrar onde eu deixei o meu primeiro amor.
Se for preciso eu vou recomeçar, mas confesso que dependo do Senhor.


Letra e música: Sérgio Lopes
Intérprete: Sérgio Lopes
Álbum: Noites e Momentos - 1998

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Previsão de mais chuva intensa no Nordeste


Em Aracaju, a previsão alertou mais chuva nos próximos meses.  Estados estão em situação de emergência ou de calamidade pública.

Os meteorologistas analisaram pressão atmosférica, direção e velocidade dos ventos, temperatura do oceano desde o Rio Grande do Norte ao Recôncavo Baiano.

Eles apresentaram a previsão climática para os meses de junho, julho e agosto no leste do Nordeste. Chuvas devem ser registradas acima da média.
A previsão preocupa principalmente quem vive no litoral norte de Alagoas e na Zona da Mata de Pernambuco. Nessas regiões choveu muito mais do que o esperado para os meses de abril e maio. Em Alagoas, 11 municípios estão em situação de emergência e 16 foram afetados pela chuva. Em Pernambuco, 26 municípios decretaram situação de emergência e nove estão em situação de calamidade pública.

Segundo os meteorologistas, o excesso de chuva ocorreu porque a água do oceano Atlântico ficou mais quente e com isso houve maior evaporação, provocando chuvas mais intensas.


Fonte: FAXAJU

quarta-feira, 18 de maio de 2011

II Festival Internacional de Música de Campina Grande


É com grande alegria que saudamos a todos os participantes do II Festival Internacional de Música de Campina Grande. Este evento, único no gênero no estado da Paraíba, constitui-se numa excelente oportunidade para intercâmbio entre diferentes profissionais e estudantes, contribuindo para expandir o mercado de trabalho e o desenvolvimento de políticas públicas voltadas para a arte e a cultura em nossa região.

O corpo docente do Festival é formado por professores brasileiros e de diferentes países, dentre os quais Estados Unidos, França, Itália, Inglaterra, Coreia, Costa Rica, Venezuela e Israel. Todos eles possuem vasta experiência, lecionando e atuando em grandes escolas e importantes conjuntos instrumentais e vocais, o que nos assegura uma intensa permuta de fazeres e saberes musicais.

Além das aulas e concertos, este ano instituímos o Prêmio Radegundis Feitosa, que será outorgado a um músico ou entidade artístico-cultural com relevante atuação no âmbito local, regional ou nacional. A Rainha da Borborema, conhecida como a capital do trabalho e a cidade do Maior São João do Mundo, acolhe, portanto, músicos e espectadores de todas as partes e cantos, aquecendo-os, neste inverno serrano, com o calor da música, da arte e da vida.

Coordenação Geral
Festival Internacional de Música de Campina Grande

segunda-feira, 16 de maio de 2011

9º Encontro de Quartetos Masculinos - DF


Repensando o ensaio coral - Dr. Vladimir Silva

Por Vladimir Silva - PhD

Para assegurar a plenitude do processo de ensino-aprendizagem da prática coral é fundamental que a sala de ensaios seja preparada adequadamente. Deve-se cuidar da iluminação e da ventilação, natural e artificial, pois o conforto térmico contribui para o bem-estar do coro. O tratamento acústico do espaço é determinante para o sucesso do trabalho, influenciando na realização do repertório e na sonoridade coral. O espaço físico precisa ser adequado ao tamanho do coro e às atividades que serão desenvolvidas. Cadeiras, armários, mesas, quadros, além de outros equipamentos, tais como pianos, aparelhos de som e televisão, devem ser alocados em lugares estratégicos e acessíveis.

Na sala de ensaio, os cantores devem ter à disposição partituras legíveis e bem editadas, papel em branco, lápis e borracha. Estes recursos materiais podem ser utilizados para registrar as anotações pessoais e as observações do regente. Ao contrário daquilo que comumente ocorre na prática orquestral, coralistas ainda não desenvolveram o hábito de anotar as indicações do regente na partitura. É necessário estimulá-los, explicando-lhes as razões das solicitações ou comentários, fazendo com que eles compreendam o texto poético e musical das obras. Aproveitar cada momento deste encontro de permutas e aquisição de saberes é, portanto, o princípio norteador do fazer pedagógico do regente, porque no ensaio coral ocorre um intenso processo educativo, que é dialógico e fruto da parceria entre os cantores e o regente.

Para que o ensaio se torne significativo, seria interessante substituir, gradualmente, a ineficiente prática da aprendizagem por imitação e repetição, que comumente ocorre quando o cantor reproduz acriticamente aquilo que o regente lhe oferece, por uma forma mais consciente de aquisição do conhecimento, na qual o coralista possa dar uma contribuição mais efetiva e pessoal. O cantor, nesta perspectiva, passaria a agir proativamente, enumerando compassos, marcando respirações, solfejando partes e solucionando, sempre que possível e por conta própria, os problemas rítmicos, melódicos e vocais encontrados no repertório. Estas são iniciativas importantes que deveriam ser estimuladas e incorporadas à práxis cotidiana dos nossos coros. Certamente, os ensaios se tornariam mais instigantes, pois os conteúdos e desafios impostos pelo repertório seriam superados de forma sistemática, metódica, dinâmica, eficaz.

Recitais e concertos devem ser compreendidos, portanto, como os produtos finais do trabalho desenvolvido ao longo de vários ensaios criteriosamente planejados e organizados. Tais atividades artísticas são ferramentas de avaliação importantes para a consistência da interpretação musical. No entanto, concebê-las como primordiais, como meta e objetivo exclusivos da prática coral, significa transferir o foco de atenção do processo para o produto. Que o ensaio seja, assim, entendido como construção coletiva, contando, em todas as suas etapas, com a colaboração e o engajamento de cantores e regente, favorecendo o crescimento musical, vocal, intelectual, afetivo e emocional de todos.
Publicado em Música e Poética

Vladimir Silva, tenor e regente, é doutor em Regência Coral pela Louisiana State University (EUA). Estudou composição com José Alberto Kaplan; regência com Erick Vasconcelos (Brasil), Gerard Kelgman (Alemanha) e Kenneth Fulton (EUA); e canto com Jasmin Martorell (França) e Lori Bade (EUA). Já regeu vários grupos, dentre os quais o Coral Universitário Gazzi de Sá (UFPB), Madrigal Vox Nostra, Madrigal da UFBA, LSU Chamber Singers, LSU Women’s Chorus, Orleans Chamber Singers, Madrigal da UFPI, Coro em Canto, Camerata Brasílica e Orquestra Sivuca. Além do Brasil, já atuou como regente e solista na Argentina, França, Itália, Áustria e Estados Unidos. Tem participado de festivais de coros e canto lírico, coordenando, julgando, regendo, ministrando palestras e masterclasses.Desde 1993, atua no ensino superior, tendo colaborado com várias universidades estaduais e federais, a exemplo da UFPI, UFBA, UFPB, UFCG, UFG, UFSM, URCA, UEMA, UEPA, UEL, UEPB e UNICAMP. Vladimir Silva tem artigos publicados em diversas revistas especializadas. Atualmente, leciona no curso de Música da UFCG. Mais informações, visite: www.vladimirsilva.com

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Brasil: Justiça Legaliza Imoralidade - Dom Robinson Cavalcanti


Posição de Dom Robinson Cavalcanti (Bispo Anglicano) sobre a união homoafetiva

Em um país onde o Poder Legislativo é o que menos legisla, mas sim o Poder Executivo através de Medidas Provisórias ou o Poder Judiciário através das suas “interpretações” (este último sem ter sido eleito pelo povo, nem passível de perante ele responder), o Supremo Tribunal Federal (STF), por unanimidade dos seus membros, resolveu estender aos homossexuais o instituto das “uniões estáveis”, sem qualquer embasamento nos dispositivos expressos da Constituição Federal ou do Código Civil, mas tendo por base argumentos filosóficos emanados da ideologia secularista que está a destruir os fundamentos da civilização ocidental plasmada pelo Cristianismo.

Mais uma vez é o aparelho do Estado indo de encontro à Nação, sua História, sua Cultura e seus Valores. A imoralidade do homossexualismo – nítido desvio de conduta e enfermidade emocional e espiritual – sempre rejeitada pela Nação, não por preconceitos, mas por conceitos que geram preceitos, recebeu o manto da legalidade, com o objetivo de reforçar a sua legitimidade. A imoralidade foi legalizada. O pecado foi legalizado. A minoria organizada do lobby GLSTB comemora seu momento de “vitória” contra a família. O Brasil se junta aos 10% dos países vanguardistas onde se aprovou tal instituto ou o do próprio “casamento”. 

O Brasil está de luto. A dignidade da pessoa humana e as leis vigentes isonômicas já eram mais do que suficientes para o exercício da cidadania, o bom funcionamento do Estado Democrático de Direito e a busca do Bem-Comum. O próximo passo será a criminalização dos heterossexuais que não admitem a normalidade do homossexualismo, o atentado à liberdade de expressão e da liberdade de religião, com a PLC 122, ora no Senado da República.

A mídia já vinha, há muito tempo, manipulando a opinião pública, em uma autêntica lavagem cerebral, para quebrar as resistências, e “reeducar” a nação. Os Ministérios Federais, como o da Educação e dos Direitos Humanos também estão a gastar o dinheiro do contribuinte para promover a pederastia.

Os argumentos levantados pelos doutos ministros no dia de hoje devem ser levados às suas consequências lógicas, legalizando as outras “minorias discriminadas”, como os pedófilos e outros tantos ófilos.

Os cidadãos brasileiros de convicções morais baseadas nos valores da fé revelada e nos valores sempre afirmados por nossa Pátria continuarão, com convicção e coragem, a expressar a sua mais veemente condenação a esse momento lamentável, que deslustrou a mais alta corte de justiça do País. Continuarão a pregar a mensagem de perdão de Deus a todos os pecadores e a todos os pecados (e não a promover marchas de orgulho do pecado), bem como a mensagem de arrependimento e de mudança de vida, de libertação das opressões e dos desvios, que ferem a santidade de Deus e o seu projeto para a humanidade. 

Continuarão a apoiar os que hoje optam pelo comportamento homoerótico e que desejam dele ser curados, bem como aos heróicos terapeutas que se arriscam diante da intolerância das novas manifestações de totalitarismo. Bem nos ensina o apóstolo Pedro que “antes importa obedecer a Deus do que aos homens”, e seguindo o exemplo de Martin Luther King Jr, nos cabe a resistência pacífica (não passiva) e não violenta, a desobediência civil. Nesse momento que vozes proféticas se levantem, pois o respeito ao Poder Judiciário não passa por sua infalibilidade nem pela impossibilidade de dele se discordar e apontar para os seus equívocos, que prejudicam a Nação, e que um dia serão julgados tanto por Deus, quanto pela História.

Ache o aparelho do Estado o que achar, decida o que decidir, nossas Igrejas continuarão a afirmar que Deus criou uma humanidade de machos e fêmeas, que ordenou que o homem se unisse à mulher, e que condena vigorosamente a sodomia.

As consequências do que hoje decidiu na esfera do Estado não atingem a vida interna da Igreja e do Povo de Deus. Continuaremos a afirmar o que a herança judaico-cristã-islâmica tem ensinado por cinco mil anos. Continuaremos a respeitar a memória dos nossos antepassados e a honrar os valores dos nossos costumes e das nossas crenças.

Oremos pelas autoridades da República, para que cessem de fazer o mal e promovam o bem!

Mogi das Cruzes (SP), 05 de maio de 2011, Anno Domini.

+Dom Robinson Cavalcanti, ose
Bispo Diocesano

Congresso de Música na IBCOR - Dr Fred Spann, Dr Tone Cunha e Ms Nabor Nunes juntos!

Celebrando o 100º ano de organização, o Coral da Igreja Batista do Cordeiro (IBCOR) está promovendo o VI Congresso de Música com o tema "Louvando através das gerações".

A agenda é extensa e bem elaborada pela ministra de música Keila Guimarães e equipe e dentre os preletores, estarão conosco o Dr James Frederick Spann (Fred Spann - USA), Dr Alcingstone Cunha (Tone Cunha - USA) e o Ms Nabor Nunes (ES), grandes nomes da música evangélica brasileira por suas inestimáveis contribuições à hinódia, traduções, ensino e ao preparo de líderes e ministros de musical das igrejas.

Outros nomes igualmente importantes, de uma geração mais nova, estarão também ministrando palestras e oficinas.

Será um momento maravilhoso de reencontro de gerações e de ex-alunos desses mestres (dentre os quais me incluo) e também de ex-coristas do Coro Sinfônico do STBNB, que se reunirão para louvar a Deus com a atual formação do Coro e assim participar deste marcante evento.

Confira toda a programação no site ibcor.org/congressodemusica.


Clique para ampliar

terça-feira, 10 de maio de 2011

OMB não pode mais impedir músicos em eventos religiosos


Uma liminar concedida pela 1ª Vara Federal Cível de São Paulo determinou ao Conselho Federal da Ordem dos Músicos do Brasil (OMB) que deixe de praticar qualquer ato que impeça ou atrapalhe a realização de eventos musicais religiosos em templos, igrejas e ambientes de natureza religiosa. A decisão, requerida pela Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão, do Ministério Público Federal em São Paulo (MPF-SP), foi conseguida depois que fiscais da OMB impediram músicos de uma igreja de executar seu repertório musical por não serem credenciados pela Ordem dos Músicos. O caso aconteceu em junho de 2009.


A liminar tem efeito em todo o território nacional e impede ainda que a OMB multe músicos membros das igrejas descredenciados. A decisão ainda estabelece a multa de R$ 10 mil, caso a decisão seja descumprida.


No caso de 2009, a banda da Igreja Pentecostal Deus é Amor, que participava de um culto, foi surpreendida por uma fiscal da OMB que impediu, mediante a uma série de ameaças, que os músicos e a orquestra amadora continuassem com a apresentação. A Igreja dirigiu-se ao Conselho Regional da OMB em São Paulo e não chegou a ser autuada.


No entanto, uma nova advertência foi feita e a igreja foi avisada que, caso músicos não credenciados continuassem a realizar apresentações, a instituição seria multada. A igreja ainda foi incumbida de fiscalizar se os cantores e músicos eram associados da OMB. Após as ocorrências, a Igreja Pentecostal Deus é Amor entrou com uma ação na Justiça, e conseguiu que a OMB não pudesse mais realizar esse tipo de fiscalização em sua sede. O mandado de segurança foi julgado procedente pela Justiça.


Após analisar uma cópia do mandado, o MPF-SP considerou ilegal a fiscalização e entrou com uma segunda ação, para que a decisão conseguida pela igreja valesse em todo o território brasileiro. Para o Procurador Regional dos Direitos do Cidadão Jefferson Aparecido Dias, autor da ação, o caso é um "descumprimento de normas constitucionais que asseguram o direito à liberdade artística e ao livre exercício do culto religioso". O procurador ressalta ainda de tratar-se de uma "violação a dois direitos fundamentais de grande envergadura".


Segundo a juíza Veridiana Gracia, que julgou procedente o pedido, "exigir que os músicos que atuem em igrejas ou outras instituições religiosas sejam somente aqueles credenciados pela Ordem dos Músicos configura inegável interferência na liberdade de culto, bem como desrespeita o mandamento constitucional que, em seu artigo 19, impõe ao Estado não embaraçar o funcionamento de cultos religiosos ou igrejas".


Fonte: TERRA

sábado, 7 de maio de 2011

Coral Jubilo dos Fieis - 71 anos cantando para o Senhor

Coral Júbilo dos Fiéis no Culto de 70º aniversário

O Coral Júbilo dos Fiéis, da Assembléia de Deus em Iputinga, Recife/PE, igreja presidida pelo Pr Ailton José Alves, estará comemorando o 71º aniversário de atividades com um belo culto de ação de graças no próximo domingo, 18/05/2011, a partir das 18:00h, no templo localizado na Av. Caxangá, 3035, Iputinga.

O coro, um dos mais antigos da AD em Pernambuco, está sob a direção do maestro Wellington Emanuel, que com seus regentes auxiliares têm feito um extraordinário trabalho para a glória de Deus.
Maestro Wellington e auxiliares
O repertório deste ano é todo do período barroco e o coro será acompanhado de uma orquestra de câmara. Contam do programa o "Aleluia", do oratório "O Messias" e também "Aleluia, amém", do oratório "Judas Macabeus", ambos de G. F. Handel.

O Coral, por sua direção, convida a todos para louvar ao Senhor naquela ocasião especial!

Leia mais AQUI

sexta-feira, 6 de maio de 2011

A lei na contramão da Lei

Ardilosa a manobra que legaliza a união homoafetiva e a reconhece como unidade familiar, primeiro porque o STF não é o Legislativo. Seu papel é outro; Segundo, porque, com esta decisão, se opõe agressivamente ao contido na Constuição (Lei 9278/96, art 1º que regulamentao parágrafo 3º art 226 da CF); e em terceiro porque o STF não representra o povo brasileiro e nem seus anseios. Agora os deputados terão de mudar a Constituição e o dicionários terão de mudar algumas definições.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

A invasão das águas



Recife nublado

Chegou repentinamente, invadindo o espaço. Tomou conta do azul puríssimo que víamos ha alguns dias na imensidão. Muito calor fazia aumentar o comentário de que viria um aguaceiro, mas foi tão rápida a instalação das nuvens que duvidávamos. Talvez fosse apenas uma dessas tempestades de verão, forte mas passageira.


O exército de nimbos e cúmulos se agigantava entre o ribombar de trovões e o lampejo de relâmpagos. Parecia uma invasão militar. O dia todo, ou mais precisamente, a partir da tarde do dia 03/04, esses tanques foram se juntando e tomaram a visão, porém, nada de chuva. Era só a preparação.

Chuva chegando a Caruaru

No dia seguinte, muita água e de uma só vez. Os relâmpagos e trovões enterravam definitivamente a esperança de sol tão breve. O Recife se rendeu ao aguaceiro e assim ficou prostrado por 31 dias, sob tiroteio incessante de grosso clibre de águas, muita água. Alguns dias forma sem trégua: manhã, tarde, noite, madrugada, manhã, tarde, noite...

Fotos DP

O dilúvio de abril foi de mais de 100% superior á média histórica. Foram impressionantes 650mm de chuvas somente neste mês, o maior volume desde 1978 e o mês de maio segue no mesmo ritimo: somente nos cinco primeiros dias de maio já choveu mais que o equivalente esperado para todo mês, mais de 340 mm.

Finalmente, depois de muito estrago, uma pausa. Seria para recarregar? Alguns especialistas da Apac e Lamepe dizem que sim. O pior parece ainda não ter se passado.

Fotos DP

Se assim for, Recife que já é conhecida como a Veneza Brasileira por sua quantidade de rios, canais e pontes (só na região central são 39 pontes e 50 canais), juntando-se ao fato de em alguns locais estar a 3m (três metros) abaixo do nível do mar, só será visitada de navio ou jangada.

Rogamos as orações de todos não só pelos recifenses, muitos deles habitantes de morros com suas barreiras e também ribeinhos, como pelos interioranos, especialmente os da região sul do Estado (Palmares, Água Preta, Rio Formoso etc). São 45 cidades inundadas. Muitos de nossos irmãos em Cristo estão sofrendo e isto apenas 10 meses depois da castatrofe que se abateu sobre a zona da mata sul.
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